Mar 27, 2007

Feche os olhos, faça um pedido... agora assopre
Muitos aniversários, muitas coisas acontecendo, e eu cansadona no final do dia pra escrever aqui... E aí bate uma culpa danada. Acho chato pra caramba ter criado blog e não escrever sempre. Pô, aniversário da Lê foi semana passada e nem escrevei nada depois. Agora tô escrevendo depois do dia que deveria ter escrito.
É que fiquei fazendo o presente da Mila. Tão pequenininho, mas deu uma trabalheira doida. Pior que cheguei lá e ainda não tinha terminado, não tinha como pendurar, e ele era pra pendurar...
pelo menos enquanto ela não pinta na pele.
Ops, a Lu vai querer me matar agora...
Fiz pra Mila um desenho, um desenho pra ela tatuar um dia no corpo... nas costas, bem abaixo do pescoço descendo pela coluna vertebral, naquele pontinho que quando soprado dá um arrepio na espinha e treme o corpo todo...
Fiquei um tempão pensando o que deveria ficar grudado nela pra sempre assim, que cores, que formas, que significado que deveria ter...
Achei que o sopro, o vento, o desejo e o riso esperançoso dos olhos fechado desejando combinam bem com minha irmã fada. As sementes esparramadas pela esperança de que dê certo, que ela espalha naturalmente enquanto anda, desenhadas em suas costas talvez soassem redundantes, talvez só fizessem os pedidos feitos ainda mais fortes...
Pequena que deixa rastro de pó de pirlimpimpim e purpurina por onde passa, que teus desejos sinceros se realizem, que ame intensamente, que se divirta muito, que só receba abraços cheios de carinho, que tenha sucesso nos teus projetos, não aquele sucesso que os outros acham que é, aquele que você entende que é. Que arco-íris duplo ilumine teus passeios, e que a lua crescente com seu sorriso de gato da Alice te faça gargalhar sempre que olhar pra ela.
E quando você tomar coragem de pintar tua pele pra sempre me chame, que eu vou lá com você pra dizer que não tá doendo.


Essa história de ter irmã fada é dura. Muita competição na página de mensagem dela, na secretária eletrônica, no celular... todo mundo quer um pedacinho dos poderes mágicos da baixinha... Não abusem, ela não veio aqui pra salvar o mundo, só pra deixá-lo mais colorido e mais feliz.


ilustração de Sara Mello, uma ilustradora que eu trombei um num blog que eu trombei num outro blog e por aí vai... Achei absolutamente maravilhosos os trabalhos dela e não pude resistir... desculpe-me pelo furto...

Mar 19, 2007

Feliz Aniversário Querida! Um mosaico de coisas deliciosas pra você!


Mar 18, 2007

Deixa só eu contar do forró!!!
Depois de muito enrolar conseguimos finalmente não ter desculpa nenhuma pra fugir do forró de domingo.
Um calor infernal, como deve ser uma noite de forró, pra aquecer e embalar o bate coxa.
Um tempinho de aquecimento na cerveja, mais umas danças pra aquecer os músculos das pernas e relembrar o corpo de todas as dicas fantásticas recebidas no verão passado.
Tenho um problema seríssimo pra dançar e pouquíssimas pessoas são capazes de compreender.
Claro que boa parte da culpa é da minha inaptidão mesmo, de não conseguir fazer minhas pernas e meu quadril se juntarem nesse movimento de contagem tão fácil "dois pra lá e dois pra cá". Ridículo isso quando lembro que já estudei flauta doce, piano e canto, e que deveria pelo menos entender de rítmos e conseguir ouvir o tal do triângulo que marca o tempo.
Mas não consigo.
Aí a situação piora consideravelmente quando lembro que danças de par são sempre machistas. É isso mesmo! Quem decide o que vai acontecer no próximo movimento é o cara.
Foda!
Difícil demais pra uma menina que leva a sério sua independência, que não gosta nem um pouco de ser comandada, muito menos por um bofe, e em hipótese alguma por um bofe desconhecido. Aí, além de pensar que tenho que ser conduzida pelo tal bofe ainda tenho que ouvir "relaxa, eu te guio"!
Ora, quem é tu pra me guiar? Péssimo isso. Travo na hora e pode esquecer o resto da dança, melhor achar outra parceira.
Que que aconteceu no verão passado: um amigo meu sacou esse negócio "feminista" e como ele sabe dançar muito bem me deu altas dicas pra não cair mais nas armadilhas duma noite de baile.
Me deu uma aula de física e não uma aula de dança.
Aí eu entendi tudo!
De física eu entendo, ação e reação, inércia, energia cinética, os tais dos dois corpos que não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo (isso evita pisões nos pés alheios). Aí foi ficando até possível dançar.
Mas ainda não é com qualquer um, continuo meio dura. Minha mãe esqueceu o requebrado o quadril na mistura genética. Já pensei em processá-la por isso se não conseguir reverter o efeito com as influências do meio ambiente.
Mas voltando pro forró.
O forró do domingo é engraçado, tem aula antes e só fica uma molecada que acabou de conseguir o RG que permite a entrada em estabelecimentos desse tipo e o consumo de bebidas acoólicas. Um ou outro dançam razoavelmente bem e são mais confiantes pra levar a dança.
O calor naquele dia estava insuportável e nem cerveja gelada, nem água, nem refrigereante e nem a pia do banheiro eram capazes de amenizar a situação. Nem a chuva torrencial que caiu por mais de uma hora melhorou. Depois de três ou quatro horas rodopiando no salão voltamos pra casa encharcadas, cabelos molhados da raíz até as pontas, saia grudando nas pernas, a blusa já tinha até outra cor. Dava pra torcer os panos que pingava suor. Eca!!! Delícia!!!
Já o forró da sexta foi mais legal, tinha mais gente, gente mais velha um pouquinho. Nada de conversa fiada, nada de intimidade, pra quer saber nome do parceiro se estamos aqui só pra dançar?
Foi ótimo, uma noite de dança e silêncio, sem pensar em nada. Larguei o corpo e fiquei meditando.
Isso mesmo, meditando, com a cabeça em lilás. Só.
As pernas sendo jogadas pra lá e pra cá, rodopio, troca de parceiro, termina a música e nem dá tempo de chegar na beirada da pista já tem outro chamando... peraí que o sapato tá atrapalhando. Chuto a sandália pro canto. Pronto.
Até que um moreno gigantesco me tira pra dançar, não fala nada, mas me faz de gato e sapato. Parecia nega maluca, sabe aquelas bonecas que ficam com o pé preso no dançarino? Essas.
Chuta prum lado, chuta pro outro, joga pra frente, joga pra trás, não dá nem tempo de tentar travar o corpo, já tá tudo dominado... com a mão na coluna faz o quadril mexer, um apertão desliga todo o corpo que cai pra trás como aquelas girafinhas de elástico do zoológico...
E o corpo todo molhado...
Isso não é forró não, eu conhecia esse tipo de coisa com outro nome...
Só sei que terminei a dança querendo um cigarro.

Mar 17, 2007

mais moluscos libidinosos
Vou escrever mais uma vez sobre os caras correndo o risco de soar repetitiva (e nem ligo!).
Paixonite aguda dá nisso.
Horas e horas no repeat, cantarolando por todos os cantos, toda vez que uma palavra de uma conversa alheia chama a atenção, faz a sinapse e o impulso elétrico estimula aquela parte do cérebro que faz cantar. Coisa de gente maluca que fala sozinha e anda pela rua cantando...
não reparem ou juntem-se ao coro.
Começa a garoa e lá vou eu ..."ana vê a chuva na janeeeeela. a chuva molha aqui e lá. aqui, a chuva molha o telhaaado, molha o gato no telhaaado. lá, a chuva molha o maaaar"... toda saltitante e esquecendo que a chuva também molha meus cabelos e minhas roupas.
De coração partido apaguei meu perfil e só escrevi a letra de Suportar pra tentar explicar o que acontecia. Se soubesse como fazer, teria deixado só a melodia de coração sangrando tentando cicatrizar. É que acho genial a música. Nada deu certo, a relação acabou mesmo e só resta tentar ser feliz. É maravilhosa! E com aquele toque de canção de ninar embala o choro abafado pelo travesseiro... acho que ouvi umas dez vezes seguidas enquanto escrevia um post aí embaixo...
Prá Matar a Fome é a mais doce do disco novo, é a que espero ouvir cantada no pé dou ouvido um dia... é o amor tranquilo, cotidiano, é o comprometimento, a intimidade, de cumplicidade, o pedido de casamento mais bonito que pode ser feito... tem som de gente apaixonada, não de paixões avassaladoras e que nos deixam em cacos depois, paixão que se transforma em amor, que é escolha pela companhia do outro... é linda!
...
"
pra você, deixo a mesa posta
laranjada, tofu, croissant
e um bilhete dizendo que amo
que quero casar assim que voltar do trabalho à noite
trazendo buquê e um bocado de nomes
pra dar pro bebê
"
...

Desde o lançamento do CD em janeiro o Lasciva Lula vai ganhando cada vez mais espaço nos blogs, colunas, jornais e revistas especializados ou não.
Muitos são fãs, amigos ou paraquedistas que assistiram a algum show e caíram de paixão e escrevem agora em seus blogs (assim como eu), mas tem gente bem legal e conhecida falando bem deles. Não consegui reunir todos os comentários (links abaixo), mas no site da banda tem mais uns links.
Ontem fiquei especialmente feliz ao ver no jornal que eu assino uma crítica super elogiosa sobre "Sublime Mundo Crânio". Quatro estrelas e tudo.
Torço muito por esses caras.
Não só porque carreguei o pedal duplo do Marcello de Campinas até BH de ônibus (o roteiro estranho considerando que a banda é do Rio? pois é, coisas de movimento estudantil, os encontros não são nas cidades natal, são pelo mundo, e as encomendas viajavam por esses percursos), mas porque acho mais gente deveria ter o prazes de poder ouvir Lasciva Lula tocando, que seriam mais felizes com as músicas deles enfeitando a trilha sonora des suas vidas.

(foto da gravação do clipe de Olivia Lik retirada do site da banda)

Mar 14, 2007

Feliz aniversário querido amigo!!!
Bolos, jujubas, refrigerantes, brigadeiros e beijinhos, velas pra assoprar e fazer pedidos. Confetes, serpentinas, luzes piscando coloridas, globos de espelho rodando sem parar, paredes grafitadas, luz negra, muita cor, muita gente feliz em volta, muitos beijos, muitos abraços, muitos amores, muitos amigos. Sons que te façam sonhar ainda mais do que já sonha. Dias de sol, rede de pesca, coisas de macho, areia massageando os dedos dos pés, sol acariciando tua pele e chuva fina de verão só pra refrescar depois. Noites de lua brilhando pra ficar procurando São Jorge ou o coelho, e noites sem lua pra contar estrelas dançando. Manhãs chuvosas de domingo pra dormir tranquilo. Paixões avassaladoras pra te inspirar loucuras, pra acreditar que tudo pode dar certo.
Muita felicidade pra você, meu amigo mais antigo. Beijos, beijos e mais beijos

Mar 13, 2007

"Must love dogs" (novo título pós comentário da Mila)
Já falei da resolução da minha eterna briga com a balança, o desfecho para o qual se encaminha essa história, e, quando chegar a hora teremos uma sessão de "antes e depois" ou "bem antes e agora".
O que não falei foi do desfecho das outras histórias contadas.
Não falei porque não tava com vontade de falar, porque tava com vontade de calar e só. Se fosse coisa boa teria contado rapidinho, sairia gritando por aí, escreveria texto enorme em "out door", mas não foi o caso.
O que se sucedeu foi mais um enorme pé na bunda, uma dor de cotovelo digna de cantores do rádio da década de 50 que meu pai insiste em ouvir. Melhor então ficar quieta, não alardear esse tipo de coisa...
E eu consigo? Consigo nada.
Agora que já dá pra respirar também dá pra escrever, e até fazer piada com essa vida amorosa patética.
Tô pensando se é um drama ou uma comédia romântica (claro que torço pela segunda opção). Talvez até faça uma lista como em "Mais estranho..." e depois vou arrumar briga com esse roteirista que já tá avacalhando com a minha história. Qualé?
Mas as desgraças da semana passada me levaram a umas viagens muito importantes, com peso de resoluções de ano novo.
Fiquei pensando, depois de uma dúzia de anos que, apesar de parecer o contrário, todos os primeiros passos foram meus. É sério. Que lenta! Levar tudo isso de tempo pra perceber uma coisa dessas? É, não sou conhecida pela rapidez de compreensão dos assuntos relacionados ao coração, tenho uma leve surdez na frequência dessa batida que estou tratando agora.
Tá, ele tem alguns créditos quando nos conhecemos, tem também os créditos dos puxões pela cintura e por falar claramente quando queria o beijo, mas a procura pela companhia, pelo menos nos encontros da segunda metade da dúzia de anos de idas e vindas, fui eu que iniciei.
Todos eles.
Até aí não tenho problema nenhum com isso. Gosto de tomar iniciativas e não tenho paciência pra ficar com joguinhos. Acho chato e uma perda de tempo danada. (Isso aprendi não faz muito tempo, mas a foi lição anotada e colocada em prática)
Assim, percebi também que, apesar de acusada de não ter dado bola, de ter partido o coração dele uma certa quantidade de vezes, de tê-lo feito esperar pela primeira metade dessa história, ele também não fez a parte dele. Ele não brigou.
Eu sou briguenta, mesmo com esse tamaninho, eu gosto de uma encrenca. Ainda mais quando acho importante. E gostar de alguém é importante.
E ele não brigou comigo, não me chamou de ridícula quando claramente estava sendo, não segurou meu braço, não me puxou pelas mãos, não apareceu no meu portão pra me ver (não teria resistido... nunca resisti ao cheiro dele, porque resistiria?), nem conversa por e-mail iniciou.
Não brigou por mim. Nunca!
Sabe aquelas atitudes cheias de testosterona, "eu quero e vou lá", não importa se a batalha será difícil, "não aceito não como resposta" e tal? Aquele tipo de coisa que os manuais de auto-ajuda femininos nos dizem que os homens fazem quando querem alguma coisa? Ele não fez...
E no meio da minha crise caiu minha ficha: "ele simplesmente não está afim de você!"
Putz! Caiu o mundo!
Mas é mais fácil engolir "ele simplesmente não está afim de você" do que "ele gosta de você mas não tem coragem de tomar atitude nenhuma e tem medo de virar a vida do avesso".
Muito mais fácil e muito menos dolorido.
No segundo caso minha tristeza se somaria a um sentimento de pena e de impotência gigantesco. Não poder ajudar a um amigo perdido capaz de verbalizar sua insatisfação com a atual situação e sem forças pra mudar as coisas à sua volta é terrível.
E pra não iniciar uma briga na justiça e com toda a classe dos físicos pedindo reparação de danos pela Lei da Inércia prefiro considerar que ele simplesmente não gosta de mim, e nunca gostou tanto assim como dizia que gostava.
Conclusão de tudo isso?
Eu quero briga!
Mais um requisito na lista "Do Cara": tem que brigar por mim.
E brigar por mim não é sair na porrada, não é ter ciúme(pelamordedeus, ciumentos, afastem-se), não é afastar as pessoas que me cercam, não é grudar no meu pobre pé e achar que não vive sem mim depois de meia hora de encontro, combinado?
Essa briga que eu falo é cheia de cortesia, de galanteio, de flores (ah, flores são muito bem vindas), de mimos (serão todos retribuídos, garanto), de romance, e, quando eu for estúpida e fujona (pois é, acontece nas melhores famílias, e pânico pode vir sempre) tem que discordar de mim, não pode perder o rebolado e sair de cena. Se a batida do coração (aquele que eu tô tendo que usar aparelho auditivo pa ouvir direitinho), a respiração, a pele e os olhos pedem pra ficar, fique. Só isso.

Mar 11, 2007

Tô conseguindo.
Depois de 4 meses de regime tô chegando ao mesmo peso que tinha aos 14 anos.
Só pra não ficarem preocupados com anorexias, bulimias e outros disturbios alimentares, eu nunca fui magriiiiinha, nunca cheguei nem perto de "pele e osso", com 14 anos eu tinha bastante carne em volta dos ossos. O problema foi que colegial e faculdade aumentaram a quantidade de matéria entre a pele e o osso.
A diferença principal é que a carne era mais nova, mais durinha e praticava esportes. Não tinha o volume de cerveja acumulado na barriga e isso faz muita diferença à silueta atual.
O peito também não balangava tanto, mas o gingado de hoje é mais mais gostoso, acompanha a dança, o movimento, tem mais expressividade...
O quadril tá mais largo, a cintura mais fina, o tronco parece mais comprido, o rosto também tá diferente, tem uns ossos que sempre ficaram escondidos pelas buchechas que agora se mostram (volto: não é magreza mórbida, é só envelhecimento mesmo).
Gosto bem mais de mim agora do que de mim de antes.
Acho o espelho bem menos crítico com as celulites, com os vasinhos, com as estrias, com os dias de inchaço antes da menstruação. Os "bad hair days" já não são mais tão desgastantes quanto antes, e qualquer produto, um pente ou uma ducha já resolvem o problema que antes era motivo de mal humor e choro por horas.
Ainda não uso cremes anti-rugas, até porque, só faltava! Enquanto me pedirem RG e duvidarem que eu já terminei o colegial, não vou usar anti envelhecimento nenhum. Creminhos hidratantes, muita água e limpar a maquiagem não fazem mal a ninguém, certo?
Sem neuras, que tá cedo pra isso.

Feb 27, 2007

Fala sério!!!
Tem um projeto de lei que tava acompanhando por que gostei muito quando li a proposta. Na verdade só agora que descobri que ele também tinha sido apresentado na Assembléia Legislativa do Estado, tava triste que a medida era só pra cidade de São Paulo...
Foi apresentado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado estadual Simão Pedro o Projeto de Lei 216 de 2004 que tornaria obrigatória a instalação de bebedouros de água potável nas danceterias e casas noturnas do Estado de São Paulo.
Levante a mão quem nunca preferiu comprar uma outra lata de cerveja na hora da sede quando viu que o preço da água era o mesmo da cerveja?
Bom demais o projeto, não? Simplesinho de tudo...
Seria bom demais, se nosso querido governador não tivesse vetado.
Vetou por que mesmo? Porque instalar bebedouros vai CONTRA a política nacional de drogas, é mole? Anta!
Sugiro a leitura do texto completo do veto na página da Soninha, que fez a proposta na câmara de vereadores de São Paulo em Setembro de 2005, e da coluna do Gravataí Merengue que pelo menos ri da situação ridícula.
É pra ficar muito puta da vida com tamanha patetada do governador. Affe!

Feb 26, 2007

OSCAR 2007
Perdi feio no bolão de apostas...

Filme: Babel, perdi, quem venceu foi "Os infiltrados"
Diretor: Alejandro Gonzáles, perdi também, quem levou foi o Martim Scorsese
Ator: Will Smith, esse tinha coraçãozinho do lado, porque eu sabia que não ia levar. Como previsto Forest Whitaker ficou com a estatueta
Ator Coadjuvante: Eddie Murphy, que tava super bem, todo mundo achando que ia ganhar... quem ganhou foi Alan Arkin, de Pequena Miss Sunshine, que eu ainda não consegui assistir.
Atriz: Helen Mirren. Aha! Só eu acertei essa em casa! Pontos pra mim!
Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson. Mais pontos pra mim! Mas a Li roubou, mudou o voto (antes da premiação, mas mudou) e também pontuou.
Animação: A Casa Monstro... caramba, mesmo pessoal da Viagem de Chiriro, achei mesmo que fosse ganhar... Happy Feet teve mais votos...
Roteiro Original: A Pequena Miss Sunshine. Tá, todo mundo votou nesse, nem vale tanto assim o ponto.
Roteiro Adaptado: Pecados Íntimos com coraçãozinho ao lado... Os Infiltrados mais uma vez
Filme Estrangeiro:Dias de Glória. Voto completamente às cegas, não tinha assistido a nenhum deles e achei que seria legal torcer por um filme Argelino. Perdi! The Lives of Others, filme alemão levou o prêmio.
Documentário Curta Metragem: Recycled Life... gostei do título... minha mãe gostou do título que tinha mais sangue no meio The Blood of Yingzhou District e pontuou.
Maquiagem: Click. perdi. O Labirinto do Fauno ganhou.
Direção de arte: Piratas do Caribe, claro! É... ponto pro Labirinto do Fauno...
Fotografia: Dália Negra! Caramba, a fotografia foi tão comentada... Labirinto do Fauno mais uma vez
Edição: Babel. Errado! Scorsese mais uma vez com Os Infiltrados.
Figurino: Dreamgirls com aqueles vestidos brilhantes de sereias... Maria Antonieta levou... aff, filmes de época!!! (eu sei que é Sofia Coppola, mas e daí?!)
Trilha Sonora: Babel. Ahá! mais um ponto pra mim...
Canção: Listen. Puxa vida... 3 indicações de canção e nada de prêmio? E aí ganha o prêmio o documentário??? muito estranho, muito estranho...
Som: Piratas do Caribe!!! Pô, segundo filme da trilogia sendo indicado? Vai ganhar, claro!!! ou não! As Dreamgirls levaram.
Edição de som: (confesso que sempre me confundo... quer dizer, não tenho a menor idéia de como diferenciar uma coisa da outra na hora de votar, mas quando veja na cerimônia o nome correto e completo sem tradução bato a mão na testa "putz") A Conquista da Honra! Claro que filme de guerra tem que ganhar... ganhou, o outro, do mesmo diretor e mesma equipe, mas o que eu não tinha votado.
Efeitos visuais: Piratas do Caribe, com coraçãzinho "Ó-B-E-V-E-O"!!!! Iei, mais um pontinho valendo por dois!!!
Documentário de longa metragem: Uma Verdade Inconveniente. Mais um ponto!
Curta: Helmer & Son, chute mesmo, sem a menor idéia do que se tratava... muito arrependimento quando vi os traileres, teria votado em West Bank Story, que ganhou.
Animação de curta metragem: foi o melhor prêmio da noite: na hora da votação, não conhecia nada e escolhi o com o nome mais bonito "Danish Poet". A Li tirou um sarro danado da minha cara e não quiz mudar meu voto quando descobri que "No time for Nuts" era dum brasileiro, e pô, tem que torcer pelos brasileiros, mesmo os pagos em dólares. Quem que ganhou? hein, hein? "Danish Poet"!!! Glória!!! Muito bom ganhar da Li quando ela se fode assim... hahaha

Saldo da noite: 7 pontos, sendo um com coração e outro com sabor de vingança.

Feb 25, 2007

Quando meu vô faleceu a Elzira comentou uma coisa que ficou na minha cabeça. Ainda estávamos em volta da cama dele, todas nós, de mão dadas chorando e o corpo dele ainda quente na cama. Elzira comentou, lembrando daquele último suspiro agonizante, que não devia ser fácil morrer, mesmo preparado como ele estava. Que se pra nascer a gente tem que passar por uma dor tão intensa, morrer deve ter mais ou menos ou mesmo grau de dificuldade.
E esse comentário agora é porquê?
Pela dor.
Pela transformação de mágoa em perdão.
Difícil né?
Mágoa cultivada por 6 anos, nascida de dor, de mentira, de abandono, infidelidade... Mágoa que corroía.
É difícil ter mágoa tão grande, ter dentro do peito uma tristeza tão grande por uma lembrança, não se capaz de sentir carinho por nenhum dos momentos vividos juntos, como se todos eles tivessem sido encenados, como se todos eles fossem mentira. E ela nasce de dor e cresce, cresce muito. Parece que não há alternativa a não ser a distância e as tentativas inúteis de apagar a memória.
Nada tão drástico como "brilho eterno de uma mente sem lembrança", porque dor serve também pra que se evite novos relacionamentos com o mesmo perfil.
Como é que se tranforma mágoa em perdão?
Também não é fácil.
São necessários amigos muito queridos te apoiando e exigindo a tua presença. É necessária uma dose extra de coragem, chá de camomila, um piscadinha com um sorriso pra foto, imaginar todas as piores variáveis da situação e pesar se é suportável ou não.
É o primeiro passo.
Conseguir estar no mesmo espaço físico e na mesma roda do causador de tal mágoa, ser capaz de cumprimentar sem ofensas também ajuda.
Devolver uma coisa importante que estava com você. A única cópia existente do CD que ele gravou, aquela com a composição que ele fez pra você na separação. Único ítem sobrevivente do ataque de fúria onde todas as cartas foram queimadas, todas as fitas gravadas foram destruídas.
Última lembrança de carinho e dor, porque a música faz chorar, mas é linda e merecia virar um grande sucesso...
Reencontro que já se inicia com lágrimas... mas não são mais lágrimas magoadas, já são mais brandas.
Mas a transformação ocorre dentro do peito em duas horas de choro compulsivo abraçados depois de um pedido de desculpas.
Pela primeira vez um pedido de desculpas verdadeiro, realmente arrependido, consciente de todas a dor que causou. Pedido de perdão que vem no olhar e na batida do coração, não só nas palavras, que um dia foram tão vazias e sabe-se que não terão tanto peso.
E os amigos preocupados em volta, olhando, cuidando, prontos pra interferir se necessário fosse. Queridos amigos... agora eu tô bem...
Seis anos de mágoa guardados, seis anos de choro abafado que puderam sair definitivamente do peito, soluços, gritos, rios de lágrimas... eu só precisava chorar.
Precisava ficar leve. Precisava tirar aquela dor antes que virasse tumor.
Agora eu tô tranquila, a mágoa virou perdão, e perdão é mais quente e gostoso de sentir do que ódio, ou mágoa.
Mas eu aceito abraços dos amigos queridos que eu amo demais... e obrigada por insistirem na minha presença no show (mesmo que não tenha tido tempo de falar... :P)

Feb 20, 2007

Desculpem-me pelo sumiço, mas eu odeio o carnaval.
Eu me encaixo naquele bloco de pessoas que não suportam mulata sambando na TV 24 horas por dia, que não torcem por nehuma escola de samba, que tem tremedeira só de pensar em assistir a desfile.
Eu tampo o ouvido com o travesseiro pra não ouvir o infeliz do trio elétrico na avenida perto de casa.
Ala-la-ô o cacete!
Eu não aguento mais confete e serpentina grudando na sola do meu sapato.
Pior é que eu já assisti a todos os flmes que estão em cartaz (menos àqueles que eu não iria de jeito nenhum), ou seja, fugir pra sala escura com ar condicionado está fora de cogitação, mesmo com os descontos desta semana.
Tentei a piscina daqui de casa. Aproveitar um pouco do solzinho que deu as caras... protetor solar e um pouco de rock'n'roll... meditando tranquila, vivendo de luz, pensando em nada... até que começa a festa lá na vila!
E minha cabeça dói...
Meu fígado dói tambem. Não aguento mais cerveja, eu quero chá verde!
No último carnaval é que fui feliz... Gonçálves, ah que delícia... só montanhas e siriemas. Botei minhas leituras em dia, respirei ar puro, cozinhei... nada de batuques.
Tava lembrando de carnavais passados, quando acampávamos. Amigos queridos, macarrão feito na churrasqueira do clube, piscina, a rádio tocando a mesma seleção do rock'n'roll pelos 4 dias (colocaram a fita no repeat e sairam pra sambar), a chuva que inundou umas barracas, o vento que levou as outras e a gente amontoado na única que ficou inteira.
Mas já vai acabar... já vai acabar... falta pouco... eu tenho fé que vou sobreviver mais um dia!

Feb 14, 2007

Ontem li Baleia, do Graciliano Ramos.
Já tinha lido antes, no colegial pra alguma prova de literatura, ontem li antes de dormir, sem preocupações com interpretações de texto, com análises mais profundas de literatura, estilo e tal, só li por prazer.
Mamãe ganhou há um tempo um livro com os 100 melhores contos brasileiros (não lembro se são do século passado ou desde sempre), e eu deixo o livro na cabeceira da cama. Toda noite abro numa página aleatória e leio quem sair. Ontem veio Graciliano com a Baleia.
Claro que chorei de novo no final... adoro a Baleia... ela é tão feia e tão linda.
Quando reli o conto descobri de onde vinha a sensação de que já conhecia a Jurema quando nos encontramos pela primeira vez.
A Li e eu fomos buscar a Juju na casa de uma família que estava doando toda a ninhada. A belíssima boxer deles se apaixonou por um bofe que passava na rua e teve uma ninhada enorme sem valor comercial. A Juju era uma das últimas que restavam lá. Isso foi logo depois que minha outra achorra morreu repentinamente.
Ela era tão feia, com aquele maxilar proeminente característico dos boxeres e focinho fino por parte de pai, osa caninos inferiores à mostra fazendo o lábio superior subir, o focinho preto, corpo castanho, peito e patas brancas. Mamãe, quando viu, começou a rir " ela muito feia..." e ria mais. Foi paixão à primeira vista. Eu tinha certeza de que já no conhecíamos.
Ontem, no conto, descobri de onde conhecia Juju: ela é a Baleia na minha imaginação.
Nem adianta tentar me lembrar que a Baleia estava toda cheia de bicheiras, sem pelo, magra de desnutrição; eu imagino a Baleia sempre jovem, saltitante e cheia de vida, do mesmo jeto que ela se sentia. Como no teatro, que mulher é homem, homem é mulher, velho é criança, não importa o corpo do ator, importa a personagem.
Imagino a Juju caçando os preás, feliz como a Baleia, e depois ela traria orglhosa a sua caça pra mim. Com toda a sua magreza, suas costelas aparecendo e suas técnicas de caça desenvolvidas em conjunto com sua grande companheira Carmina.
A Juju tem aquele mesmo olhar de que se acha gente, parte da família. Cumprimenta educadamente todos os convidados da casa. Dá a pata, uma lambida na mão do visitante e um cheiro "Seja bem vindo à minha humilde casa".

Feb 11, 2007

Venenos à parte...

Ontem fui pela primeira vez à hípica. Morando em Campinas há 17 anos, nunca tinha pisado na Sociedade Hípica de Campineira, é mole?
É quase engraçado.
Me perguntaram se não tinha ido a nenhuma formatura, baile de debutante, casamento... não, nada dessas coisas. Uma vez fui na Hípica de Barão, mas ela não é tão chiquetésima quanto a de Campinas.
Tô falando isso porque agora vou começa a falar mal. Não da instituição, que é muito da bem cuidada (exceto o bar...), bonita e tal, mas dos frequentadores.
Vou começar elogiando os bronzeados. Que gente bonita, malhada, bem bronzeada. Não têm essas marcas como eu, a manga da camiseta, o braço esquerdo mais escuro que o direito, ombros e braços mais escuros que o resto do corpo, nada disso. As meninas são lindas, todas. Algumas com pinta de distúrbios alimentares, ossos da bacia aparecendo e tudo (eu nem tenho esses osso, acho, pelo menos nunca vi... tem uma camada boa de carne aqui no quadril, sabe?). Devem ficar bem em qualquer roupa que vestirem. Andam de biquini e sandália de salto na beira da piscina. É ótimo, não sei porque não pensei nisso antes: as pernas parecem mais longas e ficam mais durinhas, a bunda fica mais empinada pela lordose, que também empina o peito pra frente... e eu de havaianas verdes e velhas... que falta de classe! (secando o veneno escorrendo aqui no canto da boca, senão mancha a pele)... Os chapéus e o óculos escuros enormes, a os olhos fitando sempre acima da linha do horizonte. Inabaláveis.
Agora os meninos, ah os meninos.. todos malhados, músculos tratados por tardes de academia, pele bem cuidada pelo sol, que queima com carinho e tinge dos mais diversos tons de castanho... Cabeleiras cuidosamente esculpidas por pastas, mousses, cremes e secadores. Corpos tatuados (um pouco de descaso com seus desenhos, que mereciam um fator de proteção solar um pouquinho mais forte). Rodinhas de moços medindo os esforços feitos durante a semana, caras de malandros, poderosos, rindo e medindo todas à sua volta.
Mas o mais legal são as babás.
Mamãe e papai tranquilamente sentados à mesa do clube, tomando sua cervejinha, comendo sua porção de cenoura, tomando sol e conversando com outros papais e mamães e curtindo seu sabadão, enquanto as crianças podem brincar tranquilamente com a zelosa babá uniformizada que as acompanha... toda aquela turma de criancinhas lindinhas, com seus amiguinhos lindinhos e as babás lindinhas e uniformizadas em volta... Parece novela das oito, só faltava a Regina Duarte na cena!
Teve também concurso de fantasias da criançada em uma pré matinê(?) de carnaval.
Antes da parte maldosa eu tenho que comentar as fofurinhas... Não tem jeito...uma criançada que dava vontade de morder a buchecha. Como não achar a coisa mais linda uma menininha gordinha de menos de 1 ano, no colo do pai, com roupinha toda cor de rosa e asinhas de tule e lantejoulas? E daí que ela não tá se divertinhdo! Tá tão fofa, tão fotogênica...
Fiquei pensando que se fosse eu, quando pequena, num desses bailes ficaria traumatizada para o resto da vida... eu e minhas irmãs provavelmente seríamos as únicas com fantasias home made. Nos divertiríamos por semanas preparando tudo, inventando o tema, procurando panos entre as coisas do meu pai, cortando, costurando, pregando lantejoulas, testando maquiagens e treinando para o desfile. Quando chegássemos na festa veríamos todas as crianças com suas fantasias de super heróis e princesas industrializadas, Alladins, Incríveis, Minnie Mouses, fadinhas, sereias, todas compradas ou alugadas, com bons acabamentos, com barra, sem erros de costura...
Tá certo, exagerei um pouco no trauma... não ficaríamos traumatizadas, talvez só um pouco deslocadas. E depois falaríamos mal de todo mundo.
Era mais divertido do nosso jeito. Durava mais tempo.

Feb 7, 2007

Res:
Coloquei Dylan pra tocar... tô tentando escrever antes que vomite. Não sei se vai dar certo.
É sempre assim, notícias que atrapalham meu estômago...
Preciso responder a uma mensagem e não sei se sou capaz, nem sei se devo.
Responder a verdade não vai dar certo. Decididamente não é uma boa idéia.
Vou parecer meio desesperada, vou ter que questionar sobre coisas que talvez não queira saber a resposta. Posso responder assim: "A vida tá tranquila, profissionalmente vai bem, melhorando a cada dia... A família tá bem, quase recomposta. Consegui emagrecer um pouco. Tô escrevendo um blog, legal, né? O pessoal que lê pelo menos se diverte com as minhas neuras... agora só falta um amor ao lado... mas ouvi dizer que você faz planos de casar... não gostei da notícia"
Outra versão da resposta seria "não, nada bem! nem um pouco bem! Tô passando mal desde que soube que você faz planos de casar no próximo ano... não, não estou bem... até estava, antes de saber disso, mas agora não estou não. Só sinto saudades e um aperto no coração que começa a doer meu braço. Não, não foi por isso que percebi que sentia falta tua, sinto isso todo dia desde que você pediu pra me afastar... Só que agora o pouquinho de esperança que me acompanhava tá dando espaço pra essa dor no estômago. Inconformada mesmo. Não acho possível que você, justo você, fique com alguém que te controla, que invade teu e-mail, que xereta as ligações do teu celular, que grita com você, xinga (é, eu lembro da cena, eu lembro do som da voz dela gritando obcenidades, te chamando por nomes que você nunca deveria ouvir, muito menos de alguém tentando te chamar de volta... eu lembro)... Não acredito nisso. Não acredito que você voltou pra ela depois daquilo. Cadê tua auto-estima, querido? O que fizeram com ela? Não te falaram todos os dias que você é lindo, que teu beijo é o melhor jeito de acordar... Não acredite em frases como ninguém vai te amar mais do que eu, ela é sempre uma mentira, não acredite em ameaças de suicídio... ninguém se mata sem o outro por perto, pode sofrer bastante, emagrecer vários quilos vomitando e sem comer, mas morrer, ninguém morre. Sem contar que é dum egoísmo do c... e a tua vontade? e a tua possibilidade de amar mais, melhor, mais tranquilo? essa é totalmente ignorada. Hoje eu acho que errei em me afastar tanto tempo, mas eu sei que minha presença cria tumultos por aí e não queria criar tumultos pra você. Não queria te ver triste no meio de brigas mais uma vez. Mas talvez eu quebre a minha promessa de me afastar. Eu tô precisando te ver. Tô querendo te abraçar. Queria uma daqueles abraços gostosos que nossos corpos se fundem e que o tempo anda num ritmo tão mais lento e tão mais rápido. Eu quero amor à luz de velas, sempre... eu sinto tua falta... quero você, meu parceiro, construindo sonhos novos, criando filhos, mimando netos, quero você ao meu lado. Desejo. Mas hoje estou triste, porque tua companhia parece tão mais longe..."
Eu responderia assim se tivesse coragem pra isso.
E a pergunta é um simple "como está, mocinha?"
Como pode ser tão complicado respondê-la?
Poderia mentir, contar as maiores barbaridades, daquelas que de tão difíceis de acreditar podem muito bem ser verdade.
Talvez eu só responda "tô bem, tô bem. Beijos"

Feb 6, 2007

- Decidi não ir, tudo bem? O que eu posso fazer pra ajudar? Se eu soubesse fazer jardinagem iria te ajudar com o gramado... Queria comprar um cortador de gramas novo, mais leve... você está precisando de um?
- humrrum...
- Então vou lá e já volto.
...
- Não tinha, mas tem em outra loja. Quer ir comigo? Vista uma blusa.
- Humrrum...
...
- Tem que ser cortador, não pode ser aparador, a mulher da Luisa falou que tem que ser cortador, o outro é só para as beiradas...
- Mas é isso mesmo que não consigo fazer com o grande que tem em casa.
- Mas tem que ser cortador.
- Cortador só tem desse trambolhudo aqui, pesado, igualzinho ao que a gente tem em casa, só que novo...
- Não tem um vendedor pra explicar?
-Ó um passando ali...
-A moça da Luisa me disse que tem que ser cortador, não aparador... você tem deste aqui, só que cortador?
- Desse só com fio de "nylon"...
- Mas... ele corta grama? O que você acha desse?
- É pra gramados baixinhos, sem muito mato... ele não corta mato alto... quer dizer, até corta, mas tem que passar várias vezes, primeiro nas pontas e vai descendo...
-Vixi... gramado sem mato é? vixi... Pega aí, olha como ele é levinho...
- Mas você não prefere o outro, de 500? Não é mais forte?
- É mais forte, mas mais pesado... quem é que vai cortar a grama afinal? leva o mais fraco, mais leve e mais barato.
...
- O senhor se importa se eu - uma velhinha de 80 anos - pagar minha conta antes de você, um moço cheio de saúde na fila preferencial?
- Claro, tudo bem... mas eu sou doador de sangue... olha só minha carteirinha! Eu doo sangue todo ano...
(eu não, porque minha pele está pintada e o hemocentro acha perigoso...)
...
-Ué, não tá abrindo...
abre porta, desce do carro, abre portão, abre casa - Vó, não adianta, tá sem luz -
aperta botão, aperta botão mais forte, troca o controle, aperta mais uma vez
-Vó, não adianta, a rua tá sem luz, vou estacionar aqui na frente...
-Lau, acho que tá sem luz... por que não estaciona aí na frente?

Feb 2, 2007

Cinema, parte X

A ida ao cinema aqui em casa é uma negociação, não só pelo filme, pela sala de cinema, qual horário, que caminho fazer, que carro usar, mas uma negociação de bom comportamento por um par de dias...
Par mesmo, dois! É o máximo que conseguimos.
É um agrado com com segundas intensões.
Talvez não seja má intensão, mas não é nada declarada.
O agrado da ida ao cinema diminui o número de reclamações pela falta de visitas no café da manhã, pelas ausências no almoço, pelos chás da tarde perdidos.
São 10 minutos de carro, meia hora de café e pão de queijo, mais a fila do ingresso, o tempo dentro da sala de cinema, talvez mais um café ou um sorvete (isso depende do horário da sessão), e os 10 minutos da volta. Ou seja, muitas horas de companhia, certo?
Isso compra o bom comportamento, um pouco de bom humor, uns carinhos durante a semana e até a aceitação de um pedido descarado para se ausentar no final de semana para que pudesse acontecer uma festa em casa.
Viu só como o cinema é importante na vida das pessoas?

O fime foi Babel.
Pronto, já tenho um filme querido concorrente ao Oscar.
Babel está concorrendo para melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante, melhor atriz coadjuvante mais uma vez (filmes sem atores principais... que nem Friends, quando concorria nos prêmios da TV americana), melhor roteiro original, melhor montagem e melhor trilha sonora original, tá bom né?
Direção de Alejandro González Iñárritu, aquele mesmo de 21 Gramas, filme genial também, que o cara emagrece 21 gramas quando morre, o peso da alma dele... (isso, era só isso o filme...).
Babel também tem sua história contada de forma não linear. Pronto, lá vou eu com meus jeitos de lembrar das coisas... Babel é contada como se diretor fosse contando pra gente uma história do mesmo jeito que ele a descobriu, parte por parte, como se tivesse ouvido de terceiros e estivesse passando pra frente na mesma ordem, só no final que dá pra colocar todos os acontecimentos numa linha de tempo e espaço como nas aulas de história na escola e entender todos os envolvimentos.
Bem legal a montagem, bem legal!
O roteiro também me parece novo, pelo menos assim todo junto. Mexicanos ilegais na fronteira eu já vi; casais viajando pra superar crise também; meninos brincando e causando acidentes sérios também não é novidade (o incidente internacional de ameaça terrorista é uma bela duma cotucada... isso é novo. A intervenção das relações internacionais atrasando um resgate de uma ambulância... o cara só queria uma ambulância, "deixa pra pegar os culpados depois, primeiro salva minha esposa!") ; adolescentes fazendo bobagem, tem todo o tempo... tudo isso junto e ligado, cheio de problemas de comunicação pelo mundo todo já muda um pouco... O núcleo San Diego-Mexico se liga ao núcleo Marrocos, que se liga a outro núcleo Marrocos; Marrocos se liga a Tóquio, num tráfico de armas que não é traáfico de armas.
A babá ilegal com um casal de crianças loirinhas, o casal em crise matrimonial tirando férias pra tentar retomar a relação perdida, a família de criadores de cabras com dois meninos adolescentes, turistas preconceituosos e incapazes de solidariedade com uma companheira ferida, uma adolescente surda (adoro as cenas dela se habituando aos espaços diferentes, a balada cheia de luz e sem som, como pegar o rítmo nequele espaço...) - órfã de mãe - com sua turma experimentando tudo o que é oferecido a eles, uma investigação policial, uma festa de casamento, uma travessia de fronteira, resgates de helicóptero... Tem bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Adriana Barraza é a babá mexicana que atravessa a fronteira México-EUA com as crianças loirinhas que cuida para ir à festa de casamento do filho... idéia de jirico! Não que tivesse outra alternativa, mas... putz, que agonia, que angústia saber desde de o princípio que aquela idéia não pode dar certo... Mas ela está maravilhosa nessa atuação. A outra concorrente é a japonesa Rinko Kikuchi, a menina surda cheia de crises adolescentes agravadas pela surdez e pelo suicídio da mãe. A atuação dela é impressioante, fui procurar a bibiografia dela pra ter certeza de que não era mesmo surda... (é a foto dela no site da UOL nos filmes da semana).
Confesso que não prestei atenção à trilha sonora desta vez. Só nas cenas em Tóquio, que luz, som e movimento ficam mais frenéticos, mas não sei dizer se é pra Oscar...

Jan 30, 2007

Parece que fui amaldiçoada... é asim que estão falando por aí. Como não tá dando pra brincar com esses negócios de amaldiçoamentos, topei a coisa.
Não vou dar bobeira, né?
Então, sintam-se amaldiçoados também, respondam nos comentários mesmo, ou no próprio blog e passe pra frente.
Nada mais do que um jeito diferente de preencher o perfil.

Lá vai:

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
[1] Comprar uma moto e andar com ela por todo lado
[2] Montar minha casa do meu jeitinho (faço adaptações por parcerias...)
[3] Ter netos, muitos netos
[4] Ser contadora de histórias voluntária em alguma instituição bem bacana
[5] Passear pelo mundo (carregando filhos e parceiro junto parece mais legal do que de mochila)
[6] Aprender a dançar de verdade sem ficar contando os passos
[7] Aprender mais umas línguas (ou retomar os estudos das que já comecei)

7 coisas que eu mais digo:
[1] Vixi!
[2] Putz!
[3] , né?
[4] vai ter pizzada no sábado
[5] hummm, não sei...
[6] Peraí, vou ver.
[7] Por favor e muito obrigada

7 coisas que eu faço bem:
[1] Desenho
[2] Pinto parede
[3] Invento moda
[4] Tranço cabelos
[5] leio mapas de estradas e cidades
[6] estico lonas
[7] coordeno equipes de montagem

7 coisas que eu não faço:
[1] chantagem...
[2] dormir muito com o céu claro e sol forte (nem dormir até muito tarde)
[3] tentar ganhar a briga no grito (...a não ser em caso extremo)
[4] grosseria
[5] estacionar na vaga de deficiente físico, velhinho ou grávida (a não ser que esteja com um desses no carro)
[6] bebo "vódica" com sorvete de chocolate
[7] lavar louça (é perigoso, muito perigoso)

7 coisas que me encantam:
[1] olhos brilhantes de gente que gosta do que tá fazendo
[2] cavalheirismo
[3] desenhos, pinturas, esculturas, projetos
[4] Soluções que desafiam a gravidade
[5] bons textos
[6] boa oratória
[7] feriados com sol no centro de São Paulo

7 coisas que eu odeio:
[1] Motorista barbeiro na chuva
[2] filho da puta que acha que está acima da lei
[3] chantagem emocional
[4] musiquinha do caminhão de gás
[5] "sem-noção" que tenta beijar antes de perguntar teu nome
[6] mão na minha bunda sem minha permissão explícita
[7] cheiro de cigarro pos balada

Jan 28, 2007

o filme da sexta feira:
fiquei pensando sobre ele, conversei com outras pessoas que assistiram... fiqei sentindo-me um tanto idiota.
Eu não entendi!
Não saquei quando que as coisas mudaram.
Não saquei porque que o esmalte azul nos dedos do pé eram tão chocantes assim. Se ele era uma referência do casamento e eu perdi, ou se o incômodo era só o fato de ser traída com uma mulher que usava esmalte azul cintilante nos dedos do pé .
Também não entendi como é que se continua vivendo sobre o mesmo teto depois de flagar o sujeito fazendo sexo virtual com uma calcinha preta de bolinhas pendurada no nariz vendo foto de uma outra, completamente fora de órbita... pior é que nem trancou a porta... custava trancar a porta???
Tive que pedir explicações para pessoas mais entendidas sobre relacionamentos a dois. Não conseguia entender a fuga, a desistência do casal de amantes... que estalo foi aquele que fez os dois, ao mesmo tempo e sem comunicar ao outro, desistirem da fuga juntos. Eu me perdi. Fiquei com cara de ué!
Fiquei achando que esqueceram o final.

O filme de sábado:
Foi lindo, lindo, lindo... chorei até!
O pai é lindo, o filhinho é lindo... (eu quero um desse, tá? Combinado então?!)
Ainda não retiro o comentário dum post anterior. Continua a mesma e velha história do cara que venceu e construiu (sozinho, sem ajuda nenhuma de ninguém) uma carreira espetacular depois de ter passado por maus (e bota maus nisso) bocados.
O menininho, que é filho do Will Smith fora da grande tela também, é maravilhoso. Dá vontade de pegar no colo. E dá um show à parte, sem aquelea afetação que algumas crianças têm quando as câmeras focam nelas.
Will Smith está maravilhoso. Mesmo. Até dou meu braço a torcer e voo nele na lista do Oscar - com coraçãozinho ao lado e tudo.
De resto, nada muito impressionate... a trilha não chamou minha atenção, a fotografia não tem nada de novo, a edição é linear (e nem precisava ser rebuscada mesmo, não ia combinar com a história), o roteiro também não é novo... e a narativa em primeira pessoa também não impressiona.
Mas o filme é gostoso de assistir. Tá bom já, não tá?

Jan 27, 2007

mil coisas acontecendo ao mesmo tempo...

1ªcoisa: reforma forçada do escritório... viramos a mesa!!!
a mesa virou mesmo, com Jane e Tarsila(acabei de batizá-lo assim) em cima e pé da Li embaixo... com tudo no chão tivemos que fazer a reforma das mesas antes do esperado... Há males que vem para o bem, né Cuca?
Jane e Tarsila estão bem, Li também.
Pro sábado o Móbile estará bem diferente. Aproveitamos a pausa pra sonhar um pouquinho com nosso canto futuro... se temos que comprar coisas novas, que cara que elas tem que ter pra quando nos mudarmos... é gostoso ficar pensando no futuro assim.
E as coisas finalmente voltaram a andar, projetos novos nos fazem sorrir e pode cair tudo que a gente continua calma.

2ª coisa: o meu quarto, minhas roupas, minha casa... Amélia veio me visitar. Adoro quando Amélia passa por aqui. É tão bom tomar banho depois dela.
Dessa vez ela tá fazendo um estrago danado, mas tudo em nome da organização e da melhoria espacial...
Pintou a sala. Pintou com listras de brancos e cinzas, misturou um verde... ainda vai pintar o forro e pendurar os quadros bem ordenadamente. O resto da família se incomoda um pouco com a pequena bagunça que ela faz durante o trabalho, mas gosta do resultado nas paredes.
Os banheiros tiveram o rejunte acariciado com escova dentes e cloro. Quase novos.
Amélia passou pelo quarto ontem e hoje. Ontem jogou fora todas as roupas que não eram mais ou nunca foram usadas. Se livrou também daquelas que não deveria mais ser vestidas... só deixou uma muda para suas visitas esporádicas.
Hoje ela pintou uma das paredes, pra diminuir a intensidade do amarelo e daqui a pouco vai mudar os moveis de lugar, passar pano, cera e aender velas perfumadas.

3ª coisa: acho que é paixonite aguda, ou começo de ano cheio de esperança mesmo... nem a chuva que não pára desanima, só deixa mais lento o ritmo...
Talvez sejam os CDs novos (não comprava CDs novos havia tanto tempo...) que não consigo parar de ouvir.
Talvez seja a paquera antiga da Mila com o moço dela que finalmente tá andando... e eu gosto bastante do meu futuro cunhadinho...
Tudo bem que ele por perto cria uma tensão de tempos que passaram e que na verdade eu até que gostaria que voltassem...
Não, não é bem assim, não gostaria que voltassem, porque não terminaram bem... a última vez que apertamos a pausa e interrompemos os contatos não foi um período agradável. Mas a companhia é tão boa, tão querida que bem que poderia voltar... seria gostoso. Se não fossem os poréns...
Não tô falando do bofe da minha irmã, tô falando de alguém que anda com ele... se não deu pra entender... é só procurar no orkut dela pra entender as relações.

devaneio - Talvez dê pra explicar a presença de Amélia assim... Vi uma pesquisa sobre o comportamento das fêmeas (não lembro se só as mamíferas, mas acho que eram todas as fêmeas), que arrumam o ninho na época de acasalamento, quando estão querendo reproduzir. Quanto mais arrumdinho o ninho, melhor a qualidade do macho reprodutor? será?
Melhor chamar Amélia mais vezes...
Mas, ainda acho que dá pra continuar culpando os CDS novos... eu também quero comer Fandangos moles com Coca sem gás e achar gostoso...

4ª coisa: começou a temporada de cinema, mas ainda não sei o que falar do filme de ontem. A digestão tá lenta. Segredos Íntimos, eu acho. Depois vou tentar escrever, pra ver se digere direito.

Jan 25, 2007

A última sessão de cinema
Letra e Música: Felipe Schuery
Arranjo: Lasciva Lula

pois vi
sem ouvir comentários
sem saber do que trata
nem sequer li sinopse
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
embrulhou minhas tripas
num papel de jornal ruim
que enviei aos meus pais em tom de deboche
e ouvi falar que...

ontem
quando fui ao cinema
estava de olhos vidrados
sem ouvir comentários
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
aguçou meus desejos
e um papel de jornal ruim
hoje estampa uma foto em tom de deboche
e ouvi falar que...

eu...


Fazendo propaganda mesmo!!! tô apaixonada pelo CD novo... e essa música... linda linda linda