Apr 18, 2007

Esse turbilhão que me pegou tá acabando comigo...
Acabando não, exagero da minha parte, mas tô mais doidinha do que nunca.
Tô que nem a Dorothy no meio do tornado.
Mudanças radicais nos meus dias, na minha vida...
Continuo vislumbrando a tal da liberdade, da independência, e não tô com muito medo não, só um tiquinho.
Parece o básico do básico nego levantar todo dia, de segunda à sexta, se arrumar, trancar a casa e sair pro trabalho, não parece? Transporte coletivo então? Quanto por cento da população urbana brasileira usa?
Pra mim não é básico! Pelo menos até segunda feira não era assim, agora é!
Acostumar o corpo a acordar mais de uma hora mais cedo, comer rápido e sair correndo pra pegar um busão, pra fazer uma baldeação e só então chegar no escritório tá duuuuro.
Não, não sou uma novata no transporte público coletivo, não sou uma dessas pessoas que está tendo contato essa realidade só depois de velha. Fui pra escola por muito tempo de ônibus, já trabalhei bem longe de casa e tinha que sair bem cedo pra não perder o 3.70, mas faz anos que isso não acontece.
Durante a faculdade tinha carona, e quando o horário não coincidia com o de mamacita (que trabalhava do ladinho do meu Campus) eu conseguia voltar a pé (7km na descida é fácil, mais fácil que esperar 3.62 a cada 55minutos). No último ano eu só tinha um dia de aula, todos os outros dias ficava em casa trabalhando na minha monografia.
Acordava razoavelmente cedo, arrumava o quarto/escritório/sala de estudo e começava minhas escrivinhações, parava pra fazer almoço pra família (era um jeito de fazer o vô comer, ele não conseguia negar se eu tivesse feito), retomava o trabalho e só parava pra jantar.
Depois de formada montei (com minhas queridas amigas) um escritório, que por 2 anos e um tantinho teve sede num galpão aqui no quintal de casa. Ou seja, eu não precisava de transporte pro trampo nem de acordar muito cedo. E qualquer emergência era só sequestrar o carro da família.
Acabou minha mamata!
15 minutos de caminhada até o terminal (tá, dá pra pegar o Real Parque aqui na esquina, mas e se eu não conseguir fazer meu exercício no final do dia? melhor ir andando...), 25 minutos num ônibus, desce, sobe noutro, mais 7 minutos com o "baladão sertanejo" (ônibus com música ambiente no interior de São Paulo é o ó) e pronto, tô na nova sede. Na volta inverte tudo, só que tem o agravante do cansaço e da superlotação.

Não, não tô reclamando não. Tô feliz da vida.
Sabe aquela sensação deliciosa de tomar as rédeas da própria vida? É isso!
Tô lá longe por escolha, por investimento. Arriscamos, arriscamos alto, mas isso é importante pro crescimento da empresa, é importante pro crescimento das sócias, pra nossa auto estima...
Por sinal, se eu já era insuportável antes, agora, cheia de mim, super confiante do meu taco (apesar dos tropeços) tô um nojo. Metida que só!
Cuidado!
E o ponto novo tá com cara de apê de Copacabana da novela das oito...

Próximos passos? Meu transporte individual sobre duas rodas e sua devida habilitação, depois o meu canto, meu, sem família, com as minhas contas pra pagar, com minhas coisas, minhas cores e meus cheiros, com meus transtornos obsessivos compulsivos...
São planos que resolvi fazer agora, só porque acho que estão mais próximos da realidade do que achei que estivessem...

Apr 15, 2007

"those who risk, gain"
acabei de ouvir o Orlando Bloom falando isso no maravilhoso Elizabethtown. Adoro (o Orlando e o filme).
Não lembro como foram as críticas quando o filme foi lançado, só lembro do meu choro compulsivo no cinema e depois dirigindo voltando pra casa. Hoje chorei de novo.
Começo com o choro no final do filme mesmo, quando ele para num bosque e dança sozinho entre as árvores. Faço isso às vezes... não entre árvores, entre pessoas mesmo, em pistas de dança e tal...
Mas não, este não é mais um post sobre danças e comportamentos estranhos...
Bem, talvez sobre comportamentos estranhos. Sobre riscos corridos.
Puta merda como minha mira é ruim!!!
Impressionante minha atração por encrenca, por histórias que não serão. Afh!
Sabe aquela história de quem não arrisca não petisca...
Muito esfomeada que sou, arrisco muito. E só passo fome.
Aí que está o problema.
Moço lindo na balada, lindo mesmo (é, se bem que só eu achei lindo, mas amigas com gosto diferente pra homens são ótimas). O único que realmente me chamava atenção... Fui várias vezes lá só pra ve-lo. (um pouco de licença poética, ok?!)
Dia desses, depois de um tanto de cerveja, de um copo de mojitos e de amigos me atazanando pra tomar coragem fui até ele.
"me liga durante a semana!" entregando um cartão com meu telefone.
assustado, muito educado sorriu envaidecido (pelo menos é o que minha memória diz)... até achei que poderia realmente receber o tal telefonema... ai ai ai... ledo engano...
Neste final de semana descobri uma coisa muito impotante: se ele usar meu cartão será procurando uma arquiteta pra construir a casa dele e da esposa...
Tem como errar mais???
Alguém é bom com a cavadeira pra abrir um buraco bem grande pra eu enfiar esse meu cabeção? Vai dar fora desse tamanho lá longe!!!
Errado, muito errado isso!
Bem que podia ter um com aquele número solteiro-disponível por aí, né?
Afff
Bem, mais um mantra na vida... "those who risk, gain"
se fode aí...

Apr 11, 2007

to pack

As caixas vazias aqui ao lado estão trazendo à realidade a mudança do final de semana.
Até agora ela tava mais perto do mundo da fantasia e da vontade, mesmo que falemos dela a cada 15 minutos, não parecia tão palpável.
As caixas estão esperando pelos livros e revistas da estante que vão conosco, mas a estante fica, a que vai é a outra que acabei de herdar.
Hoje a divisória está sendo instalada.
O contrato será assinado.
A lista de coisas a fazer à tarde inclui marcar o caminhão de mudança, fechar a conta da banda larga e do provedor de internet que também não irão conosco pra casa nova, descobrir como transferir o número do telefone pro outro lado da cidade...
O e-mail avisando a todos só vamos mandar depois de devidamente instaladas, pra podermos oferecer um café de verdade.
Sábado "os homens" vêm aqui pra levar tudo embora e o ateliê vai ficar vazio pela primeira vez desde que foi construído...
Bem, vazio naquelas, ainda vai sobrar um monte de coisa nele, mas o espaço ocupado hoje é tão grande que não sei como ocupá-lo com as coisas que ficam.
É uma ansiedade que não me deixa dormir...
E ainda temos que terminar tanta coisa antes da mudança...
ai socorro!!!
ai que delícia!!!
ai que medo!!!
ai socorro!!!

Apr 5, 2007

5 de Abril é um dia negro na minha família.
Há pelo menos 9 anos tememos a data.
Segundo nossos cálculos avançados, a probabilidade de coisas horríveis acontecerem aumenta em pelo menos 300% no dia 5 de abril.
Foi nesse dia que minha vózinha faleceu. Depois de 3 meses de UTI tratando uns derrames depois de uma cirurgia ortopédica devido a uma fratura na cabeça do fêmur causada por uma queda no apê, que evoluíram pra pneumonia, a vó resolveu descansar de vez.

Que eu me lembre ela morreu no final da tarde, era um sábado. Eu ia viajar com o namorado e por qualquer motivo não fomos, só por isso minha mãe nos achou. Minha irmã estava incomunicável numa fazenda com os amigos e ficou se lamentando por muito tempo.
Meu pai passou a madrugada no velório fazendo flores de papel crepom pra enfeitar o caixão. A Dona Meca ia gostar das flores de crepom, ela gostava de fazer coisas bonitas...
As flores ainda estão lá sobre o caixão (sei disso por causa da mudança de túmulo, as flores sobre o caixão salvaram meu pai de ter que ver o corpo da vó já decomposto).

Mas os dias 5 de abril seguintes foram para sempre tensos.

Um deles foi campeão, e espero que mais nenhum dia na vida acumule a quantidade de desespero daquele.
Naquela semana meu vô teve o diagnóstico de metástase do câncer que tinha tratado 2 anos antes. Naquele sábado, 5 de abril mais uma vez, ele acordou e chamou minha mãe.

Isso foi logo cedo, antes do café e dela sair pra dar aula. Queria ajuda pra preparar o testamento, organizar suas coisas. Estava se preparando pra morrer.

Vai ficar pensando "olha só que cara preocupado, importante fazer isso..."
Ah tá, super fácil pensar assim depois, quero ver o sangue frio na hora.
Mamãe saiu atordoada pra dar aula e me deixou incumbida de resgatar minha tia na rodoviária. Minha tia vinha com a notícia de que estava namorando e tava toda apaixonada (essa notícia era boa, agora ela tá casada com ele).

Mila, Li e eu fomos resgatá-la. Isso já era final da manhã, perto da hora do almoço.
Chegamos e a Mila foi brincar com as cachorras.

Gritou e voltou chorando: "Lau, a Life tá dura e gelada"
Só consegui olhar pra casinha dela.
Começamos a chorar compulsivamente, abraçadas, fungando ramelentas. Nem precisamos falar nada e a Li entendeu tudo, se juntou a nós.
Foi horrível! Ela morreu sem aviso prévio. Nunca deu nenhuma indicação de que ia morrer, não tava doente nem nada, simplesmente deitou e morreu em algum momento entre o café da manhã e o resgate da tia.
Uso uma foto da Life no mural ao lado da cama, uma dela e uma minha, parecidíssimas, pra me lembrar de pentear os cabelos e lavar o rosto antes de aparecer em público...

Pra completar o dia delicioso ainda tomei um fora. Tava tão atordoada que fui estúpida e nem deveria ter sido... tive que ligar correndo pra pedir desculpas.

Depois disso o dia 5 de abril nunca mais foi o mesmo, ele é assombrado.

É ainda um dia tenso, que temos que ficar atentas. Se alguma coias pode dar errado é no dia 5. Depois disso passa...
Beijos prá vó Meca, beijos pro vô D.A.
pra Life um carinho atrás da orelha...

saudades de vocês...

Apr 1, 2007

Se tem um episódio de Seinfeld que eu adoro é aquele "the Soup Nazi", sobre um restaurantinho de Nova Iorque que serve sopas pra viagem. Na verdade sobre o dono do restaurantinho.
Um lugar que sempre tem fila e um monte de gente esperando correndo o risco de não ser atendido se não seguir alguma das regas impostas pelo dono do lugar.
Parece que o tal do Ali "Al" Yaganeh, "O" Nazi, não gostou nem um pouco da publicidade e do jeito que Jerry Seinfeld pintou a condução de seu negócio. Mas é fato que o cafofo agora é ponto turístico de NY.
Barão Geraldo, BG para os íntimos, grande distrito cosmopolita do interior de São Paulo, também tem seus comerciantes não deixam nada a dever pro Soup Nazi... no n°1164 da Av Albino J.B. de Oliveira (AKA Estrada da Rhodia) funciona a Casa de Frangos, um lugarzinho apertadíssimo, com uma fila gigantesca e um atendimento de enlouquecer qualquer mortal.
A fumaça da churrasqueira onde os frangos ficam rodando espetados naqueles ferros enormes domina o espaço, cria uma névoa espessa que não deixa que nossa isão focalize o chão ou o outro lado do balcão de atendimento. Ainda bem! Isso nos pemite apreciar todo o sabor do frango sem nos prendermos a detalhes de higiene que vigilância sanitária normalmente cobra...
Impossível resistir ao cheiro que empesteia o centrinho da cidade.

Mar 28, 2007

Ai quanta coisa, que ansiedade!!!
Essas borboletas que não param de saracotear!!!
Esse vislumbre de maturidade, de responsabilidade, de liberdade, de ser gente grande, cuidar de mim mesma...
Esses planos frescos... que delícia!!!
Essa luz no fim de túnel tem cores tão lindas, tá lá me chamando e fico cada dia mais ansiosa pra chegar.
E esse caminho de túnel escuro, cheio de surpresas me desafiando.
A jornada que se inicia vai ser bem gostosa. Bem gostosa.
A tal da janela que se abre é isso?
Adoro janelas abertas!

Mar 27, 2007

Feche os olhos, faça um pedido... agora assopre
Muitos aniversários, muitas coisas acontecendo, e eu cansadona no final do dia pra escrever aqui... E aí bate uma culpa danada. Acho chato pra caramba ter criado blog e não escrever sempre. Pô, aniversário da Lê foi semana passada e nem escrevei nada depois. Agora tô escrevendo depois do dia que deveria ter escrito.
É que fiquei fazendo o presente da Mila. Tão pequenininho, mas deu uma trabalheira doida. Pior que cheguei lá e ainda não tinha terminado, não tinha como pendurar, e ele era pra pendurar...
pelo menos enquanto ela não pinta na pele.
Ops, a Lu vai querer me matar agora...
Fiz pra Mila um desenho, um desenho pra ela tatuar um dia no corpo... nas costas, bem abaixo do pescoço descendo pela coluna vertebral, naquele pontinho que quando soprado dá um arrepio na espinha e treme o corpo todo...
Fiquei um tempão pensando o que deveria ficar grudado nela pra sempre assim, que cores, que formas, que significado que deveria ter...
Achei que o sopro, o vento, o desejo e o riso esperançoso dos olhos fechado desejando combinam bem com minha irmã fada. As sementes esparramadas pela esperança de que dê certo, que ela espalha naturalmente enquanto anda, desenhadas em suas costas talvez soassem redundantes, talvez só fizessem os pedidos feitos ainda mais fortes...
Pequena que deixa rastro de pó de pirlimpimpim e purpurina por onde passa, que teus desejos sinceros se realizem, que ame intensamente, que se divirta muito, que só receba abraços cheios de carinho, que tenha sucesso nos teus projetos, não aquele sucesso que os outros acham que é, aquele que você entende que é. Que arco-íris duplo ilumine teus passeios, e que a lua crescente com seu sorriso de gato da Alice te faça gargalhar sempre que olhar pra ela.
E quando você tomar coragem de pintar tua pele pra sempre me chame, que eu vou lá com você pra dizer que não tá doendo.


Essa história de ter irmã fada é dura. Muita competição na página de mensagem dela, na secretária eletrônica, no celular... todo mundo quer um pedacinho dos poderes mágicos da baixinha... Não abusem, ela não veio aqui pra salvar o mundo, só pra deixá-lo mais colorido e mais feliz.


ilustração de Sara Mello, uma ilustradora que eu trombei um num blog que eu trombei num outro blog e por aí vai... Achei absolutamente maravilhosos os trabalhos dela e não pude resistir... desculpe-me pelo furto...

Mar 19, 2007

Feliz Aniversário Querida! Um mosaico de coisas deliciosas pra você!


Mar 18, 2007

Deixa só eu contar do forró!!!
Depois de muito enrolar conseguimos finalmente não ter desculpa nenhuma pra fugir do forró de domingo.
Um calor infernal, como deve ser uma noite de forró, pra aquecer e embalar o bate coxa.
Um tempinho de aquecimento na cerveja, mais umas danças pra aquecer os músculos das pernas e relembrar o corpo de todas as dicas fantásticas recebidas no verão passado.
Tenho um problema seríssimo pra dançar e pouquíssimas pessoas são capazes de compreender.
Claro que boa parte da culpa é da minha inaptidão mesmo, de não conseguir fazer minhas pernas e meu quadril se juntarem nesse movimento de contagem tão fácil "dois pra lá e dois pra cá". Ridículo isso quando lembro que já estudei flauta doce, piano e canto, e que deveria pelo menos entender de rítmos e conseguir ouvir o tal do triângulo que marca o tempo.
Mas não consigo.
Aí a situação piora consideravelmente quando lembro que danças de par são sempre machistas. É isso mesmo! Quem decide o que vai acontecer no próximo movimento é o cara.
Foda!
Difícil demais pra uma menina que leva a sério sua independência, que não gosta nem um pouco de ser comandada, muito menos por um bofe, e em hipótese alguma por um bofe desconhecido. Aí, além de pensar que tenho que ser conduzida pelo tal bofe ainda tenho que ouvir "relaxa, eu te guio"!
Ora, quem é tu pra me guiar? Péssimo isso. Travo na hora e pode esquecer o resto da dança, melhor achar outra parceira.
Que que aconteceu no verão passado: um amigo meu sacou esse negócio "feminista" e como ele sabe dançar muito bem me deu altas dicas pra não cair mais nas armadilhas duma noite de baile.
Me deu uma aula de física e não uma aula de dança.
Aí eu entendi tudo!
De física eu entendo, ação e reação, inércia, energia cinética, os tais dos dois corpos que não ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo (isso evita pisões nos pés alheios). Aí foi ficando até possível dançar.
Mas ainda não é com qualquer um, continuo meio dura. Minha mãe esqueceu o requebrado o quadril na mistura genética. Já pensei em processá-la por isso se não conseguir reverter o efeito com as influências do meio ambiente.
Mas voltando pro forró.
O forró do domingo é engraçado, tem aula antes e só fica uma molecada que acabou de conseguir o RG que permite a entrada em estabelecimentos desse tipo e o consumo de bebidas acoólicas. Um ou outro dançam razoavelmente bem e são mais confiantes pra levar a dança.
O calor naquele dia estava insuportável e nem cerveja gelada, nem água, nem refrigereante e nem a pia do banheiro eram capazes de amenizar a situação. Nem a chuva torrencial que caiu por mais de uma hora melhorou. Depois de três ou quatro horas rodopiando no salão voltamos pra casa encharcadas, cabelos molhados da raíz até as pontas, saia grudando nas pernas, a blusa já tinha até outra cor. Dava pra torcer os panos que pingava suor. Eca!!! Delícia!!!
Já o forró da sexta foi mais legal, tinha mais gente, gente mais velha um pouquinho. Nada de conversa fiada, nada de intimidade, pra quer saber nome do parceiro se estamos aqui só pra dançar?
Foi ótimo, uma noite de dança e silêncio, sem pensar em nada. Larguei o corpo e fiquei meditando.
Isso mesmo, meditando, com a cabeça em lilás. Só.
As pernas sendo jogadas pra lá e pra cá, rodopio, troca de parceiro, termina a música e nem dá tempo de chegar na beirada da pista já tem outro chamando... peraí que o sapato tá atrapalhando. Chuto a sandália pro canto. Pronto.
Até que um moreno gigantesco me tira pra dançar, não fala nada, mas me faz de gato e sapato. Parecia nega maluca, sabe aquelas bonecas que ficam com o pé preso no dançarino? Essas.
Chuta prum lado, chuta pro outro, joga pra frente, joga pra trás, não dá nem tempo de tentar travar o corpo, já tá tudo dominado... com a mão na coluna faz o quadril mexer, um apertão desliga todo o corpo que cai pra trás como aquelas girafinhas de elástico do zoológico...
E o corpo todo molhado...
Isso não é forró não, eu conhecia esse tipo de coisa com outro nome...
Só sei que terminei a dança querendo um cigarro.

Mar 17, 2007

mais moluscos libidinosos
Vou escrever mais uma vez sobre os caras correndo o risco de soar repetitiva (e nem ligo!).
Paixonite aguda dá nisso.
Horas e horas no repeat, cantarolando por todos os cantos, toda vez que uma palavra de uma conversa alheia chama a atenção, faz a sinapse e o impulso elétrico estimula aquela parte do cérebro que faz cantar. Coisa de gente maluca que fala sozinha e anda pela rua cantando...
não reparem ou juntem-se ao coro.
Começa a garoa e lá vou eu ..."ana vê a chuva na janeeeeela. a chuva molha aqui e lá. aqui, a chuva molha o telhaaado, molha o gato no telhaaado. lá, a chuva molha o maaaar"... toda saltitante e esquecendo que a chuva também molha meus cabelos e minhas roupas.
De coração partido apaguei meu perfil e só escrevi a letra de Suportar pra tentar explicar o que acontecia. Se soubesse como fazer, teria deixado só a melodia de coração sangrando tentando cicatrizar. É que acho genial a música. Nada deu certo, a relação acabou mesmo e só resta tentar ser feliz. É maravilhosa! E com aquele toque de canção de ninar embala o choro abafado pelo travesseiro... acho que ouvi umas dez vezes seguidas enquanto escrevia um post aí embaixo...
Prá Matar a Fome é a mais doce do disco novo, é a que espero ouvir cantada no pé dou ouvido um dia... é o amor tranquilo, cotidiano, é o comprometimento, a intimidade, de cumplicidade, o pedido de casamento mais bonito que pode ser feito... tem som de gente apaixonada, não de paixões avassaladoras e que nos deixam em cacos depois, paixão que se transforma em amor, que é escolha pela companhia do outro... é linda!
...
"
pra você, deixo a mesa posta
laranjada, tofu, croissant
e um bilhete dizendo que amo
que quero casar assim que voltar do trabalho à noite
trazendo buquê e um bocado de nomes
pra dar pro bebê
"
...

Desde o lançamento do CD em janeiro o Lasciva Lula vai ganhando cada vez mais espaço nos blogs, colunas, jornais e revistas especializados ou não.
Muitos são fãs, amigos ou paraquedistas que assistiram a algum show e caíram de paixão e escrevem agora em seus blogs (assim como eu), mas tem gente bem legal e conhecida falando bem deles. Não consegui reunir todos os comentários (links abaixo), mas no site da banda tem mais uns links.
Ontem fiquei especialmente feliz ao ver no jornal que eu assino uma crítica super elogiosa sobre "Sublime Mundo Crânio". Quatro estrelas e tudo.
Torço muito por esses caras.
Não só porque carreguei o pedal duplo do Marcello de Campinas até BH de ônibus (o roteiro estranho considerando que a banda é do Rio? pois é, coisas de movimento estudantil, os encontros não são nas cidades natal, são pelo mundo, e as encomendas viajavam por esses percursos), mas porque acho mais gente deveria ter o prazes de poder ouvir Lasciva Lula tocando, que seriam mais felizes com as músicas deles enfeitando a trilha sonora des suas vidas.

(foto da gravação do clipe de Olivia Lik retirada do site da banda)

Mar 14, 2007

Feliz aniversário querido amigo!!!
Bolos, jujubas, refrigerantes, brigadeiros e beijinhos, velas pra assoprar e fazer pedidos. Confetes, serpentinas, luzes piscando coloridas, globos de espelho rodando sem parar, paredes grafitadas, luz negra, muita cor, muita gente feliz em volta, muitos beijos, muitos abraços, muitos amores, muitos amigos. Sons que te façam sonhar ainda mais do que já sonha. Dias de sol, rede de pesca, coisas de macho, areia massageando os dedos dos pés, sol acariciando tua pele e chuva fina de verão só pra refrescar depois. Noites de lua brilhando pra ficar procurando São Jorge ou o coelho, e noites sem lua pra contar estrelas dançando. Manhãs chuvosas de domingo pra dormir tranquilo. Paixões avassaladoras pra te inspirar loucuras, pra acreditar que tudo pode dar certo.
Muita felicidade pra você, meu amigo mais antigo. Beijos, beijos e mais beijos

Mar 13, 2007

"Must love dogs" (novo título pós comentário da Mila)
Já falei da resolução da minha eterna briga com a balança, o desfecho para o qual se encaminha essa história, e, quando chegar a hora teremos uma sessão de "antes e depois" ou "bem antes e agora".
O que não falei foi do desfecho das outras histórias contadas.
Não falei porque não tava com vontade de falar, porque tava com vontade de calar e só. Se fosse coisa boa teria contado rapidinho, sairia gritando por aí, escreveria texto enorme em "out door", mas não foi o caso.
O que se sucedeu foi mais um enorme pé na bunda, uma dor de cotovelo digna de cantores do rádio da década de 50 que meu pai insiste em ouvir. Melhor então ficar quieta, não alardear esse tipo de coisa...
E eu consigo? Consigo nada.
Agora que já dá pra respirar também dá pra escrever, e até fazer piada com essa vida amorosa patética.
Tô pensando se é um drama ou uma comédia romântica (claro que torço pela segunda opção). Talvez até faça uma lista como em "Mais estranho..." e depois vou arrumar briga com esse roteirista que já tá avacalhando com a minha história. Qualé?
Mas as desgraças da semana passada me levaram a umas viagens muito importantes, com peso de resoluções de ano novo.
Fiquei pensando, depois de uma dúzia de anos que, apesar de parecer o contrário, todos os primeiros passos foram meus. É sério. Que lenta! Levar tudo isso de tempo pra perceber uma coisa dessas? É, não sou conhecida pela rapidez de compreensão dos assuntos relacionados ao coração, tenho uma leve surdez na frequência dessa batida que estou tratando agora.
Tá, ele tem alguns créditos quando nos conhecemos, tem também os créditos dos puxões pela cintura e por falar claramente quando queria o beijo, mas a procura pela companhia, pelo menos nos encontros da segunda metade da dúzia de anos de idas e vindas, fui eu que iniciei.
Todos eles.
Até aí não tenho problema nenhum com isso. Gosto de tomar iniciativas e não tenho paciência pra ficar com joguinhos. Acho chato e uma perda de tempo danada. (Isso aprendi não faz muito tempo, mas a foi lição anotada e colocada em prática)
Assim, percebi também que, apesar de acusada de não ter dado bola, de ter partido o coração dele uma certa quantidade de vezes, de tê-lo feito esperar pela primeira metade dessa história, ele também não fez a parte dele. Ele não brigou.
Eu sou briguenta, mesmo com esse tamaninho, eu gosto de uma encrenca. Ainda mais quando acho importante. E gostar de alguém é importante.
E ele não brigou comigo, não me chamou de ridícula quando claramente estava sendo, não segurou meu braço, não me puxou pelas mãos, não apareceu no meu portão pra me ver (não teria resistido... nunca resisti ao cheiro dele, porque resistiria?), nem conversa por e-mail iniciou.
Não brigou por mim. Nunca!
Sabe aquelas atitudes cheias de testosterona, "eu quero e vou lá", não importa se a batalha será difícil, "não aceito não como resposta" e tal? Aquele tipo de coisa que os manuais de auto-ajuda femininos nos dizem que os homens fazem quando querem alguma coisa? Ele não fez...
E no meio da minha crise caiu minha ficha: "ele simplesmente não está afim de você!"
Putz! Caiu o mundo!
Mas é mais fácil engolir "ele simplesmente não está afim de você" do que "ele gosta de você mas não tem coragem de tomar atitude nenhuma e tem medo de virar a vida do avesso".
Muito mais fácil e muito menos dolorido.
No segundo caso minha tristeza se somaria a um sentimento de pena e de impotência gigantesco. Não poder ajudar a um amigo perdido capaz de verbalizar sua insatisfação com a atual situação e sem forças pra mudar as coisas à sua volta é terrível.
E pra não iniciar uma briga na justiça e com toda a classe dos físicos pedindo reparação de danos pela Lei da Inércia prefiro considerar que ele simplesmente não gosta de mim, e nunca gostou tanto assim como dizia que gostava.
Conclusão de tudo isso?
Eu quero briga!
Mais um requisito na lista "Do Cara": tem que brigar por mim.
E brigar por mim não é sair na porrada, não é ter ciúme(pelamordedeus, ciumentos, afastem-se), não é afastar as pessoas que me cercam, não é grudar no meu pobre pé e achar que não vive sem mim depois de meia hora de encontro, combinado?
Essa briga que eu falo é cheia de cortesia, de galanteio, de flores (ah, flores são muito bem vindas), de mimos (serão todos retribuídos, garanto), de romance, e, quando eu for estúpida e fujona (pois é, acontece nas melhores famílias, e pânico pode vir sempre) tem que discordar de mim, não pode perder o rebolado e sair de cena. Se a batida do coração (aquele que eu tô tendo que usar aparelho auditivo pa ouvir direitinho), a respiração, a pele e os olhos pedem pra ficar, fique. Só isso.

Mar 11, 2007

Tô conseguindo.
Depois de 4 meses de regime tô chegando ao mesmo peso que tinha aos 14 anos.
Só pra não ficarem preocupados com anorexias, bulimias e outros disturbios alimentares, eu nunca fui magriiiiinha, nunca cheguei nem perto de "pele e osso", com 14 anos eu tinha bastante carne em volta dos ossos. O problema foi que colegial e faculdade aumentaram a quantidade de matéria entre a pele e o osso.
A diferença principal é que a carne era mais nova, mais durinha e praticava esportes. Não tinha o volume de cerveja acumulado na barriga e isso faz muita diferença à silueta atual.
O peito também não balangava tanto, mas o gingado de hoje é mais mais gostoso, acompanha a dança, o movimento, tem mais expressividade...
O quadril tá mais largo, a cintura mais fina, o tronco parece mais comprido, o rosto também tá diferente, tem uns ossos que sempre ficaram escondidos pelas buchechas que agora se mostram (volto: não é magreza mórbida, é só envelhecimento mesmo).
Gosto bem mais de mim agora do que de mim de antes.
Acho o espelho bem menos crítico com as celulites, com os vasinhos, com as estrias, com os dias de inchaço antes da menstruação. Os "bad hair days" já não são mais tão desgastantes quanto antes, e qualquer produto, um pente ou uma ducha já resolvem o problema que antes era motivo de mal humor e choro por horas.
Ainda não uso cremes anti-rugas, até porque, só faltava! Enquanto me pedirem RG e duvidarem que eu já terminei o colegial, não vou usar anti envelhecimento nenhum. Creminhos hidratantes, muita água e limpar a maquiagem não fazem mal a ninguém, certo?
Sem neuras, que tá cedo pra isso.

Feb 27, 2007

Fala sério!!!
Tem um projeto de lei que tava acompanhando por que gostei muito quando li a proposta. Na verdade só agora que descobri que ele também tinha sido apresentado na Assembléia Legislativa do Estado, tava triste que a medida era só pra cidade de São Paulo...
Foi apresentado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado estadual Simão Pedro o Projeto de Lei 216 de 2004 que tornaria obrigatória a instalação de bebedouros de água potável nas danceterias e casas noturnas do Estado de São Paulo.
Levante a mão quem nunca preferiu comprar uma outra lata de cerveja na hora da sede quando viu que o preço da água era o mesmo da cerveja?
Bom demais o projeto, não? Simplesinho de tudo...
Seria bom demais, se nosso querido governador não tivesse vetado.
Vetou por que mesmo? Porque instalar bebedouros vai CONTRA a política nacional de drogas, é mole? Anta!
Sugiro a leitura do texto completo do veto na página da Soninha, que fez a proposta na câmara de vereadores de São Paulo em Setembro de 2005, e da coluna do Gravataí Merengue que pelo menos ri da situação ridícula.
É pra ficar muito puta da vida com tamanha patetada do governador. Affe!

Feb 26, 2007

OSCAR 2007
Perdi feio no bolão de apostas...

Filme: Babel, perdi, quem venceu foi "Os infiltrados"
Diretor: Alejandro Gonzáles, perdi também, quem levou foi o Martim Scorsese
Ator: Will Smith, esse tinha coraçãozinho do lado, porque eu sabia que não ia levar. Como previsto Forest Whitaker ficou com a estatueta
Ator Coadjuvante: Eddie Murphy, que tava super bem, todo mundo achando que ia ganhar... quem ganhou foi Alan Arkin, de Pequena Miss Sunshine, que eu ainda não consegui assistir.
Atriz: Helen Mirren. Aha! Só eu acertei essa em casa! Pontos pra mim!
Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson. Mais pontos pra mim! Mas a Li roubou, mudou o voto (antes da premiação, mas mudou) e também pontuou.
Animação: A Casa Monstro... caramba, mesmo pessoal da Viagem de Chiriro, achei mesmo que fosse ganhar... Happy Feet teve mais votos...
Roteiro Original: A Pequena Miss Sunshine. Tá, todo mundo votou nesse, nem vale tanto assim o ponto.
Roteiro Adaptado: Pecados Íntimos com coraçãozinho ao lado... Os Infiltrados mais uma vez
Filme Estrangeiro:Dias de Glória. Voto completamente às cegas, não tinha assistido a nenhum deles e achei que seria legal torcer por um filme Argelino. Perdi! The Lives of Others, filme alemão levou o prêmio.
Documentário Curta Metragem: Recycled Life... gostei do título... minha mãe gostou do título que tinha mais sangue no meio The Blood of Yingzhou District e pontuou.
Maquiagem: Click. perdi. O Labirinto do Fauno ganhou.
Direção de arte: Piratas do Caribe, claro! É... ponto pro Labirinto do Fauno...
Fotografia: Dália Negra! Caramba, a fotografia foi tão comentada... Labirinto do Fauno mais uma vez
Edição: Babel. Errado! Scorsese mais uma vez com Os Infiltrados.
Figurino: Dreamgirls com aqueles vestidos brilhantes de sereias... Maria Antonieta levou... aff, filmes de época!!! (eu sei que é Sofia Coppola, mas e daí?!)
Trilha Sonora: Babel. Ahá! mais um ponto pra mim...
Canção: Listen. Puxa vida... 3 indicações de canção e nada de prêmio? E aí ganha o prêmio o documentário??? muito estranho, muito estranho...
Som: Piratas do Caribe!!! Pô, segundo filme da trilogia sendo indicado? Vai ganhar, claro!!! ou não! As Dreamgirls levaram.
Edição de som: (confesso que sempre me confundo... quer dizer, não tenho a menor idéia de como diferenciar uma coisa da outra na hora de votar, mas quando veja na cerimônia o nome correto e completo sem tradução bato a mão na testa "putz") A Conquista da Honra! Claro que filme de guerra tem que ganhar... ganhou, o outro, do mesmo diretor e mesma equipe, mas o que eu não tinha votado.
Efeitos visuais: Piratas do Caribe, com coraçãzinho "Ó-B-E-V-E-O"!!!! Iei, mais um pontinho valendo por dois!!!
Documentário de longa metragem: Uma Verdade Inconveniente. Mais um ponto!
Curta: Helmer & Son, chute mesmo, sem a menor idéia do que se tratava... muito arrependimento quando vi os traileres, teria votado em West Bank Story, que ganhou.
Animação de curta metragem: foi o melhor prêmio da noite: na hora da votação, não conhecia nada e escolhi o com o nome mais bonito "Danish Poet". A Li tirou um sarro danado da minha cara e não quiz mudar meu voto quando descobri que "No time for Nuts" era dum brasileiro, e pô, tem que torcer pelos brasileiros, mesmo os pagos em dólares. Quem que ganhou? hein, hein? "Danish Poet"!!! Glória!!! Muito bom ganhar da Li quando ela se fode assim... hahaha

Saldo da noite: 7 pontos, sendo um com coração e outro com sabor de vingança.

Feb 25, 2007

Quando meu vô faleceu a Elzira comentou uma coisa que ficou na minha cabeça. Ainda estávamos em volta da cama dele, todas nós, de mão dadas chorando e o corpo dele ainda quente na cama. Elzira comentou, lembrando daquele último suspiro agonizante, que não devia ser fácil morrer, mesmo preparado como ele estava. Que se pra nascer a gente tem que passar por uma dor tão intensa, morrer deve ter mais ou menos ou mesmo grau de dificuldade.
E esse comentário agora é porquê?
Pela dor.
Pela transformação de mágoa em perdão.
Difícil né?
Mágoa cultivada por 6 anos, nascida de dor, de mentira, de abandono, infidelidade... Mágoa que corroía.
É difícil ter mágoa tão grande, ter dentro do peito uma tristeza tão grande por uma lembrança, não se capaz de sentir carinho por nenhum dos momentos vividos juntos, como se todos eles tivessem sido encenados, como se todos eles fossem mentira. E ela nasce de dor e cresce, cresce muito. Parece que não há alternativa a não ser a distância e as tentativas inúteis de apagar a memória.
Nada tão drástico como "brilho eterno de uma mente sem lembrança", porque dor serve também pra que se evite novos relacionamentos com o mesmo perfil.
Como é que se tranforma mágoa em perdão?
Também não é fácil.
São necessários amigos muito queridos te apoiando e exigindo a tua presença. É necessária uma dose extra de coragem, chá de camomila, um piscadinha com um sorriso pra foto, imaginar todas as piores variáveis da situação e pesar se é suportável ou não.
É o primeiro passo.
Conseguir estar no mesmo espaço físico e na mesma roda do causador de tal mágoa, ser capaz de cumprimentar sem ofensas também ajuda.
Devolver uma coisa importante que estava com você. A única cópia existente do CD que ele gravou, aquela com a composição que ele fez pra você na separação. Único ítem sobrevivente do ataque de fúria onde todas as cartas foram queimadas, todas as fitas gravadas foram destruídas.
Última lembrança de carinho e dor, porque a música faz chorar, mas é linda e merecia virar um grande sucesso...
Reencontro que já se inicia com lágrimas... mas não são mais lágrimas magoadas, já são mais brandas.
Mas a transformação ocorre dentro do peito em duas horas de choro compulsivo abraçados depois de um pedido de desculpas.
Pela primeira vez um pedido de desculpas verdadeiro, realmente arrependido, consciente de todas a dor que causou. Pedido de perdão que vem no olhar e na batida do coração, não só nas palavras, que um dia foram tão vazias e sabe-se que não terão tanto peso.
E os amigos preocupados em volta, olhando, cuidando, prontos pra interferir se necessário fosse. Queridos amigos... agora eu tô bem...
Seis anos de mágoa guardados, seis anos de choro abafado que puderam sair definitivamente do peito, soluços, gritos, rios de lágrimas... eu só precisava chorar.
Precisava ficar leve. Precisava tirar aquela dor antes que virasse tumor.
Agora eu tô tranquila, a mágoa virou perdão, e perdão é mais quente e gostoso de sentir do que ódio, ou mágoa.
Mas eu aceito abraços dos amigos queridos que eu amo demais... e obrigada por insistirem na minha presença no show (mesmo que não tenha tido tempo de falar... :P)

Feb 20, 2007

Desculpem-me pelo sumiço, mas eu odeio o carnaval.
Eu me encaixo naquele bloco de pessoas que não suportam mulata sambando na TV 24 horas por dia, que não torcem por nehuma escola de samba, que tem tremedeira só de pensar em assistir a desfile.
Eu tampo o ouvido com o travesseiro pra não ouvir o infeliz do trio elétrico na avenida perto de casa.
Ala-la-ô o cacete!
Eu não aguento mais confete e serpentina grudando na sola do meu sapato.
Pior é que eu já assisti a todos os flmes que estão em cartaz (menos àqueles que eu não iria de jeito nenhum), ou seja, fugir pra sala escura com ar condicionado está fora de cogitação, mesmo com os descontos desta semana.
Tentei a piscina daqui de casa. Aproveitar um pouco do solzinho que deu as caras... protetor solar e um pouco de rock'n'roll... meditando tranquila, vivendo de luz, pensando em nada... até que começa a festa lá na vila!
E minha cabeça dói...
Meu fígado dói tambem. Não aguento mais cerveja, eu quero chá verde!
No último carnaval é que fui feliz... Gonçálves, ah que delícia... só montanhas e siriemas. Botei minhas leituras em dia, respirei ar puro, cozinhei... nada de batuques.
Tava lembrando de carnavais passados, quando acampávamos. Amigos queridos, macarrão feito na churrasqueira do clube, piscina, a rádio tocando a mesma seleção do rock'n'roll pelos 4 dias (colocaram a fita no repeat e sairam pra sambar), a chuva que inundou umas barracas, o vento que levou as outras e a gente amontoado na única que ficou inteira.
Mas já vai acabar... já vai acabar... falta pouco... eu tenho fé que vou sobreviver mais um dia!

Feb 14, 2007

Ontem li Baleia, do Graciliano Ramos.
Já tinha lido antes, no colegial pra alguma prova de literatura, ontem li antes de dormir, sem preocupações com interpretações de texto, com análises mais profundas de literatura, estilo e tal, só li por prazer.
Mamãe ganhou há um tempo um livro com os 100 melhores contos brasileiros (não lembro se são do século passado ou desde sempre), e eu deixo o livro na cabeceira da cama. Toda noite abro numa página aleatória e leio quem sair. Ontem veio Graciliano com a Baleia.
Claro que chorei de novo no final... adoro a Baleia... ela é tão feia e tão linda.
Quando reli o conto descobri de onde vinha a sensação de que já conhecia a Jurema quando nos encontramos pela primeira vez.
A Li e eu fomos buscar a Juju na casa de uma família que estava doando toda a ninhada. A belíssima boxer deles se apaixonou por um bofe que passava na rua e teve uma ninhada enorme sem valor comercial. A Juju era uma das últimas que restavam lá. Isso foi logo depois que minha outra achorra morreu repentinamente.
Ela era tão feia, com aquele maxilar proeminente característico dos boxeres e focinho fino por parte de pai, osa caninos inferiores à mostra fazendo o lábio superior subir, o focinho preto, corpo castanho, peito e patas brancas. Mamãe, quando viu, começou a rir " ela muito feia..." e ria mais. Foi paixão à primeira vista. Eu tinha certeza de que já no conhecíamos.
Ontem, no conto, descobri de onde conhecia Juju: ela é a Baleia na minha imaginação.
Nem adianta tentar me lembrar que a Baleia estava toda cheia de bicheiras, sem pelo, magra de desnutrição; eu imagino a Baleia sempre jovem, saltitante e cheia de vida, do mesmo jeto que ela se sentia. Como no teatro, que mulher é homem, homem é mulher, velho é criança, não importa o corpo do ator, importa a personagem.
Imagino a Juju caçando os preás, feliz como a Baleia, e depois ela traria orglhosa a sua caça pra mim. Com toda a sua magreza, suas costelas aparecendo e suas técnicas de caça desenvolvidas em conjunto com sua grande companheira Carmina.
A Juju tem aquele mesmo olhar de que se acha gente, parte da família. Cumprimenta educadamente todos os convidados da casa. Dá a pata, uma lambida na mão do visitante e um cheiro "Seja bem vindo à minha humilde casa".

Feb 11, 2007

Venenos à parte...

Ontem fui pela primeira vez à hípica. Morando em Campinas há 17 anos, nunca tinha pisado na Sociedade Hípica de Campineira, é mole?
É quase engraçado.
Me perguntaram se não tinha ido a nenhuma formatura, baile de debutante, casamento... não, nada dessas coisas. Uma vez fui na Hípica de Barão, mas ela não é tão chiquetésima quanto a de Campinas.
Tô falando isso porque agora vou começa a falar mal. Não da instituição, que é muito da bem cuidada (exceto o bar...), bonita e tal, mas dos frequentadores.
Vou começar elogiando os bronzeados. Que gente bonita, malhada, bem bronzeada. Não têm essas marcas como eu, a manga da camiseta, o braço esquerdo mais escuro que o direito, ombros e braços mais escuros que o resto do corpo, nada disso. As meninas são lindas, todas. Algumas com pinta de distúrbios alimentares, ossos da bacia aparecendo e tudo (eu nem tenho esses osso, acho, pelo menos nunca vi... tem uma camada boa de carne aqui no quadril, sabe?). Devem ficar bem em qualquer roupa que vestirem. Andam de biquini e sandália de salto na beira da piscina. É ótimo, não sei porque não pensei nisso antes: as pernas parecem mais longas e ficam mais durinhas, a bunda fica mais empinada pela lordose, que também empina o peito pra frente... e eu de havaianas verdes e velhas... que falta de classe! (secando o veneno escorrendo aqui no canto da boca, senão mancha a pele)... Os chapéus e o óculos escuros enormes, a os olhos fitando sempre acima da linha do horizonte. Inabaláveis.
Agora os meninos, ah os meninos.. todos malhados, músculos tratados por tardes de academia, pele bem cuidada pelo sol, que queima com carinho e tinge dos mais diversos tons de castanho... Cabeleiras cuidosamente esculpidas por pastas, mousses, cremes e secadores. Corpos tatuados (um pouco de descaso com seus desenhos, que mereciam um fator de proteção solar um pouquinho mais forte). Rodinhas de moços medindo os esforços feitos durante a semana, caras de malandros, poderosos, rindo e medindo todas à sua volta.
Mas o mais legal são as babás.
Mamãe e papai tranquilamente sentados à mesa do clube, tomando sua cervejinha, comendo sua porção de cenoura, tomando sol e conversando com outros papais e mamães e curtindo seu sabadão, enquanto as crianças podem brincar tranquilamente com a zelosa babá uniformizada que as acompanha... toda aquela turma de criancinhas lindinhas, com seus amiguinhos lindinhos e as babás lindinhas e uniformizadas em volta... Parece novela das oito, só faltava a Regina Duarte na cena!
Teve também concurso de fantasias da criançada em uma pré matinê(?) de carnaval.
Antes da parte maldosa eu tenho que comentar as fofurinhas... Não tem jeito...uma criançada que dava vontade de morder a buchecha. Como não achar a coisa mais linda uma menininha gordinha de menos de 1 ano, no colo do pai, com roupinha toda cor de rosa e asinhas de tule e lantejoulas? E daí que ela não tá se divertinhdo! Tá tão fofa, tão fotogênica...
Fiquei pensando que se fosse eu, quando pequena, num desses bailes ficaria traumatizada para o resto da vida... eu e minhas irmãs provavelmente seríamos as únicas com fantasias home made. Nos divertiríamos por semanas preparando tudo, inventando o tema, procurando panos entre as coisas do meu pai, cortando, costurando, pregando lantejoulas, testando maquiagens e treinando para o desfile. Quando chegássemos na festa veríamos todas as crianças com suas fantasias de super heróis e princesas industrializadas, Alladins, Incríveis, Minnie Mouses, fadinhas, sereias, todas compradas ou alugadas, com bons acabamentos, com barra, sem erros de costura...
Tá certo, exagerei um pouco no trauma... não ficaríamos traumatizadas, talvez só um pouco deslocadas. E depois falaríamos mal de todo mundo.
Era mais divertido do nosso jeito. Durava mais tempo.

Feb 7, 2007

Res:
Coloquei Dylan pra tocar... tô tentando escrever antes que vomite. Não sei se vai dar certo.
É sempre assim, notícias que atrapalham meu estômago...
Preciso responder a uma mensagem e não sei se sou capaz, nem sei se devo.
Responder a verdade não vai dar certo. Decididamente não é uma boa idéia.
Vou parecer meio desesperada, vou ter que questionar sobre coisas que talvez não queira saber a resposta. Posso responder assim: "A vida tá tranquila, profissionalmente vai bem, melhorando a cada dia... A família tá bem, quase recomposta. Consegui emagrecer um pouco. Tô escrevendo um blog, legal, né? O pessoal que lê pelo menos se diverte com as minhas neuras... agora só falta um amor ao lado... mas ouvi dizer que você faz planos de casar... não gostei da notícia"
Outra versão da resposta seria "não, nada bem! nem um pouco bem! Tô passando mal desde que soube que você faz planos de casar no próximo ano... não, não estou bem... até estava, antes de saber disso, mas agora não estou não. Só sinto saudades e um aperto no coração que começa a doer meu braço. Não, não foi por isso que percebi que sentia falta tua, sinto isso todo dia desde que você pediu pra me afastar... Só que agora o pouquinho de esperança que me acompanhava tá dando espaço pra essa dor no estômago. Inconformada mesmo. Não acho possível que você, justo você, fique com alguém que te controla, que invade teu e-mail, que xereta as ligações do teu celular, que grita com você, xinga (é, eu lembro da cena, eu lembro do som da voz dela gritando obcenidades, te chamando por nomes que você nunca deveria ouvir, muito menos de alguém tentando te chamar de volta... eu lembro)... Não acredito nisso. Não acredito que você voltou pra ela depois daquilo. Cadê tua auto-estima, querido? O que fizeram com ela? Não te falaram todos os dias que você é lindo, que teu beijo é o melhor jeito de acordar... Não acredite em frases como ninguém vai te amar mais do que eu, ela é sempre uma mentira, não acredite em ameaças de suicídio... ninguém se mata sem o outro por perto, pode sofrer bastante, emagrecer vários quilos vomitando e sem comer, mas morrer, ninguém morre. Sem contar que é dum egoísmo do c... e a tua vontade? e a tua possibilidade de amar mais, melhor, mais tranquilo? essa é totalmente ignorada. Hoje eu acho que errei em me afastar tanto tempo, mas eu sei que minha presença cria tumultos por aí e não queria criar tumultos pra você. Não queria te ver triste no meio de brigas mais uma vez. Mas talvez eu quebre a minha promessa de me afastar. Eu tô precisando te ver. Tô querendo te abraçar. Queria uma daqueles abraços gostosos que nossos corpos se fundem e que o tempo anda num ritmo tão mais lento e tão mais rápido. Eu quero amor à luz de velas, sempre... eu sinto tua falta... quero você, meu parceiro, construindo sonhos novos, criando filhos, mimando netos, quero você ao meu lado. Desejo. Mas hoje estou triste, porque tua companhia parece tão mais longe..."
Eu responderia assim se tivesse coragem pra isso.
E a pergunta é um simple "como está, mocinha?"
Como pode ser tão complicado respondê-la?
Poderia mentir, contar as maiores barbaridades, daquelas que de tão difíceis de acreditar podem muito bem ser verdade.
Talvez eu só responda "tô bem, tô bem. Beijos"

Feb 6, 2007

- Decidi não ir, tudo bem? O que eu posso fazer pra ajudar? Se eu soubesse fazer jardinagem iria te ajudar com o gramado... Queria comprar um cortador de gramas novo, mais leve... você está precisando de um?
- humrrum...
- Então vou lá e já volto.
...
- Não tinha, mas tem em outra loja. Quer ir comigo? Vista uma blusa.
- Humrrum...
...
- Tem que ser cortador, não pode ser aparador, a mulher da Luisa falou que tem que ser cortador, o outro é só para as beiradas...
- Mas é isso mesmo que não consigo fazer com o grande que tem em casa.
- Mas tem que ser cortador.
- Cortador só tem desse trambolhudo aqui, pesado, igualzinho ao que a gente tem em casa, só que novo...
- Não tem um vendedor pra explicar?
-Ó um passando ali...
-A moça da Luisa me disse que tem que ser cortador, não aparador... você tem deste aqui, só que cortador?
- Desse só com fio de "nylon"...
- Mas... ele corta grama? O que você acha desse?
- É pra gramados baixinhos, sem muito mato... ele não corta mato alto... quer dizer, até corta, mas tem que passar várias vezes, primeiro nas pontas e vai descendo...
-Vixi... gramado sem mato é? vixi... Pega aí, olha como ele é levinho...
- Mas você não prefere o outro, de 500? Não é mais forte?
- É mais forte, mas mais pesado... quem é que vai cortar a grama afinal? leva o mais fraco, mais leve e mais barato.
...
- O senhor se importa se eu - uma velhinha de 80 anos - pagar minha conta antes de você, um moço cheio de saúde na fila preferencial?
- Claro, tudo bem... mas eu sou doador de sangue... olha só minha carteirinha! Eu doo sangue todo ano...
(eu não, porque minha pele está pintada e o hemocentro acha perigoso...)
...
-Ué, não tá abrindo...
abre porta, desce do carro, abre portão, abre casa - Vó, não adianta, tá sem luz -
aperta botão, aperta botão mais forte, troca o controle, aperta mais uma vez
-Vó, não adianta, a rua tá sem luz, vou estacionar aqui na frente...
-Lau, acho que tá sem luz... por que não estaciona aí na frente?

Feb 2, 2007

Cinema, parte X

A ida ao cinema aqui em casa é uma negociação, não só pelo filme, pela sala de cinema, qual horário, que caminho fazer, que carro usar, mas uma negociação de bom comportamento por um par de dias...
Par mesmo, dois! É o máximo que conseguimos.
É um agrado com com segundas intensões.
Talvez não seja má intensão, mas não é nada declarada.
O agrado da ida ao cinema diminui o número de reclamações pela falta de visitas no café da manhã, pelas ausências no almoço, pelos chás da tarde perdidos.
São 10 minutos de carro, meia hora de café e pão de queijo, mais a fila do ingresso, o tempo dentro da sala de cinema, talvez mais um café ou um sorvete (isso depende do horário da sessão), e os 10 minutos da volta. Ou seja, muitas horas de companhia, certo?
Isso compra o bom comportamento, um pouco de bom humor, uns carinhos durante a semana e até a aceitação de um pedido descarado para se ausentar no final de semana para que pudesse acontecer uma festa em casa.
Viu só como o cinema é importante na vida das pessoas?

O fime foi Babel.
Pronto, já tenho um filme querido concorrente ao Oscar.
Babel está concorrendo para melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante, melhor atriz coadjuvante mais uma vez (filmes sem atores principais... que nem Friends, quando concorria nos prêmios da TV americana), melhor roteiro original, melhor montagem e melhor trilha sonora original, tá bom né?
Direção de Alejandro González Iñárritu, aquele mesmo de 21 Gramas, filme genial também, que o cara emagrece 21 gramas quando morre, o peso da alma dele... (isso, era só isso o filme...).
Babel também tem sua história contada de forma não linear. Pronto, lá vou eu com meus jeitos de lembrar das coisas... Babel é contada como se diretor fosse contando pra gente uma história do mesmo jeito que ele a descobriu, parte por parte, como se tivesse ouvido de terceiros e estivesse passando pra frente na mesma ordem, só no final que dá pra colocar todos os acontecimentos numa linha de tempo e espaço como nas aulas de história na escola e entender todos os envolvimentos.
Bem legal a montagem, bem legal!
O roteiro também me parece novo, pelo menos assim todo junto. Mexicanos ilegais na fronteira eu já vi; casais viajando pra superar crise também; meninos brincando e causando acidentes sérios também não é novidade (o incidente internacional de ameaça terrorista é uma bela duma cotucada... isso é novo. A intervenção das relações internacionais atrasando um resgate de uma ambulância... o cara só queria uma ambulância, "deixa pra pegar os culpados depois, primeiro salva minha esposa!") ; adolescentes fazendo bobagem, tem todo o tempo... tudo isso junto e ligado, cheio de problemas de comunicação pelo mundo todo já muda um pouco... O núcleo San Diego-Mexico se liga ao núcleo Marrocos, que se liga a outro núcleo Marrocos; Marrocos se liga a Tóquio, num tráfico de armas que não é traáfico de armas.
A babá ilegal com um casal de crianças loirinhas, o casal em crise matrimonial tirando férias pra tentar retomar a relação perdida, a família de criadores de cabras com dois meninos adolescentes, turistas preconceituosos e incapazes de solidariedade com uma companheira ferida, uma adolescente surda (adoro as cenas dela se habituando aos espaços diferentes, a balada cheia de luz e sem som, como pegar o rítmo nequele espaço...) - órfã de mãe - com sua turma experimentando tudo o que é oferecido a eles, uma investigação policial, uma festa de casamento, uma travessia de fronteira, resgates de helicóptero... Tem bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Adriana Barraza é a babá mexicana que atravessa a fronteira México-EUA com as crianças loirinhas que cuida para ir à festa de casamento do filho... idéia de jirico! Não que tivesse outra alternativa, mas... putz, que agonia, que angústia saber desde de o princípio que aquela idéia não pode dar certo... Mas ela está maravilhosa nessa atuação. A outra concorrente é a japonesa Rinko Kikuchi, a menina surda cheia de crises adolescentes agravadas pela surdez e pelo suicídio da mãe. A atuação dela é impressioante, fui procurar a bibiografia dela pra ter certeza de que não era mesmo surda... (é a foto dela no site da UOL nos filmes da semana).
Confesso que não prestei atenção à trilha sonora desta vez. Só nas cenas em Tóquio, que luz, som e movimento ficam mais frenéticos, mas não sei dizer se é pra Oscar...

Jan 30, 2007

Parece que fui amaldiçoada... é asim que estão falando por aí. Como não tá dando pra brincar com esses negócios de amaldiçoamentos, topei a coisa.
Não vou dar bobeira, né?
Então, sintam-se amaldiçoados também, respondam nos comentários mesmo, ou no próprio blog e passe pra frente.
Nada mais do que um jeito diferente de preencher o perfil.

Lá vai:

7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
[1] Comprar uma moto e andar com ela por todo lado
[2] Montar minha casa do meu jeitinho (faço adaptações por parcerias...)
[3] Ter netos, muitos netos
[4] Ser contadora de histórias voluntária em alguma instituição bem bacana
[5] Passear pelo mundo (carregando filhos e parceiro junto parece mais legal do que de mochila)
[6] Aprender a dançar de verdade sem ficar contando os passos
[7] Aprender mais umas línguas (ou retomar os estudos das que já comecei)

7 coisas que eu mais digo:
[1] Vixi!
[2] Putz!
[3] , né?
[4] vai ter pizzada no sábado
[5] hummm, não sei...
[6] Peraí, vou ver.
[7] Por favor e muito obrigada

7 coisas que eu faço bem:
[1] Desenho
[2] Pinto parede
[3] Invento moda
[4] Tranço cabelos
[5] leio mapas de estradas e cidades
[6] estico lonas
[7] coordeno equipes de montagem

7 coisas que eu não faço:
[1] chantagem...
[2] dormir muito com o céu claro e sol forte (nem dormir até muito tarde)
[3] tentar ganhar a briga no grito (...a não ser em caso extremo)
[4] grosseria
[5] estacionar na vaga de deficiente físico, velhinho ou grávida (a não ser que esteja com um desses no carro)
[6] bebo "vódica" com sorvete de chocolate
[7] lavar louça (é perigoso, muito perigoso)

7 coisas que me encantam:
[1] olhos brilhantes de gente que gosta do que tá fazendo
[2] cavalheirismo
[3] desenhos, pinturas, esculturas, projetos
[4] Soluções que desafiam a gravidade
[5] bons textos
[6] boa oratória
[7] feriados com sol no centro de São Paulo

7 coisas que eu odeio:
[1] Motorista barbeiro na chuva
[2] filho da puta que acha que está acima da lei
[3] chantagem emocional
[4] musiquinha do caminhão de gás
[5] "sem-noção" que tenta beijar antes de perguntar teu nome
[6] mão na minha bunda sem minha permissão explícita
[7] cheiro de cigarro pos balada

Jan 28, 2007

o filme da sexta feira:
fiquei pensando sobre ele, conversei com outras pessoas que assistiram... fiqei sentindo-me um tanto idiota.
Eu não entendi!
Não saquei quando que as coisas mudaram.
Não saquei porque que o esmalte azul nos dedos do pé eram tão chocantes assim. Se ele era uma referência do casamento e eu perdi, ou se o incômodo era só o fato de ser traída com uma mulher que usava esmalte azul cintilante nos dedos do pé .
Também não entendi como é que se continua vivendo sobre o mesmo teto depois de flagar o sujeito fazendo sexo virtual com uma calcinha preta de bolinhas pendurada no nariz vendo foto de uma outra, completamente fora de órbita... pior é que nem trancou a porta... custava trancar a porta???
Tive que pedir explicações para pessoas mais entendidas sobre relacionamentos a dois. Não conseguia entender a fuga, a desistência do casal de amantes... que estalo foi aquele que fez os dois, ao mesmo tempo e sem comunicar ao outro, desistirem da fuga juntos. Eu me perdi. Fiquei com cara de ué!
Fiquei achando que esqueceram o final.

O filme de sábado:
Foi lindo, lindo, lindo... chorei até!
O pai é lindo, o filhinho é lindo... (eu quero um desse, tá? Combinado então?!)
Ainda não retiro o comentário dum post anterior. Continua a mesma e velha história do cara que venceu e construiu (sozinho, sem ajuda nenhuma de ninguém) uma carreira espetacular depois de ter passado por maus (e bota maus nisso) bocados.
O menininho, que é filho do Will Smith fora da grande tela também, é maravilhoso. Dá vontade de pegar no colo. E dá um show à parte, sem aquelea afetação que algumas crianças têm quando as câmeras focam nelas.
Will Smith está maravilhoso. Mesmo. Até dou meu braço a torcer e voo nele na lista do Oscar - com coraçãozinho ao lado e tudo.
De resto, nada muito impressionate... a trilha não chamou minha atenção, a fotografia não tem nada de novo, a edição é linear (e nem precisava ser rebuscada mesmo, não ia combinar com a história), o roteiro também não é novo... e a narativa em primeira pessoa também não impressiona.
Mas o filme é gostoso de assistir. Tá bom já, não tá?

Jan 27, 2007

mil coisas acontecendo ao mesmo tempo...

1ªcoisa: reforma forçada do escritório... viramos a mesa!!!
a mesa virou mesmo, com Jane e Tarsila(acabei de batizá-lo assim) em cima e pé da Li embaixo... com tudo no chão tivemos que fazer a reforma das mesas antes do esperado... Há males que vem para o bem, né Cuca?
Jane e Tarsila estão bem, Li também.
Pro sábado o Móbile estará bem diferente. Aproveitamos a pausa pra sonhar um pouquinho com nosso canto futuro... se temos que comprar coisas novas, que cara que elas tem que ter pra quando nos mudarmos... é gostoso ficar pensando no futuro assim.
E as coisas finalmente voltaram a andar, projetos novos nos fazem sorrir e pode cair tudo que a gente continua calma.

2ª coisa: o meu quarto, minhas roupas, minha casa... Amélia veio me visitar. Adoro quando Amélia passa por aqui. É tão bom tomar banho depois dela.
Dessa vez ela tá fazendo um estrago danado, mas tudo em nome da organização e da melhoria espacial...
Pintou a sala. Pintou com listras de brancos e cinzas, misturou um verde... ainda vai pintar o forro e pendurar os quadros bem ordenadamente. O resto da família se incomoda um pouco com a pequena bagunça que ela faz durante o trabalho, mas gosta do resultado nas paredes.
Os banheiros tiveram o rejunte acariciado com escova dentes e cloro. Quase novos.
Amélia passou pelo quarto ontem e hoje. Ontem jogou fora todas as roupas que não eram mais ou nunca foram usadas. Se livrou também daquelas que não deveria mais ser vestidas... só deixou uma muda para suas visitas esporádicas.
Hoje ela pintou uma das paredes, pra diminuir a intensidade do amarelo e daqui a pouco vai mudar os moveis de lugar, passar pano, cera e aender velas perfumadas.

3ª coisa: acho que é paixonite aguda, ou começo de ano cheio de esperança mesmo... nem a chuva que não pára desanima, só deixa mais lento o ritmo...
Talvez sejam os CDs novos (não comprava CDs novos havia tanto tempo...) que não consigo parar de ouvir.
Talvez seja a paquera antiga da Mila com o moço dela que finalmente tá andando... e eu gosto bastante do meu futuro cunhadinho...
Tudo bem que ele por perto cria uma tensão de tempos que passaram e que na verdade eu até que gostaria que voltassem...
Não, não é bem assim, não gostaria que voltassem, porque não terminaram bem... a última vez que apertamos a pausa e interrompemos os contatos não foi um período agradável. Mas a companhia é tão boa, tão querida que bem que poderia voltar... seria gostoso. Se não fossem os poréns...
Não tô falando do bofe da minha irmã, tô falando de alguém que anda com ele... se não deu pra entender... é só procurar no orkut dela pra entender as relações.

devaneio - Talvez dê pra explicar a presença de Amélia assim... Vi uma pesquisa sobre o comportamento das fêmeas (não lembro se só as mamíferas, mas acho que eram todas as fêmeas), que arrumam o ninho na época de acasalamento, quando estão querendo reproduzir. Quanto mais arrumdinho o ninho, melhor a qualidade do macho reprodutor? será?
Melhor chamar Amélia mais vezes...
Mas, ainda acho que dá pra continuar culpando os CDS novos... eu também quero comer Fandangos moles com Coca sem gás e achar gostoso...

4ª coisa: começou a temporada de cinema, mas ainda não sei o que falar do filme de ontem. A digestão tá lenta. Segredos Íntimos, eu acho. Depois vou tentar escrever, pra ver se digere direito.

Jan 25, 2007

A última sessão de cinema
Letra e Música: Felipe Schuery
Arranjo: Lasciva Lula

pois vi
sem ouvir comentários
sem saber do que trata
nem sequer li sinopse
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
embrulhou minhas tripas
num papel de jornal ruim
que enviei aos meus pais em tom de deboche
e ouvi falar que...

ontem
quando fui ao cinema
estava de olhos vidrados
sem ouvir comentários
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
aguçou meus desejos
e um papel de jornal ruim
hoje estampa uma foto em tom de deboche
e ouvi falar que...

eu...


Fazendo propaganda mesmo!!! tô apaixonada pelo CD novo... e essa música... linda linda linda
Tô chocada com a lista dos concorrentes ao Oscar deste ano... Chocada!!!
Um monte de filmes que eu não pretendia assistir... agora serei obrigada a ir ao cinema só pra não ficar por fora. (http://www.cineminha.com.br/materia.cfm?id=4025).
Até as indicações das atrizes estão bem legais. Não assisti a tudo, mas Judi Dench sempre merece a indicação (ela é uma vózinha muito fofa... não, não assisti ao filme com o qual ela concorre, nem sei do que se trata, mas adoro aquela mulher). Penélope Cruz - que é maravilhosa, e ainda não assisti em Volver-, mas pelos comentáros mil que li ela está bem pra cacete também me parece merecedoa da indicação.
Meryl Streep em "O Diabo Veste Prada" tá genial! "segure a minha bolsa!" ploft, bolsa, ploft casaco! hahaha... maldaaaaade!
Dos indicados pra melhor ator eu não assisti nada! Mas fico de mal humor com Leonardo DiCaprio... o que será que aconteceu na vida deste rapaz que só gritava nequele "A Praia" e só fazia cara de mau nas "Gangues" pra ser indicado ao Oscar de melhor ator? Não gosto dele... Mas ainda não asssiti "Diamante de Sangue", espero que me impressione, senão vou ficar mais brava ainda com a lista...
É, tô triste mesmo com a exclusão do Will Ferrell, eu queria tanto...
Do Will Smith eu gosto. Acho o cara simpático, mas o trailer do filme não me convenceu... Comentário da Lu no cinema assistindo ao trailer "que coisa americanóide (americanóide ela fala rindo, pq não tem moral nenhuma pra falar isso sem rir) esse filme... uma história dessa no Brasil teria um bando de gente em volta, conhecidos ou não do pai com o menino, tentando ajudar..."
Vou falar dos outros indicados quando souber quais são seus filmes, e que cara eles têm...
Pequena Miss Sunshine era um dos poucos que estavam na minha lista de "tenho que assistir" independente da indicação ao Oscar.
Fiquei triste porque não tinha carinho por nenhum dos indicados...
Em casa, antes do Oscar nós sempre fazemos uma maratona de cinema e uma lista de apostas. Ao lado das apostas sempre colocamos um símbolo pra indicar o grau de comprometimento com o escolhido: leu nas críticas, aposta segundo especialistas, voto do coração. Voto do coração vale mais ponto, porque é a zebra, é o vencedor pelo qual você criou um carinho especial, mas que não tem grandes chances...
Não marcarei muitos corações desta vez.
Ah é, meus comentários de cinema, como pode perceber, são pautados em anos de estudos sobre a sétima arte...



ps.: indicação de leitura: http://www.morfina.com.br/2007/escritor.asp?usuario=1&edicao=
é o mesmo site que indiquei no post abaixo, mas outro autor... ótimas dicas para a sala escura do cinema

Jan 20, 2007

Eu sempre gostei de ler sobre música e cinema. Gosto de ler tudo o que é escrito sobre os lançamentos da última meia hora.
Às vezes leio as críticas só pra discordar depois.
Tem gente muito mal humorada sendo paga pra escrever sobre o trabalho dos outros.
Na internet eu ainda estou procurando meu autores preferidos e quando encontro alguém que gosto eu "linko" ao meu blog.
Eu lia sempre duas colunas, uma saía toda segunda feira no site de uma loja de CDs. A loja fechou, o site saiu do ar e o colunista não topou minha idéia de escrever as crônicas num blog. Falou que precisava ser cobrado pra escrever, que alguém tinha que ficar falando que tava na hora de entregar... até me ofereci pro ofício, mas parece que ele estava mesmo é cansado de escrever...
A outra coluna deveria sair de quinta ou sexta, mas acabava vindo quinzenalmente, num blog que também sumiu. Bem, ainda está no ar, mas não tem nada de novo desde Outubro ou Novembro. Era uma coluna sobre música eletrônica. E eu que não entendo nada, absolutamente nada, de música eletrônica me divertia com o mau humor do colunista... Mas ele era bem didático, começava com um histórico de vários DJs e estilos (que até então confesso que não via a menor diferença... nem parava pra escutar) e depois ia contando mais...
É engraçado ler texto de quem a gente conhece, fica imaginando o tom da voz do sujeito enquanto 'tava escrevendo aquilo...
Esse era um cara pra quem eu sempre escrevia cobrando a próxima coluna (também escrevia depois comentando), não só porque ela vinha com uma seleção de músicas ilustrando o texto pra "baixar e gravar o CD e ficar ouvindo no carro no último volume banging head".
Escrevia pra ele porque me divertia com os textos mesmo. Ficava ansiosamente esperando pelo próximo. Quando a gente se encontrou pela última vez ele falou que já tinha 3 colunas prontas, só faltava postar... não sei o que aconteceu, mas das três só uma tá publicada lá... e eu fiquei passando vontade.
O outro colunista é bem mais doce, de carne e osso e de verbo. Suas crônicas eram uma viagem por vários cantos da música. Ele não escrevia sobre música, ou músicos, ou lançamentos, escrevia situações, contava causos com trilha sonora... Eram deliciosos.
Descobri que ele escrevia sentada numa mesa de bar, um amigo nosso contou, passou o endereço do site e eu fui xeretar... ele quase morreu de vergonha com todo o confete. Mas era merecido.
(será que eu convenço ele a voltar a escrever?)
Agora que fiquei órfã de colunistas fui procurar o blog de uma banda de um outro amigo meu.
Um cara que eu conheço desde o meio da faculdade, que sempre me dava um prazer enorme ler os e-mails... Agora ele escreve no blog da banda.
A descrição dele de um das músicas (10 curiosidades sobre... "Pra matar a fome") me fez entrar no site e ficar ouvindo o CD todo, ler todas as músicas e colocar link deles por tudo quanto é lado... Tá tão genial (o texto e o CD)!
O Marcello fala do baixista que toca seguindo a letra, a métrica, e que ele gosta disso porque aí ele pode seguir com a bateria assim também... adorei isso, assim eu consigo dançar!!!




(o blog do Marcello tá linkado aqui, é o Lasciva Lula; o blog do meu outro amigo não tá linkado pq não tem novidade, mas chama Blasting Bits, tem uma outra colunista daquele blog que tá linkada aqui no Morfina, a Sil Curiati, e os textos dela são bem legais também)

Jan 19, 2007

"Modern Times" está me acalmando no momento... vai facar aqui no CD Player por várias semanas...
Dilíiiiiiicia esse Dylan...
Deve ser boa trilha sonora pra sexo a noite toda... ah , se deve...

...Talvez com esse trilha sonora eu devesse usar palvras mais doces...

É, deve ser bom pra fazer amor a noite toda... o dia seguinte inteiro também... até perder a contagem do tempo... deve ser bom...

"...Beyond the horizon, behind the sun
At the end of the rainbow life has only begun
In the long hours of twilight 'neath the stardust above
Beyond the horizon it is easy to love..."
Tem gente com quem não dá pra conversar, nunca!
É bem impressionante o fenômeno, mas não aconselho participar dele se for possível fugir.
Falar com alguém que te dá as costas e só sabe falar com o corpo em movimento é um exercício quase impossível, que tô treinando, mas o desgaste é tão grande que dá muita vontade de desistir pra sempre.
É um saco na verdade.
Fala dando os ombros porque não quer ouvir outro ponto de vista, não tem disponibilidade pra repensar suas opções. Vira o corpo e sai falando, às vezes esbravejando, para o outro lado. Se o outro não ouvir? Azar! quem mandou ser surdo, não possuir uma parabólica na orelha pra captar todo sussurro ou qualquer murmurio...
Direito de resposta? Isso não existe, foi uma coisa que colocaram na tua cabeça só pra você pensar que o mundo é justo...
Esqueceu de passar na fila da educação... veio sem.

Jan 15, 2007

Cinema II
Quando pensamos em fazer um blog, a Di eu juntas, eu pensei em escrever sobre cinema, escreveria uma vez por semana só sobre os flmes vistos nos últimos tempos.
Tenho a fama de passar muitas horas dentro de salas de cinema, sem me importar com o conteúdo. Não me importo em ir sozinha nem nada... a sala escura, sem telefone tocando, cachorro latindo, família aparecendo, é uma ótima válvula de escape. Mas o dinheiro rareou e tive que mudar minha rotina cinéfila.
Agora nas férias tive tempo pra ir nas sessões com desconto e matei um pouco as saudades da sala gigante, do ar condicionado e do mundo paralelo que a projeção me transporta.
Um dos filmes que assisti nem é tão genial quanto o outro do post abaixo mas é gostosinho de ver...
Segundo meu primo, eles erraram a história que devia ficar em primeiro plano.
Concordo com ele.
Duas jovens mulheres que se conhecem num site de troca de casas para temporada. Uma podre de rica, sai de São Francisco e vai pro interior da Inglaterra na casinha pequenininha da outra. A história que toma maior parte do tempo é a rica maravilhosa fazendo palhaçada na Inglaterra com o cara lindo de morrer (Jude Law não tem comparação, tira o fôlego toda vez que aparece na tela...), a história que toca as nossas vidas patéticas é a do casal nem tão lindo assim, bem comunzinho até se conhecendo através de um roteirista aposentado.
Essa parte que deveria ficar em primeiro plano. A começar pelos diálogos sobre o cinema antigo, sobre os clássicos que deveríamos assistir (cadê porcaria da lista de filmes que ele dá pra ela, que é comentada o tempo todo, e que some? o editor esqueceu dela? cortou, foi?), depis porque o casal é muito mais provável, mais palpável, mais real... são tão ridículos quanto nós...
Ela, maluca, faz tudo pelo ex-namorado que abusa da paciência dela e não larga o osso... tá noivo de outra e continua dando esperança pra ela... aí a importância do cinema na história, as mulheres fortes, as personegens que tomam as rédeas da própria vida... Ele, coitado, enganado na cara dure pela namorada atriz e modelo...
Minha irmãzinha, quando assistiu, não entendeu porque é que todo mundo começou a chorar. Ela não se identificou no filme.
Eu chorei, chorei mesmo. Me senti péssima me identificando com figuras tão ridículas...

Jan 13, 2007

Ontem fui ao cinema. Fazia um tempo que não ia ao cinema e saía tão satisfeita... eu ia falar que fazia muuuuito tempo, mas não posso ser tão injusta.
Em Outubro assisti à "Elsa e Fred", que foi maravilhoso, que não sabia se ria ou chorava...
Mas o filme de ontem me surpreendeu.
A crítica tá falando muito dele, acho que o ator principal tá indicado pra globo de ouro e tal, mas mesmo assim eu não esperava nada tão maravilhoso.
É bonito desde o princípio.
Daquelas montagens simples... me lembrou um pouco o "homem que copiava", com os efeitos visuais trazendo o pensamento do cara pra tela, pra vc ver também... cheio de cálculos na tela.
um roteiro genial:
A personagem principal passa a ouvir a voz da narradora da história contando todos seus passos. Tudo o que ele sentia ou fazia, ela falava...
Ele sente, ela confirma que ele sentiu...
Só que ele ouve a narradora onipresente (ah é, o filme ainda vem com aula de literatura) dizer que aquele fato que acabara de ocorrer levaria à sua morte. A partir daí ele começa sua procura pela narradora, sua corrida contra a morte anunciada.
É genial.
É tocante.
Cada minuto de projeção é mais bonito que o anterior...
E tive que dar meu braço a torcer pro Will Ferrell, que sempre achei que tivesse cara de Saturday Night Live, super besteirol, e faz uma interpretação maravilhosa, daquelas que dá vontade de ir lá e pegar no colo "calma, é só um filme... já vai acabar e ficar tudo bem..."
Se não der pra ver no cinema, compre o DVD quando sair. É, compre, porque assistir uma vez só o DVD alugado não vai ter graça...
Ah é: "Mais estranho que a ficção", direção de Marc Foster (de "em busca da Terra do Nunca), escrito por Zach Helm (que parece que só tem três roteiros no currículo e nada que eu conheça), com o Will Farrell (que eu já falei), a Maggie Gyllenhaal (que fez o "Sorriso de Mona Lisa", ela era aquela aluna que tinha um caso com o professor), Dustin Hoffman, a Emma Thompson e a Queen Lattifah.

Jan 12, 2007

Eu sou ansiosa mesmo, eu sei disso.
Tá lá no meu perfil do Orkut, tá no meu perfil aqui no blog, eu não nego isso... Mas caramba, não precisa avacalhar né?
É um sofrimento enorme ficar esperando.
Por isso que me ferro sempre... não espero, tomo iniciativa, e tomo na cara...
Eita!
Hora marcada é hora marcada... é naquele dia, não em outro... "uma quarta-feira eu passo aí..." ora! Isso não existe! Quarta-feira, ou é esta, ou é a próxima, ou a outra, mas não pode ser qualquer uma, senão todas as quarta-feiras ficam comprometidas.
Não tem nada com pontualidade britânica, não sou tão exagerada assim... um quarto de hora é um atraso admissível, uma hora inteira é um bolo.
Mas é que ainda não inventaram celular, orelhão nenhum funciona, e nesse mundo que a comunicação é tão difícil, entrar em contato é uma complicação danada, avisar do atraso, ou cancelar um compromisso são missões impossíveis!
aff!
Fico emputecida... e meu estômago dói... e fico olhando pro portão a cada 3 minutos... se a cachorra vai lá pra frente eu já vou junto... será que erraram a casa?
Odeio ficar esperando!

Jan 8, 2007

Sábado, dia 6 foi aniversário de 80 anos da minha avó.

Foi por isso que voltei mais cedo da Bahia.
Compareceram cerca de 200 dos amigos mais íntimos da família... hahaha
É, minha vó é assim, todo mundo vira amigo de infância dela, todos viram parte da família.
Na hora de fazer a lista de convidados ela se esqueceu de um monte de gente e depois ficou pensando por que é que não convidou, cheia de culpa... ainda bem que não convidou mais gente, não ia caber no salão...
Eu não queria a festa naquele salão, é horroroso, e pra mim era inconcebível fazer a festa de aniversário no mesmo lugar que foi o velório do vô, mas não teve jeito de convencê-la disso.
A vó vinha com o discurso: "o que importa são as pessoas, não o lugar!"
ah!!!! como assim??? eu estudei 6 anos à toa? o que eu faço da vida não tem importância nenhuma??? Socorro!!! Quebramos o maior pau!!!!
Desenhei a decoração supereconômica da festa junto com a Mila(que fez as cortinas) e a Corina(que fez as flores).
Difícil programar um lugar sem ter certeza de quantas pessoas eram convidadas... "ah, dei um convite praquela família que tem aquelas meninas que estão sempre de trancinhas..." "ah, ontem falei com minha amiga de não sei onde, que faz um tempão que não vejo, acho que ela vem também... com os netos..." ok, mais mesas...
Colocar mais mesa e mais cadeira até que dava, era só apertar um pouquinho, mas faltaram arranjos e centros de mesa... azar... Não parava mais de chegar gente, o salão cheio.
Desmontamos a mesa dos presentes e dos livros pro pessoal poder sentar... mesa de apoio pras netas-garçonetes pra quê? E eu com o braço arrebentado. A idiota da abelha que me picou na sexta fez o maior estrago. Muita dor, braço inchado... terminei a festa com uma tipóia de centro de mesa... linda!!!
A apresentação que as filhas prepararam, com direito a teatro de bonecos, pescaria e powerpoint fez o maior sucesso e arrancou gargalhadas de todos. Agora no almoço a vó tava contando vantagem que já recebeu montes de telefonemas elogiando a festa e a família dela.

Pronta pra festa de 90 anos!!!

e o bolo tava booooommmm

Jan 5, 2007

lembranças de viagem

hiiiiiiiiii nem deu pra fazer diário de bordo não.
Uma canseira danada no final de cada dia. E nem um minuto parada com o caderninho pra escrever...
Comecei a escrever na sexta feira, quando cheguei e baixei as fotos da máquina, mas fui interrompida por um acidente de percurso de uma abelha - a idiota resolveu picar meu braço e quase fui parar no hospital por culpa dela, mas eu fiquei vendo ela agonizar sem o ferrão... (gargalhada malígna)...
Depois teve a festa...
Os relatos a seguir terão falhas de memória e interpretação dos fatos:

Salvador
26 de Dezembro de 2006, 1 e pouco da madrugada

Fomos pra Salvador no dia de Natal, sem grandes problemas no aeroporto, apenas uma atraso de 40 minutos depois do embarque antes da decolagem. Nada mal pra uma semana em que as pessoas perderam festas de Natal e casamentos nas filas dos aeroportos.

Nosso destino era o Albergue do Porto (recomendo!!! muito bom!!!).

Visão deliciosa ao chegar pra fazer o check-in: surfista descamisado, com enormes dreads queimados de sol, mulato, falando em inglês com sotaque californiano ao telefone. Lindo, lindo, lindo... "Oba!!! É aqui mesmo que eu queria ficar!!!" hahaha

Problemas com a nossa reserva ou com as sinapses no cérebro do atendente da madrugada. Nosso quarto não existia, passaríamos a noite em outro. Sem problemas.

Pela manhã fomos transferidas pro nosso quarto de verdade, que era bem maior, mais ventilado e com mais gente pra conhecer.

Lição número 1: é muito melhor ficar em albergue quando se quer fazer novos amigos. Bons amigos em Salavador, que reencontramos em outras paradas e reencontraremos outras vezes ainda... Muito gringo.

Australianos aos montes, uma sueca, dois suíços, depois chegou mais um casal suiço, um dinamarquês, um inglês, uma colombiana, uma francesa, um amaericano, alguns brasileiros de São Paulo... pratiquei meu inglês, que ficava mais fluente a cada cerveja... Ir ao Pelourinho à noite com 15 gringos é uma visão do inferno, ninguém merece!!!

Na noite anterior à nossa partida o albergue ofereceu um jantar especial regional, moqueca de arraia, vatapá, feijão de qq coisa e arroz delicioso. Nós oferemos caipirinhas variadas, compramos umas frutas estranhas no supermercado na frente do albergue misturamos tudo com uma cachacinha e adoçante (hehehe, pior é que foi mesmo...) e oferecemos a todos.


Lençóis (BA)
29 de Dezembro, 4 e pouco da madrugada

Chegamos depois de 5 horas e meia de viagem num busão geladésimo. Alguém me explica pra que um ar condicionado tão gelado de madrugada???
Já invadimos a casa da Di (que deixou a chave conosco e só chegaria no final da tarde), mudamos as coisas de lugar, tomamos posse mesmo!!! abusadíssimas!!!
Acordamos tranquilas e fomos procurar um café da manhã (tinha um pão de queijo congelado à nossa disposição, mas deu uma preguiça de assar pão logo cedo...
O tempo na Bahia é mais longo que em São Paulo, algo como 1 pra 10 (um minuto baiano equivale a 10 minutos paulistas). Café da manhã na Dona Joaninha (delicioso, se estiver com tempo para um brunch) levou 2 horas. 40 minutos pra servir o suco, mais um pouco pra vir o café e as frutas... o pãozinho então...
Encontramos amigas que fizemos em Salvador e fomos juntas pruma cachoeira, uma dessas que juraram pra gente que era pertinho e que não ficaríamos muito cansadas. A trilha do Serrano, que ainda tinha a Cachoeirinha, a Primavera e o Halley...
No começo da noite a Di chegou, e a Raquel e o Júlio chegaram logo depois (tem link do blog deles aqui na página).
Eles estão fazendo uma viagem de fusca pela América Latina, param nos pousos onde são convidados, conhecendo as casas das pessoas. Nós nos conhecemos dos tempos de movimento estudantil, de algum canto do Brasil que não era a casa de nenhum de nós... uma delícia reencontrá-los nessa aventura.
A noite ainda estava tensa... Coisa de irmãs, sabe, que ficam muito tempo sem se ver e precisam se estapear uma pouco, bater boca, chorar juntas pra poder tomar uma cerveja e ficar tudo bem depois? Saudade mesmo... distância que mudou os meios de comunicação e não nos adaptamos bem a eles, faltaram os olhos dizendo a verdade... nossa leitura de movimento, de tom de voz, que não existe pelo MSN
...(filha da **** duma abelha acabou de me picar no braço, pausa no post pq tá doendo muito e vai inchar)...
Mas no fim (na verdade não foi no fim, pq tinha que ser no começo, senão não ia dar certo) as coisas se acertaram, entraram nos eixos, porque a gente se ama demais pra deixar quieto qualquer incômodo. (Meninas, amos vocês demais, queridas sócias)
Fizemos uma trilha sob chuva, com duas paradas, coincidentemente a chuva parou nas paradas também. Ribeirão de Cima era frio que só, mas lindo e o sol resolveu aparecer para aquecer nosso caminho até o Ribeirão do Meio.
Balada boa, lembrava o piscinão de Ramos. hahaha O retorno foi debaixo de chuva torrencial, que acabou junto com a trilha, foi só chegar na rua pavimentada.
À noite, depois de beber bastante (afinal, garrafa de cerveja a 2 reais não se encontra em qualquer lugar) fomos conhecer o famoso "Inferninho", o melhor lugar para dançar em Lençóis. Seleção musical de primeira qualidade... lembrei muito daqui do escritório... montes de downloads de MP3 de todo tipo, só ligar o media player e apertar o shufle... hahaha
Samba rock seguido de eletrônica, um pagode, um funk, eletrônica, rock'n'roll, pagode, forró... delícia!!!
Lição número 2: Tapioca é ótima pra curar ressaca.
Passeiozinho light pra guardar energia pra noite de reveillon. Divididas entre duas festas na cidade, uma com uma banda pop e uma de reggae numa praça superfamília e a outra na frente dum bar, fechando a rua com uma tenda de lycra vermelha e DJ tocando uma rock'n'roll delícia... mensagens importantes que ficaram gravadas na caixa de saída do celular: "Happy new year, sis!!! Pó de pirlimpimpim, tenda d lycra vermelha e rock'n'roll" (ela só entendeu quando mostrei as fotos) mas respondeu "Feliz ano novo, banho de rosas, poção do amor e pumpkin pie" "moreno, dread, piercing, instrutor biligue de escalada..." (ela recebeu horas mais tarde)
Ótima passagem de ano!!! Se 2007 continuar assim, pra mim tá bom demais!!!
Dia 1° só ressaquinha e banho de cachoeira pra despedir de Lençóis...

E coração apertaaaaado na rodoviária...

Morro de São Paulo
2 de Janeiro, 11 e pouco da manhã, chuva!
Pousadinha bacana e muito ócio!!! Só praia, nada de passeios culturais, ver farol, forte, construção de não sei o quê... só praia... nem compras (e olha que tinha cada lojinha bonitiiiiiinha). Seríssimos problemas financeiros. Todos os tipos de problemas possíveis... Desde esquecimento da senha do cartão, até falta de dinheiro no caixa, passando por cheque que não caiu e sistema fora do ar... Só dava pra comer na "Tia Dadai" que tinha cerveja mais barata, PF que dava pras três e aceitava cartão de crédito. Mas a caipirinha na praia à noite ficava comprometida. A feira de Caipirinhas de Morro de São Paulo é uma loucura: "tia, que que é essa fruta aqui? posso experimentar? hummm, boa, quero uma caipirinha dessa também..." tomei uma de cacau, dentro do cacau... ótima!!! Um azedinho no fundo. Mas tomei com Ypioca, que esse história de vodka me causa amnésia. Na manhã seguinte, quando estávamos indo pra praia trombamos com Thiago, um dos amigos de Salvador que tentamos convencer a ir pra Lençóis conosco (até oferecemos a casa da Dê, na maior cara de pau), tinha abandonado o tal do Universo Paralelo que ele tava e resolveu nos encontrar em Morro. Acabou ficando com a minha vaga na pousada, que era bem mais barata que a dele. Voltei pra Salvador no final da tarde no catamarã. Não use o catamarã a não ser que goste muuuuuito de montanha russa e maresia. Horrível!!! Logo no primeiro minuto de viagem comecei a passar mal "mooooça, tem um dramin?" "tó, dramin, um saquinho e guardanapos" É, ela sabe do negócio, não ia ter como fugir... nenhuma daquelas respirações que aprendi na Ioga adiantaram... duas horas e 4 saquinhos plásticos depois aportamos em Salvador.
Graças à Deus, terra firme!!! "quer um taxi pro aeroporto?" "queeeero..." "moça, tem um ônibus com ar que sai daqui de pertinho e vai direto..." "eu não aguento mais carregar essa mala...(chorando)" "pode deixar que eu levo pra você... vá de taxi mesmo"
Céus!!! 'Tava verde...
Passando mal no avião também...
puta sacanagem, diga-se de passagem... na ida pra Salvador tinha Raquel de um lado e um senhor roncando do outro, desta vez estava com dois morenos gatinhos, encaracolados e sujinhos, sob encomenda. E eu passando tão mal que não podia falar uma palavra sem um "ai" na frente. Puta merda!!!
Podre!!!
Meus restos só chegaram em Campinas na sexta à tarde de carona com um amigo da Mila que me resgatou na casa do meu pai...