Mar 11, 2007
Depois de 4 meses de regime tô chegando ao mesmo peso que tinha aos 14 anos.
Só pra não ficarem preocupados com anorexias, bulimias e outros disturbios alimentares, eu nunca fui magriiiiinha, nunca cheguei nem perto de "pele e osso", com 14 anos eu tinha bastante carne em volta dos ossos. O problema foi que colegial e faculdade aumentaram a quantidade de matéria entre a pele e o osso.
A diferença principal é que a carne era mais nova, mais durinha e praticava esportes. Não tinha o volume de cerveja acumulado na barriga e isso faz muita diferença à silueta atual.
O peito também não balangava tanto, mas o gingado de hoje é mais mais gostoso, acompanha a dança, o movimento, tem mais expressividade...
O quadril tá mais largo, a cintura mais fina, o tronco parece mais comprido, o rosto também tá diferente, tem uns ossos que sempre ficaram escondidos pelas buchechas que agora se mostram (volto: não é magreza mórbida, é só envelhecimento mesmo).
Gosto bem mais de mim agora do que de mim de antes.
Acho o espelho bem menos crítico com as celulites, com os vasinhos, com as estrias, com os dias de inchaço antes da menstruação. Os "bad hair days" já não são mais tão desgastantes quanto antes, e qualquer produto, um pente ou uma ducha já resolvem o problema que antes era motivo de mal humor e choro por horas.
Ainda não uso cremes anti-rugas, até porque, só faltava! Enquanto me pedirem RG e duvidarem que eu já terminei o colegial, não vou usar anti envelhecimento nenhum. Creminhos hidratantes, muita água e limpar a maquiagem não fazem mal a ninguém, certo?
Sem neuras, que tá cedo pra isso.
Feb 27, 2007
Tem um projeto de lei que tava acompanhando por que gostei muito quando li a proposta. Na verdade só agora que descobri que ele também tinha sido apresentado na Assembléia Legislativa do Estado, tava triste que a medida era só pra cidade de São Paulo...
Foi apresentado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado estadual Simão Pedro o Projeto de Lei 216 de 2004 que tornaria obrigatória a instalação de bebedouros de água potável nas danceterias e casas noturnas do Estado de São Paulo.
Levante a mão quem nunca preferiu comprar uma outra lata de cerveja na hora da sede quando viu que o preço da água era o mesmo da cerveja?
Bom demais o projeto, não? Simplesinho de tudo...
Seria bom demais, se nosso querido governador não tivesse vetado.
Vetou por que mesmo? Porque instalar bebedouros vai CONTRA a política nacional de drogas, é mole? Anta!
Sugiro a leitura do texto completo do veto na página da Soninha, que fez a proposta na câmara de vereadores de São Paulo em Setembro de 2005, e da coluna do Gravataí Merengue que pelo menos ri da situação ridícula.
É pra ficar muito puta da vida com tamanha patetada do governador. Affe!
Feb 26, 2007
Perdi feio no bolão de apostas...
Filme: Babel, perdi, quem venceu foi "Os infiltrados"
Diretor: Alejandro Gonzáles, perdi também, quem levou foi o Martim Scorsese
Ator: Will Smith, esse tinha coraçãozinho do lado, porque eu sabia que não ia levar. Como previsto Forest Whitaker ficou com a estatueta
Ator Coadjuvante: Eddie Murphy, que tava super bem, todo mundo achando que ia ganhar... quem ganhou foi Alan Arkin, de Pequena Miss Sunshine, que eu ainda não consegui assistir.
Atriz: Helen Mirren. Aha! Só eu acertei essa em casa! Pontos pra mim!
Atriz Coadjuvante: Jennifer Hudson. Mais pontos pra mim! Mas a Li roubou, mudou o voto (antes da premiação, mas mudou) e também pontuou.
Animação: A Casa Monstro... caramba, mesmo pessoal da Viagem de Chiriro, achei mesmo que fosse ganhar... Happy Feet teve mais votos...
Roteiro Original: A Pequena Miss Sunshine. Tá, todo mundo votou nesse, nem vale tanto assim o ponto.
Roteiro Adaptado: Pecados Íntimos com coraçãozinho ao lado... Os Infiltrados mais uma vez
Filme Estrangeiro:Dias de Glória. Voto completamente às cegas, não tinha assistido a nenhum deles e achei que seria legal torcer por um filme Argelino. Perdi! The Lives of Others, filme alemão levou o prêmio.
Documentário Curta Metragem: Recycled Life... gostei do título... minha mãe gostou do título que tinha mais sangue no meio The Blood of Yingzhou District e pontuou.
Maquiagem: Click. perdi. O Labirinto do Fauno ganhou.
Direção de arte: Piratas do Caribe, claro! É... ponto pro Labirinto do Fauno...
Fotografia: Dália Negra! Caramba, a fotografia foi tão comentada... Labirinto do Fauno mais uma vez
Edição: Babel. Errado! Scorsese mais uma vez com Os Infiltrados.
Figurino: Dreamgirls com aqueles vestidos brilhantes de sereias... Maria Antonieta levou... aff, filmes de época!!! (eu sei que é Sofia Coppola, mas e daí?!)
Trilha Sonora: Babel. Ahá! mais um ponto pra mim...
Canção: Listen. Puxa vida... 3 indicações de canção e nada de prêmio? E aí ganha o prêmio o documentário??? muito estranho, muito estranho...
Som: Piratas do Caribe!!! Pô, segundo filme da trilogia sendo indicado? Vai ganhar, claro!!! ou não! As Dreamgirls levaram.
Edição de som: (confesso que sempre me confundo... quer dizer, não tenho a menor idéia de como diferenciar uma coisa da outra na hora de votar, mas quando veja na cerimônia o nome correto e completo sem tradução bato a mão na testa "putz") A Conquista da Honra! Claro que filme de guerra tem que ganhar... ganhou, o outro, do mesmo diretor e mesma equipe, mas o que eu não tinha votado.
Efeitos visuais: Piratas do Caribe, com coraçãzinho "Ó-B-E-V-E-O"!!!! Iei, mais um pontinho valendo por dois!!!
Documentário de longa metragem: Uma Verdade Inconveniente. Mais um ponto!
Curta: Helmer & Son, chute mesmo, sem a menor idéia do que se tratava... muito arrependimento quando vi os traileres, teria votado em West Bank Story, que ganhou.
Animação de curta metragem: foi o melhor prêmio da noite: na hora da votação, não conhecia nada e escolhi o com o nome mais bonito "Danish Poet". A Li tirou um sarro danado da minha cara e não quiz mudar meu voto quando descobri que "No time for Nuts" era dum brasileiro, e pô, tem que torcer pelos brasileiros, mesmo os pagos em dólares. Quem que ganhou? hein, hein? "Danish Poet"!!! Glória!!! Muito bom ganhar da Li quando ela se fode assim... hahaha
Saldo da noite: 7 pontos, sendo um com coração e outro com sabor de vingança.
Feb 25, 2007
E esse comentário agora é porquê?
Pela dor.
Pela transformação de mágoa em perdão.
Difícil né?
Mágoa cultivada por 6 anos, nascida de dor, de mentira, de abandono, infidelidade... Mágoa que corroía.
É difícil ter mágoa tão grande, ter dentro do peito uma tristeza tão grande por uma lembrança, não se capaz de sentir carinho por nenhum dos momentos vividos juntos, como se todos eles tivessem sido encenados, como se todos eles fossem mentira. E ela nasce de dor e cresce, cresce muito. Parece que não há alternativa a não ser a distância e as tentativas inúteis de apagar a memória.
Nada tão drástico como "brilho eterno de uma mente sem lembrança", porque dor serve também pra que se evite novos relacionamentos com o mesmo perfil.
Como é que se tranforma mágoa em perdão?
Também não é fácil.
São necessários amigos muito queridos te apoiando e exigindo a tua presença. É necessária uma dose extra de coragem, chá de camomila, um piscadinha com um sorriso pra foto, imaginar todas as piores variáveis da situação e pesar se é suportável ou não.
É o primeiro passo.
Conseguir estar no mesmo espaço físico e na mesma roda do causador de tal mágoa, ser capaz de cumprimentar sem ofensas também ajuda.
Devolver uma coisa importante que estava com você. A única cópia existente do CD que ele gravou, aquela com a composição que ele fez pra você na separação. Único ítem sobrevivente do ataque de fúria onde todas as cartas foram queimadas, todas as fitas gravadas foram destruídas.
Última lembrança de carinho e dor, porque a música faz chorar, mas é linda e merecia virar um grande sucesso...
Reencontro que já se inicia com lágrimas... mas não são mais lágrimas magoadas, já são mais brandas.
Mas a transformação ocorre dentro do peito em duas horas de choro compulsivo abraçados depois de um pedido de desculpas.
Pela primeira vez um pedido de desculpas verdadeiro, realmente arrependido, consciente de todas a dor que causou. Pedido de perdão que vem no olhar e na batida do coração, não só nas palavras, que um dia foram tão vazias e sabe-se que não terão tanto peso.
E os amigos preocupados em volta, olhando, cuidando, prontos pra interferir se necessário fosse. Queridos amigos... agora eu tô bem...
Seis anos de mágoa guardados, seis anos de choro abafado que puderam sair definitivamente do peito, soluços, gritos, rios de lágrimas... eu só precisava chorar.
Precisava ficar leve. Precisava tirar aquela dor antes que virasse tumor.
Agora eu tô tranquila, a mágoa virou perdão, e perdão é mais quente e gostoso de sentir do que ódio, ou mágoa.
Mas eu aceito abraços dos amigos queridos que eu amo demais... e obrigada por insistirem na minha presença no show (mesmo que não tenha tido tempo de falar... :P)
Feb 20, 2007
Eu me encaixo naquele bloco de pessoas que não suportam mulata sambando na TV 24 horas por dia, que não torcem por nehuma escola de samba, que tem tremedeira só de pensar em assistir a desfile.
Eu tampo o ouvido com o travesseiro pra não ouvir o infeliz do trio elétrico na avenida perto de casa.
Ala-la-ô o cacete!
Eu não aguento mais confete e serpentina grudando na sola do meu sapato.
Pior é que eu já assisti a todos os flmes que estão em cartaz (menos àqueles que eu não iria de jeito nenhum), ou seja, fugir pra sala escura com ar condicionado está fora de cogitação, mesmo com os descontos desta semana.
Tentei a piscina daqui de casa. Aproveitar um pouco do solzinho que deu as caras... protetor solar e um pouco de rock'n'roll... meditando tranquila, vivendo de luz, pensando em nada... até que começa a festa lá na vila!
E minha cabeça dói...
Meu fígado dói tambem. Não aguento mais cerveja, eu quero chá verde!
No último carnaval é que fui feliz... Gonçálves, ah que delícia... só montanhas e siriemas. Botei minhas leituras em dia, respirei ar puro, cozinhei... nada de batuques.
Tava lembrando de carnavais passados, quando acampávamos. Amigos queridos, macarrão feito na churrasqueira do clube, piscina, a rádio tocando a mesma seleção do rock'n'roll pelos 4 dias (colocaram a fita no repeat e sairam pra sambar), a chuva que inundou umas barracas, o vento que levou as outras e a gente amontoado na única que ficou inteira.
Mas já vai acabar... já vai acabar... falta pouco... eu tenho fé que vou sobreviver mais um dia!
Feb 14, 2007
Já tinha lido antes, no colegial pra alguma prova de literatura, ontem li antes de dormir, sem preocupações com interpretações de texto, com análises mais profundas de literatura, estilo e tal, só li por prazer.
Mamãe ganhou há um tempo um livro com os 100 melhores contos brasileiros (não lembro se são do século passado ou desde sempre), e eu deixo o livro na cabeceira da cama. Toda noite abro numa página aleatória e leio quem sair. Ontem veio Graciliano com a Baleia.
Claro que chorei de novo no final... adoro a Baleia... ela é tão feia e tão linda.
Quando reli o conto descobri de onde vinha a sensação de que já conhecia a Jurema quando nos encontramos pela primeira vez.
A Li e eu fomos buscar a Juju na casa de uma família que estava doando toda a ninhada. A belíssima boxer deles se apaixonou por um bofe que passava na rua e teve uma ninhada enorme sem valor comercial. A Juju era uma das últimas que restavam lá. Isso foi logo depois que minha outra achorra morreu repentinamente.
Ela era tão feia, com aquele maxilar proeminente característico dos boxeres e focinho fino por parte de pai, osa caninos inferiores à mostra fazendo o lábio superior subir, o focinho preto, corpo castanho, peito e patas brancas. Mamãe, quando viu, começou a rir " ela muito feia..." e ria mais. Foi paixão à primeira vista. Eu tinha certeza de que já no conhecíamos.
Ontem, no conto, descobri de onde conhecia Juju: ela é a Baleia na minha imaginação.
Nem adianta tentar me lembrar que a Baleia estava toda cheia de bicheiras, sem pelo, magra de desnutrição; eu imagino a Baleia sempre jovem, saltitante e cheia de vida, do mesmo jeto que ela se sentia. Como no teatro, que mulher é homem, homem é mulher, velho é criança, não importa o corpo do ator, importa a personagem.
Imagino a Juju caçando os preás, feliz como a Baleia, e depois ela traria orglhosa a sua caça pra mim. Com toda a sua magreza, suas costelas aparecendo e suas técnicas de caça desenvolvidas em conjunto com sua grande companheira Carmina.
A Juju tem aquele mesmo olhar de que se acha gente, parte da família. Cumprimenta educadamente todos os convidados da casa. Dá a pata, uma lambida na mão do visitante e um cheiro "Seja bem vindo à minha humilde casa".
Feb 11, 2007
Ontem fui pela primeira vez à hípica. Morando em Campinas há 17 anos, nunca tinha pisado na Sociedade Hípica de Campineira, é mole?
É quase engraçado.
Me perguntaram se não tinha ido a nenhuma formatura, baile de debutante, casamento... não, nada dessas coisas. Uma vez fui na Hípica de Barão, mas ela não é tão chiquetésima quanto a de Campinas.
Tô falando isso porque agora vou começa a falar mal. Não da instituição, que é muito da bem cuidada (exceto o bar...), bonita e tal, mas dos frequentadores.
Vou começar elogiando os bronzeados. Que gente bonita, malhada, bem bronzeada. Não têm essas marcas como eu, a manga da camiseta, o braço esquerdo mais escuro que o direito, ombros e braços mais escuros que o resto do corpo, nada disso. As meninas são lindas, todas. Algumas com pinta de distúrbios alimentares, ossos da bacia aparecendo e tudo (eu nem tenho esses osso, acho, pelo menos nunca vi... tem uma camada boa de carne aqui no quadril, sabe?). Devem ficar bem em qualquer roupa que vestirem. Andam de biquini e sandália de salto na beira da piscina. É ótimo, não sei porque não pensei nisso antes: as pernas parecem mais longas e ficam mais durinhas, a bunda fica mais empinada pela lordose, que também empina o peito pra frente... e eu de havaianas verdes e velhas... que falta de classe! (secando o veneno escorrendo aqui no canto da boca, senão mancha a pele)... Os chapéus e o óculos escuros enormes, a os olhos fitando sempre acima da linha do horizonte. Inabaláveis.
Agora os meninos, ah os meninos.. todos malhados, músculos tratados por tardes de academia, pele bem cuidada pelo sol, que queima com carinho e tinge dos mais diversos tons de castanho... Cabeleiras cuidosamente esculpidas por pastas, mousses, cremes e secadores. Corpos tatuados (um pouco de descaso com seus desenhos, que mereciam um fator de proteção solar um pouquinho mais forte). Rodinhas de moços medindo os esforços feitos durante a semana, caras de malandros, poderosos, rindo e medindo todas à sua volta.
Mas o mais legal são as babás.
Mamãe e papai tranquilamente sentados à mesa do clube, tomando sua cervejinha, comendo sua porção de cenoura, tomando sol e conversando com outros papais e mamães e curtindo seu sabadão, enquanto as crianças podem brincar tranquilamente com a zelosa babá uniformizada que as acompanha... toda aquela turma de criancinhas lindinhas, com seus amiguinhos lindinhos e as babás lindinhas e uniformizadas em volta... Parece novela das oito, só faltava a Regina Duarte na cena!
Teve também concurso de fantasias da criançada em uma pré matinê(?) de carnaval.
Antes da parte maldosa eu tenho que comentar as fofurinhas... Não tem jeito...uma criançada que dava vontade de morder a buchecha. Como não achar a coisa mais linda uma menininha gordinha de menos de 1 ano, no colo do pai, com roupinha toda cor de rosa e asinhas de tule e lantejoulas? E daí que ela não tá se divertinhdo! Tá tão fofa, tão fotogênica...
Fiquei pensando que se fosse eu, quando pequena, num desses bailes ficaria traumatizada para o resto da vida... eu e minhas irmãs provavelmente seríamos as únicas com fantasias home made. Nos divertiríamos por semanas preparando tudo, inventando o tema, procurando panos entre as coisas do meu pai, cortando, costurando, pregando lantejoulas, testando maquiagens e treinando para o desfile. Quando chegássemos na festa veríamos todas as crianças com suas fantasias de super heróis e princesas industrializadas, Alladins, Incríveis, Minnie Mouses, fadinhas, sereias, todas compradas ou alugadas, com bons acabamentos, com barra, sem erros de costura...
Tá certo, exagerei um pouco no trauma... não ficaríamos traumatizadas, talvez só um pouco deslocadas. E depois falaríamos mal de todo mundo.
Era mais divertido do nosso jeito. Durava mais tempo.
Feb 7, 2007
Coloquei Dylan pra tocar... tô tentando escrever antes que vomite. Não sei se vai dar certo.
É sempre assim, notícias que atrapalham meu estômago...
Preciso responder a uma mensagem e não sei se sou capaz, nem sei se devo.
Responder a verdade não vai dar certo. Decididamente não é uma boa idéia.
Vou parecer meio desesperada, vou ter que questionar sobre coisas que talvez não queira saber a resposta. Posso responder assim: "A vida tá tranquila, profissionalmente vai bem, melhorando a cada dia... A família tá bem, quase recomposta. Consegui emagrecer um pouco. Tô escrevendo um blog, legal, né? O pessoal que lê pelo menos se diverte com as minhas neuras... agora só falta um amor ao lado... mas ouvi dizer que você faz planos de casar... não gostei da notícia"
Outra versão da resposta seria "não, nada bem! nem um pouco bem! Tô passando mal desde que soube que você faz planos de casar no próximo ano... não, não estou bem... até estava, antes de saber disso, mas agora não estou não. Só sinto saudades e um aperto no coração que começa a doer meu braço. Não, não foi por isso que percebi que sentia falta tua, sinto isso todo dia desde que você pediu pra me afastar... Só que agora o pouquinho de esperança que me acompanhava tá dando espaço pra essa dor no estômago. Inconformada mesmo. Não acho possível que você, justo você, fique com alguém que te controla, que invade teu e-mail, que xereta as ligações do teu celular, que grita com você, xinga (é, eu lembro da cena, eu lembro do som da voz dela gritando obcenidades, te chamando por nomes que você nunca deveria ouvir, muito menos de alguém tentando te chamar de volta... eu lembro)... Não acredito nisso. Não acredito que você voltou pra ela depois daquilo. Cadê tua auto-estima, querido? O que fizeram com ela? Não te falaram todos os dias que você é lindo, que teu beijo é o melhor jeito de acordar... Não acredite em frases como ninguém vai te amar mais do que eu, ela é sempre uma mentira, não acredite em ameaças de suicídio... ninguém se mata sem o outro por perto, pode sofrer bastante, emagrecer vários quilos vomitando e sem comer, mas morrer, ninguém morre. Sem contar que é dum egoísmo do c... e a tua vontade? e a tua possibilidade de amar mais, melhor, mais tranquilo? essa é totalmente ignorada. Hoje eu acho que errei em me afastar tanto tempo, mas eu sei que minha presença cria tumultos por aí e não queria criar tumultos pra você. Não queria te ver triste no meio de brigas mais uma vez. Mas talvez eu quebre a minha promessa de me afastar. Eu tô precisando te ver. Tô querendo te abraçar. Queria uma daqueles abraços gostosos que nossos corpos se fundem e que o tempo anda num ritmo tão mais lento e tão mais rápido. Eu quero amor à luz de velas, sempre... eu sinto tua falta... quero você, meu parceiro, construindo sonhos novos, criando filhos, mimando netos, quero você ao meu lado. Desejo. Mas hoje estou triste, porque tua companhia parece tão mais longe..."
Eu responderia assim se tivesse coragem pra isso.
E a pergunta é um simple "como está, mocinha?"
Como pode ser tão complicado respondê-la?
Poderia mentir, contar as maiores barbaridades, daquelas que de tão difíceis de acreditar podem muito bem ser verdade.
Talvez eu só responda "tô bem, tô bem. Beijos"
Feb 6, 2007
- humrrum...
- Então vou lá e já volto.
...
- Não tinha, mas tem em outra loja. Quer ir comigo? Vista uma blusa.
- Humrrum...
...
- Tem que ser cortador, não pode ser aparador, a mulher da Luisa falou que tem que ser cortador, o outro é só para as beiradas...
- Mas é isso mesmo que não consigo fazer com o grande que tem em casa.
- Mas tem que ser cortador.
- Cortador só tem desse trambolhudo aqui, pesado, igualzinho ao que a gente tem em casa, só que novo...
- Não tem um vendedor pra explicar?
-Ó um passando ali...
-A moça da Luisa me disse que tem que ser cortador, não aparador... você tem deste aqui, só que cortador?
- Desse só com fio de "nylon"...
- Mas... ele corta grama? O que você acha desse?
- É pra gramados baixinhos, sem muito mato... ele não corta mato alto... quer dizer, até corta, mas tem que passar várias vezes, primeiro nas pontas e vai descendo...
-Vixi... gramado sem mato é? vixi... Pega aí, olha como ele é levinho...
- Mas você não prefere o outro, de 500? Não é mais forte?
- É mais forte, mas mais pesado... quem é que vai cortar a grama afinal? leva o mais fraco, mais leve e mais barato.
...
- O senhor se importa se eu - uma velhinha de 80 anos - pagar minha conta antes de você, um moço cheio de saúde na fila preferencial?
- Claro, tudo bem... mas eu sou doador de sangue... olha só minha carteirinha! Eu doo sangue todo ano...
(eu não, porque minha pele está pintada e o hemocentro acha perigoso...)
...
-Ué, não tá abrindo...
abre porta, desce do carro, abre portão, abre casa - Vó, não adianta, tá sem luz -
aperta botão, aperta botão mais forte, troca o controle, aperta mais uma vez
-Vó, não adianta, a rua tá sem luz, vou estacionar aqui na frente...
-Lau, acho que tá sem luz... por que não estaciona aí na frente?
Feb 2, 2007
A ida ao cinema aqui em casa é uma negociação, não só pelo filme, pela sala de cinema, qual horário, que caminho fazer, que carro usar, mas uma negociação de bom comportamento por um par de dias...
Par mesmo, dois! É o máximo que conseguimos.
É um agrado com com segundas intensões.
Talvez não seja má intensão, mas não é nada declarada.
O agrado da ida ao cinema diminui o número de reclamações pela falta de visitas no café da manhã, pelas ausências no almoço, pelos chás da tarde perdidos.
São 10 minutos de carro, meia hora de café e pão de queijo, mais a fila do ingresso, o tempo dentro da sala de cinema, talvez mais um café ou um sorvete (isso depende do horário da sessão), e os 10 minutos da volta. Ou seja, muitas horas de companhia, certo?
Isso compra o bom comportamento, um pouco de bom humor, uns carinhos durante a semana e até a aceitação de um pedido descarado para se ausentar no final de semana para que pudesse acontecer uma festa em casa.
Viu só como o cinema é importante na vida das pessoas?
O fime foi Babel.
Pronto, já tenho um filme querido concorrente ao Oscar.
Babel está concorrendo para melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante, melhor atriz coadjuvante mais uma vez (filmes sem atores principais... que nem Friends, quando concorria nos prêmios da TV americana), melhor roteiro original, melhor montagem e melhor trilha sonora original, tá bom né?
Direção de Alejandro González Iñárritu, aquele mesmo de 21 Gramas, filme genial também, que o cara emagrece 21 gramas quando morre, o peso da alma dele... (isso, era só isso o filme...).
Babel também tem sua história contada de forma não linear. Pronto, lá vou eu com meus jeitos de lembrar das coisas... Babel é contada como se diretor fosse contando pra gente uma história do mesmo jeito que ele a descobriu, parte por parte, como se tivesse ouvido de terceiros e estivesse passando pra frente na mesma ordem, só no final que dá pra colocar todos os acontecimentos numa linha de tempo e espaço como nas aulas de história na escola e entender todos os envolvimentos.
Bem legal a montagem, bem legal!
O roteiro também me parece novo, pelo menos assim todo junto. Mexicanos ilegais na fronteira eu já vi; casais viajando pra superar crise também; meninos brincando e causando acidentes sérios também não é novidade (o incidente internacional de ameaça terrorista é uma bela duma cotucada... isso é novo. A intervenção das relações internacionais atrasando um resgate de uma ambulância... o cara só queria uma ambulância, "deixa pra pegar os culpados depois, primeiro salva minha esposa!") ; adolescentes fazendo bobagem, tem todo o tempo... tudo isso junto e ligado, cheio de problemas de comunicação pelo mundo todo já muda um pouco... O núcleo San Diego-Mexico se liga ao núcleo Marrocos, que se liga a outro núcleo Marrocos; Marrocos se liga a Tóquio, num tráfico de armas que não é traáfico de armas.
A babá ilegal com um casal de crianças loirinhas, o casal em crise matrimonial tirando férias pra tentar retomar a relação perdida, a família de criadores de cabras com dois meninos adolescentes, turistas preconceituosos e incapazes de solidariedade com uma companheira ferida, uma adolescente surda (adoro as cenas dela se habituando aos espaços diferentes, a balada cheia de luz e sem som, como pegar o rítmo nequele espaço...) - órfã de mãe - com sua turma experimentando tudo o que é oferecido a eles, uma investigação policial, uma festa de casamento, uma travessia de fronteira, resgates de helicóptero... Tem bastante coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Adriana Barraza é a babá mexicana que atravessa a fronteira México-EUA com as crianças loirinhas que cuida para ir à festa de casamento do filho... idéia de jirico! Não que tivesse outra alternativa, mas... putz, que agonia, que angústia saber desde de o princípio que aquela idéia não pode dar certo... Mas ela está maravilhosa nessa atuação. A outra concorrente é a japonesa Rinko Kikuchi, a menina surda cheia de crises adolescentes agravadas pela surdez e pelo suicídio da mãe. A atuação dela é impressioante, fui procurar a bibiografia dela pra ter certeza de que não era mesmo surda... (é a foto dela no site da UOL nos filmes da semana).
Confesso que não prestei atenção à trilha sonora desta vez. Só nas cenas em Tóquio, que luz, som e movimento ficam mais frenéticos, mas não sei dizer se é pra Oscar...
Jan 30, 2007
Não vou dar bobeira, né?
Então, sintam-se amaldiçoados também, respondam nos comentários mesmo, ou no próprio blog e passe pra frente.
Nada mais do que um jeito diferente de preencher o perfil.
Lá vai:
7 coisas que eu tenho que fazer antes de morrer:
[1] Comprar uma moto e andar com ela por todo lado
[2] Montar minha casa do meu jeitinho (faço adaptações por parcerias...)
[3] Ter netos, muitos netos
[4] Ser contadora de histórias voluntária em alguma instituição bem bacana
[5] Passear pelo mundo (carregando filhos e parceiro junto parece mais legal do que de mochila)
[6] Aprender a dançar de verdade sem ficar contando os passos
[7] Aprender mais umas línguas (ou retomar os estudos das que já comecei)
7 coisas que eu mais digo:
[1] Vixi!
[2] Putz!
[3] , né?
[4] vai ter pizzada no sábado
[5] hummm, não sei...
[6] Peraí, vou ver.
[7] Por favor e muito obrigada
7 coisas que eu faço bem:
[1] Desenho
[2] Pinto parede
[3] Invento moda
[4] Tranço cabelos
[5] leio mapas de estradas e cidades
[6] estico lonas
[7] coordeno equipes de montagem
7 coisas que eu não faço:
[1] chantagem...
[2] dormir muito com o céu claro e sol forte (nem dormir até muito tarde)
[3] tentar ganhar a briga no grito (...a não ser em caso extremo)
[4] grosseria
[5] estacionar na vaga de deficiente físico, velhinho ou grávida (a não ser que esteja com um desses no carro)
[6] bebo "vódica" com sorvete de chocolate
[7] lavar louça (é perigoso, muito perigoso)
7 coisas que me encantam:
[1] olhos brilhantes de gente que gosta do que tá fazendo
[2] cavalheirismo
[3] desenhos, pinturas, esculturas, projetos
[4] Soluções que desafiam a gravidade
[5] bons textos
[6] boa oratória
[7] feriados com sol no centro de São Paulo
7 coisas que eu odeio:
[1] Motorista barbeiro na chuva
[2] filho da puta que acha que está acima da lei
[3] chantagem emocional
[4] musiquinha do caminhão de gás
[5] "sem-noção" que tenta beijar antes de perguntar teu nome
[6] mão na minha bunda sem minha permissão explícita
[7] cheiro de cigarro pos balada
Jan 28, 2007
fiquei pensando sobre ele, conversei com outras pessoas que assistiram... fiqei sentindo-me um tanto idiota.
Eu não entendi!
Não saquei quando que as coisas mudaram.
Não saquei porque que o esmalte azul nos dedos do pé eram tão chocantes assim. Se ele era uma referência do casamento e eu perdi, ou se o incômodo era só o fato de ser traída com uma mulher que usava esmalte azul cintilante nos dedos do pé .
Também não entendi como é que se continua vivendo sobre o mesmo teto depois de flagar o sujeito fazendo sexo virtual com uma calcinha preta de bolinhas pendurada no nariz vendo foto de uma outra, completamente fora de órbita... pior é que nem trancou a porta... custava trancar a porta???
Tive que pedir explicações para pessoas mais entendidas sobre relacionamentos a dois. Não conseguia entender a fuga, a desistência do casal de amantes... que estalo foi aquele que fez os dois, ao mesmo tempo e sem comunicar ao outro, desistirem da fuga juntos. Eu me perdi. Fiquei com cara de ué!
Fiquei achando que esqueceram o final.
O filme de sábado:
Foi lindo, lindo, lindo... chorei até!
O pai é lindo, o filhinho é lindo... (eu quero um desse, tá? Combinado então?!)
Ainda não retiro o comentário dum post anterior. Continua a mesma e velha história do cara que venceu e construiu (sozinho, sem ajuda nenhuma de ninguém) uma carreira espetacular depois de ter passado por maus (e bota maus nisso) bocados.
O menininho, que é filho do Will Smith fora da grande tela também, é maravilhoso. Dá vontade de pegar no colo. E dá um show à parte, sem aquelea afetação que algumas crianças têm quando as câmeras focam nelas.
Will Smith está maravilhoso. Mesmo. Até dou meu braço a torcer e voo nele na lista do Oscar - com coraçãozinho ao lado e tudo.
De resto, nada muito impressionate... a trilha não chamou minha atenção, a fotografia não tem nada de novo, a edição é linear (e nem precisava ser rebuscada mesmo, não ia combinar com a história), o roteiro também não é novo... e a narativa em primeira pessoa também não impressiona.
Mas o filme é gostoso de assistir. Tá bom já, não tá?
Jan 27, 2007
1ªcoisa: reforma forçada do escritório... viramos a mesa!!!
a mesa virou mesmo, com Jane e Tarsila(acabei de batizá-lo assim) em cima e pé da Li embaixo... com tudo no chão tivemos que fazer a reforma das mesas antes do esperado... Há males que vem para o bem, né Cuca?
Jane e Tarsila estão bem, Li também.
Pro sábado o Móbile estará bem diferente. Aproveitamos a pausa pra sonhar um pouquinho com nosso canto futuro... se temos que comprar coisas novas, que cara que elas tem que ter pra quando nos mudarmos... é gostoso ficar pensando no futuro assim.
E as coisas finalmente voltaram a andar, projetos novos nos fazem sorrir e pode cair tudo que a gente continua calma.
2ª coisa: o meu quarto, minhas roupas, minha casa... Amélia veio me visitar. Adoro quando Amélia passa por aqui. É tão bom tomar banho depois dela.
Dessa vez ela tá fazendo um estrago danado, mas tudo em nome da organização e da melhoria espacial...
Pintou a sala. Pintou com listras de brancos e cinzas, misturou um verde... ainda vai pintar o forro e pendurar os quadros bem ordenadamente. O resto da família se incomoda um pouco com a pequena bagunça que ela faz durante o trabalho, mas gosta do resultado nas paredes.
Os banheiros tiveram o rejunte acariciado com escova dentes e cloro. Quase novos.
Amélia passou pelo quarto ontem e hoje. Ontem jogou fora todas as roupas que não eram mais ou nunca foram usadas. Se livrou também daquelas que não deveria mais ser vestidas... só deixou uma muda para suas visitas esporádicas.
Hoje ela pintou uma das paredes, pra diminuir a intensidade do amarelo e daqui a pouco vai mudar os moveis de lugar, passar pano, cera e aender velas perfumadas.
3ª coisa: acho que é paixonite aguda, ou começo de ano cheio de esperança mesmo... nem a chuva que não pára desanima, só deixa mais lento o ritmo...
Talvez sejam os CDs novos (não comprava CDs novos havia tanto tempo...) que não consigo parar de ouvir.
Talvez seja a paquera antiga da Mila com o moço dela que finalmente tá andando... e eu gosto bastante do meu futuro cunhadinho...
Tudo bem que ele por perto cria uma tensão de tempos que passaram e que na verdade eu até que gostaria que voltassem...
Não, não é bem assim, não gostaria que voltassem, porque não terminaram bem... a última vez que apertamos a pausa e interrompemos os contatos não foi um período agradável. Mas a companhia é tão boa, tão querida que bem que poderia voltar... seria gostoso. Se não fossem os poréns...
Não tô falando do bofe da minha irmã, tô falando de alguém que anda com ele... se não deu pra entender... é só procurar no orkut dela pra entender as relações.
devaneio - Talvez dê pra explicar a presença de Amélia assim... Vi uma pesquisa sobre o comportamento das fêmeas (não lembro se só as mamíferas, mas acho que eram todas as fêmeas), que arrumam o ninho na época de acasalamento, quando estão querendo reproduzir. Quanto mais arrumdinho o ninho, melhor a qualidade do macho reprodutor? será?
Melhor chamar Amélia mais vezes...
Mas, ainda acho que dá pra continuar culpando os CDS novos... eu também quero comer Fandangos moles com Coca sem gás e achar gostoso...
4ª coisa: começou a temporada de cinema, mas ainda não sei o que falar do filme de ontem. A digestão tá lenta. Segredos Íntimos, eu acho. Depois vou tentar escrever, pra ver se digere direito.
Jan 25, 2007
Letra e Música: Felipe Schuery
Arranjo: Lasciva Lula
pois vi
sem ouvir comentários
sem saber do que trata
nem sequer li sinopse
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
embrulhou minhas tripas
num papel de jornal ruim
que enviei aos meus pais em tom de deboche
e ouvi falar que...
ontem
quando fui ao cinema
estava de olhos vidrados
sem ouvir comentários
e o que estava na tela
misturou meus sentidos
aguçou meus desejos
e um papel de jornal ruim
hoje estampa uma foto em tom de deboche
e ouvi falar que...
eu...
Fazendo propaganda mesmo!!! tô apaixonada pelo CD novo... e essa música... linda linda linda
Um monte de filmes que eu não pretendia assistir... agora serei obrigada a ir ao cinema só pra não ficar por fora. (http://www.cineminha.com.br/materia.cfm?id=4025).
Até as indicações das atrizes estão bem legais. Não assisti a tudo, mas Judi Dench sempre merece a indicação (ela é uma vózinha muito fofa... não, não assisti ao filme com o qual ela concorre, nem sei do que se trata, mas adoro aquela mulher). Penélope Cruz - que é maravilhosa, e ainda não assisti em Volver-, mas pelos comentáros mil que li ela está bem pra cacete também me parece merecedoa da indicação.
Meryl Streep em "O Diabo Veste Prada" tá genial! "segure a minha bolsa!" ploft, bolsa, ploft casaco! hahaha... maldaaaaade!
Dos indicados pra melhor ator eu não assisti nada! Mas fico de mal humor com Leonardo DiCaprio... o que será que aconteceu na vida deste rapaz que só gritava nequele "A Praia" e só fazia cara de mau nas "Gangues" pra ser indicado ao Oscar de melhor ator? Não gosto dele... Mas ainda não asssiti "Diamante de Sangue", espero que me impressione, senão vou ficar mais brava ainda com a lista...
É, tô triste mesmo com a exclusão do Will Ferrell, eu queria tanto...
Do Will Smith eu gosto. Acho o cara simpático, mas o trailer do filme não me convenceu... Comentário da Lu no cinema assistindo ao trailer "que coisa americanóide (americanóide ela fala rindo, pq não tem moral nenhuma pra falar isso sem rir) esse filme... uma história dessa no Brasil teria um bando de gente em volta, conhecidos ou não do pai com o menino, tentando ajudar..."
Vou falar dos outros indicados quando souber quais são seus filmes, e que cara eles têm...
Pequena Miss Sunshine era um dos poucos que estavam na minha lista de "tenho que assistir" independente da indicação ao Oscar.
Fiquei triste porque não tinha carinho por nenhum dos indicados...
Em casa, antes do Oscar nós sempre fazemos uma maratona de cinema e uma lista de apostas. Ao lado das apostas sempre colocamos um símbolo pra indicar o grau de comprometimento com o escolhido: leu nas críticas, aposta segundo especialistas, voto do coração. Voto do coração vale mais ponto, porque é a zebra, é o vencedor pelo qual você criou um carinho especial, mas que não tem grandes chances...
Não marcarei muitos corações desta vez.
Ah é, meus comentários de cinema, como pode perceber, são pautados em anos de estudos sobre a sétima arte...
ps.: indicação de leitura: http://www.morfina.com.br/2007/escritor.asp?usuario=1&edicao=
é o mesmo site que indiquei no post abaixo, mas outro autor... ótimas dicas para a sala escura do cinema
Jan 20, 2007
Às vezes leio as críticas só pra discordar depois.
Tem gente muito mal humorada sendo paga pra escrever sobre o trabalho dos outros.
Na internet eu ainda estou procurando meu autores preferidos e quando encontro alguém que gosto eu "linko" ao meu blog.
Eu lia sempre duas colunas, uma saía toda segunda feira no site de uma loja de CDs. A loja fechou, o site saiu do ar e o colunista não topou minha idéia de escrever as crônicas num blog. Falou que precisava ser cobrado pra escrever, que alguém tinha que ficar falando que tava na hora de entregar... até me ofereci pro ofício, mas parece que ele estava mesmo é cansado de escrever...
A outra coluna deveria sair de quinta ou sexta, mas acabava vindo quinzenalmente, num blog que também sumiu. Bem, ainda está no ar, mas não tem nada de novo desde Outubro ou Novembro. Era uma coluna sobre música eletrônica. E eu que não entendo nada, absolutamente nada, de música eletrônica me divertia com o mau humor do colunista... Mas ele era bem didático, começava com um histórico de vários DJs e estilos (que até então confesso que não via a menor diferença... nem parava pra escutar) e depois ia contando mais...
É engraçado ler texto de quem a gente conhece, fica imaginando o tom da voz do sujeito enquanto 'tava escrevendo aquilo...
Esse era um cara pra quem eu sempre escrevia cobrando a próxima coluna (também escrevia depois comentando), não só porque ela vinha com uma seleção de músicas ilustrando o texto pra "baixar e gravar o CD e ficar ouvindo no carro no último volume banging head".
Escrevia pra ele porque me divertia com os textos mesmo. Ficava ansiosamente esperando pelo próximo. Quando a gente se encontrou pela última vez ele falou que já tinha 3 colunas prontas, só faltava postar... não sei o que aconteceu, mas das três só uma tá publicada lá... e eu fiquei passando vontade.
O outro colunista é bem mais doce, de carne e osso e de verbo. Suas crônicas eram uma viagem por vários cantos da música. Ele não escrevia sobre música, ou músicos, ou lançamentos, escrevia situações, contava causos com trilha sonora... Eram deliciosos.
Descobri que ele escrevia sentada numa mesa de bar, um amigo nosso contou, passou o endereço do site e eu fui xeretar... ele quase morreu de vergonha com todo o confete. Mas era merecido.
(será que eu convenço ele a voltar a escrever?)
Agora que fiquei órfã de colunistas fui procurar o blog de uma banda de um outro amigo meu.
Um cara que eu conheço desde o meio da faculdade, que sempre me dava um prazer enorme ler os e-mails... Agora ele escreve no blog da banda.
A descrição dele de um das músicas (10 curiosidades sobre... "Pra matar a fome") me fez entrar no site e ficar ouvindo o CD todo, ler todas as músicas e colocar link deles por tudo quanto é lado... Tá tão genial (o texto e o CD)!
O Marcello fala do baixista que toca seguindo a letra, a métrica, e que ele gosta disso porque aí ele pode seguir com a bateria assim também... adorei isso, assim eu consigo dançar!!!
(o blog do Marcello tá linkado aqui, é o Lasciva Lula; o blog do meu outro amigo não tá linkado pq não tem novidade, mas chama Blasting Bits, tem uma outra colunista daquele blog que tá linkada aqui no Morfina, a Sil Curiati, e os textos dela são bem legais também)
Jan 19, 2007
Dilíiiiiiicia esse Dylan...
Deve ser boa trilha sonora pra sexo a noite toda... ah , se deve...
...Talvez com esse trilha sonora eu devesse usar palvras mais doces...
É, deve ser bom pra fazer amor a noite toda... o dia seguinte inteiro também... até perder a contagem do tempo... deve ser bom...
"...Beyond the horizon, behind the sun
At the end of the rainbow life has only begun
In the long hours of twilight 'neath the stardust above
Beyond the horizon it is easy to love..."
É bem impressionante o fenômeno, mas não aconselho participar dele se for possível fugir.
Falar com alguém que te dá as costas e só sabe falar com o corpo em movimento é um exercício quase impossível, que tô treinando, mas o desgaste é tão grande que dá muita vontade de desistir pra sempre.
É um saco na verdade.
Fala dando os ombros porque não quer ouvir outro ponto de vista, não tem disponibilidade pra repensar suas opções. Vira o corpo e sai falando, às vezes esbravejando, para o outro lado. Se o outro não ouvir? Azar! quem mandou ser surdo, não possuir uma parabólica na orelha pra captar todo sussurro ou qualquer murmurio...
Direito de resposta? Isso não existe, foi uma coisa que colocaram na tua cabeça só pra você pensar que o mundo é justo...
Esqueceu de passar na fila da educação... veio sem.
Jan 15, 2007
Quando pensamos em fazer um blog, a Di eu juntas, eu pensei em escrever sobre cinema, escreveria uma vez por semana só sobre os flmes vistos nos últimos tempos.
Tenho a fama de passar muitas horas dentro de salas de cinema, sem me importar com o conteúdo. Não me importo em ir sozinha nem nada... a sala escura, sem telefone tocando, cachorro latindo, família aparecendo, é uma ótima válvula de escape. Mas o dinheiro rareou e tive que mudar minha rotina cinéfila.
Agora nas férias tive tempo pra ir nas sessões com desconto e matei um pouco as saudades da sala gigante, do ar condicionado e do mundo paralelo que a projeção me transporta.
Um dos filmes que assisti nem é tão genial quanto o outro do post abaixo mas é gostosinho de ver...
Segundo meu primo, eles erraram a história que devia ficar em primeiro plano.
Concordo com ele.
Duas jovens mulheres que se conhecem num site de troca de casas para temporada. Uma podre de rica, sai de São Francisco e vai pro interior da Inglaterra na casinha pequenininha da outra. A história que toma maior parte do tempo é a rica maravilhosa fazendo palhaçada na Inglaterra com o cara lindo de morrer (Jude Law não tem comparação, tira o fôlego toda vez que aparece na tela...), a história que toca as nossas vidas patéticas é a do casal nem tão lindo assim, bem comunzinho até se conhecendo através de um roteirista aposentado.
Essa parte que deveria ficar em primeiro plano. A começar pelos diálogos sobre o cinema antigo, sobre os clássicos que deveríamos assistir (cadê porcaria da lista de filmes que ele dá pra ela, que é comentada o tempo todo, e que some? o editor esqueceu dela? cortou, foi?), depis porque o casal é muito mais provável, mais palpável, mais real... são tão ridículos quanto nós...
Ela, maluca, faz tudo pelo ex-namorado que abusa da paciência dela e não larga o osso... tá noivo de outra e continua dando esperança pra ela... aí a importância do cinema na história, as mulheres fortes, as personegens que tomam as rédeas da própria vida... Ele, coitado, enganado na cara dure pela namorada atriz e modelo...
Minha irmãzinha, quando assistiu, não entendeu porque é que todo mundo começou a chorar. Ela não se identificou no filme.
Eu chorei, chorei mesmo. Me senti péssima me identificando com figuras tão ridículas...
Jan 13, 2007
Em Outubro assisti à "Elsa e Fred", que foi maravilhoso, que não sabia se ria ou chorava...
Mas o filme de ontem me surpreendeu.
A crítica tá falando muito dele, acho que o ator principal tá indicado pra globo de ouro e tal, mas mesmo assim eu não esperava nada tão maravilhoso.
É bonito desde o princípio.
Daquelas montagens simples... me lembrou um pouco o "homem que copiava", com os efeitos visuais trazendo o pensamento do cara pra tela, pra vc ver também... cheio de cálculos na tela.
um roteiro genial:
A personagem principal passa a ouvir a voz da narradora da história contando todos seus passos. Tudo o que ele sentia ou fazia, ela falava...
Ele sente, ela confirma que ele sentiu...
Só que ele ouve a narradora onipresente (ah é, o filme ainda vem com aula de literatura) dizer que aquele fato que acabara de ocorrer levaria à sua morte. A partir daí ele começa sua procura pela narradora, sua corrida contra a morte anunciada.
É genial.
É tocante.
Cada minuto de projeção é mais bonito que o anterior...
E tive que dar meu braço a torcer pro Will Ferrell, que sempre achei que tivesse cara de Saturday Night Live, super besteirol, e faz uma interpretação maravilhosa, daquelas que dá vontade de ir lá e pegar no colo "calma, é só um filme... já vai acabar e ficar tudo bem..."
Se não der pra ver no cinema, compre o DVD quando sair. É, compre, porque assistir uma vez só o DVD alugado não vai ter graça...
Ah é: "Mais estranho que a ficção", direção de Marc Foster (de "em busca da Terra do Nunca), escrito por Zach Helm (que parece que só tem três roteiros no currículo e nada que eu conheça), com o Will Farrell (que eu já falei), a Maggie Gyllenhaal (que fez o "Sorriso de Mona Lisa", ela era aquela aluna que tinha um caso com o professor), Dustin Hoffman, a Emma Thompson e a Queen Lattifah.
Jan 12, 2007
Tá lá no meu perfil do Orkut, tá no meu perfil aqui no blog, eu não nego isso... Mas caramba, não precisa avacalhar né?
É um sofrimento enorme ficar esperando.
Por isso que me ferro sempre... não espero, tomo iniciativa, e tomo na cara...
Eita!
Hora marcada é hora marcada... é naquele dia, não em outro... "uma quarta-feira eu passo aí..." ora! Isso não existe! Quarta-feira, ou é esta, ou é a próxima, ou a outra, mas não pode ser qualquer uma, senão todas as quarta-feiras ficam comprometidas.
Não tem nada com pontualidade britânica, não sou tão exagerada assim... um quarto de hora é um atraso admissível, uma hora inteira é um bolo.
Mas é que ainda não inventaram celular, orelhão nenhum funciona, e nesse mundo que a comunicação é tão difícil, entrar em contato é uma complicação danada, avisar do atraso, ou cancelar um compromisso são missões impossíveis!
aff!
Fico emputecida... e meu estômago dói... e fico olhando pro portão a cada 3 minutos... se a cachorra vai lá pra frente eu já vou junto... será que erraram a casa?
Odeio ficar esperando!
Jan 8, 2007

e o bolo tava booooommmm
Jan 5, 2007
hiiiiiiiiii nem deu pra fazer diário de bordo não.
Uma canseira danada no final de cada dia. E nem um minuto parada com o caderninho pra escrever...
Comecei a escrever na sexta feira, quando cheguei e baixei as fotos da máquina, mas fui interrompida por um acidente de percurso de uma abelha - a idiota resolveu picar meu braço e quase fui parar no hospital por culpa dela, mas eu fiquei vendo ela agonizar sem o ferrão... (gargalhada malígna)...
Depois teve a festa...
Os relatos a seguir terão falhas de memória e interpretação dos fatos:
Salvador
26 de Dezembro de 2006, 1 e pouco da madrugada
Fomos pra Salvador no dia de Natal, sem grandes problemas no aeroporto, apenas uma atraso de 40 minutos depois do embarque antes da decolagem. Nada mal pra uma semana em que as pessoas perderam festas de Natal e casamentos nas filas dos aeroportos.
Nosso destino era o Albergue do Porto (recomendo!!! muito bom!!!).
Visão deliciosa ao chegar pra fazer o check-in: surfista descamisado, com enormes dreads queimados de sol, mulato, falando em inglês com sotaque californiano ao telefone. Lindo, lindo, lindo... "Oba!!! É aqui mesmo que eu queria ficar!!!" hahaha
Problemas com a nossa reserva ou com as sinapses no cérebro do atendente da madrugada. Nosso quarto não existia, passaríamos a noite em outro. Sem problemas.
Pela manhã fomos transferidas pro nosso quarto de verdade, que era bem maior, mais ventilado e com mais gente pra conhecer.
Lição número 1: é muito melhor ficar em albergue quando se quer fazer novos amigos. Bons amigos em Salavador, que reencontramos em outras paradas e reencontraremos outras vezes ainda... Muito gringo.
Australianos aos montes, uma sueca, dois suíços, depois chegou mais um casal suiço, um dinamarquês, um inglês, uma colombiana, uma francesa, um amaericano, alguns brasileiros de São Paulo... pratiquei meu inglês, que ficava mais fluente a cada cerveja... Ir ao Pelourinho à noite com 15 gringos é uma visão do inferno, ninguém merece!!!
Na noite anterior à nossa partida o albergue ofereceu um jantar especial regional, moqueca de arraia, vatapá, feijão de qq coisa e arroz delicioso. Nós oferemos caipirinhas variadas, compramos umas frutas estranhas no supermercado na frente do albergue misturamos tudo com uma cachacinha e adoçante (hehehe, pior é que foi mesmo...) e oferecemos a todos.
Chegamos depois de 5 horas e meia de viagem num busão geladésimo. Alguém me explica pra que um ar condicionado tão gelado de madrugada???
Céus!!! 'Tava verde...
Passando mal no avião também...
Podre!!!
Meus restos só chegaram em Campinas na sexta à tarde de carona com um amigo da Mila que me resgatou na casa do meu pai...
Dec 24, 2006
We think of heavenly harmony
Angels singing Peace on earth
At the blessed Savior's birth"
É isso, tem que acompanhar a vó na igreja no dia de Natal.
Tem que ir lá na frente da congregação toda e ler os versos em inglês (... ai ai ai, tomara que não erre a pronúncia de nada...) com microfone. Ainda bem que fiz aquele curso de oratória e liderança no ano passado.
Tem que acender a vela número três (ai ai ai... melhor não queimar o dedo... putz, se der a volta pra acender a vela, o pessoal não vê... ai, tá quente no meu braço... ufa! acendi!)
Ah é, supereconomia de fósforos: 5 velas com dois fósforos, cada neto leu uma passagem e acendeu uma vela. Família reunida na igreja.
Até que no final do culto já conseguia cantar uns hinos sem desafinar...
Amanhã cedo é a comemoração de Natal aqui em casa. Abertura dos presentes é uma farra, e nem tem mais criança na família (ops, até tem, mas é uma só e não passar Natal conosco este ano) , mas continua uma palhaçada só.
Agora só falta arrumar minha mala pra viagem.
Blog só quando voltar e passar a limpo o diário de bordo.
Beijos, bom Natal e boa passagem de ano!!!
Dec 21, 2006
Ele já morreu, faz tempo, eu tinha só dois anos e nem lembro dele... só das fotos e das certidões mesmo...
Meu pai, que adora inventar uma moda, resolveu fazer uma comemoração pelo centenário do pai dele.
Vou contar que é meio complicado comemorar aniversário sem a presença do aniversariante, ainda mais numa família que não é espírita... mas beleza... vamos ao cemitério mesmo, a família toda, tios e primos também. Deve ser engraçado ir lá com a criançada da minha prima...
Pai até mandou fazer uma plaquinha pra colar na lápide:
100 anos do Bastião (2006)
Ah, notícia boa: tio Dida saiu do hospital. Está de alta!!! EEEEE
Ele parece bem melhor do que da última vez que o vi. Tem cor no rosto, tá comendo sem reclamar (e tá comendo!!!), não fica mais contando os minutos pra tomar os remédios, tá conversando com um pouco de animação, falou por mais de 15 minutos no telefone... Legal! Gostei! bom presente de Natal!
Por que é que eu tô falando disso? Por que tio Dida é meu tio que é quase meu avô, é meu tio arquiteto que brincava de construir cidades comigo quando eu era pequena, e eu viva na casa dele e da tia Neide... tava triste com ele internado... agora não tô mais!
Dec 20, 2006
o material chegou 10:28 da manhã. Eles tinham até 10:30, senão teriam que me devolver o dinheiro todo e o barraco seria muuuuito feio lá na loja... Agora mandei cartinha pra eles... nem sei se vai fazer diferença, mas o tom de ameaça e a cara de mau me deixaram toda poderosa!
aqui vai cópia da carta, pra queimar filme mesmo!
"Venho por meio desta expressar meu profundo descontentamento com o atendimento e entrega de materiais da Leroy Merlin de Campinas.
Sou arquiteta e estou acompanhando uma obra em Campinas. No dia 4 de Dezembro efetuei uma compra para minha cliente, no valor de 484,09 reais, incluindo a entrega do material no local da obra. No ato do pagamento (à vista) não conferi o pedido, um erro meu, mas que não tira a responsabilidade do funcionário da loja, que no meu pedido cobrou apenas por 1 elemento vazado cerâmico quando eu tinha solicitado por 130.
A entrega estava prevista para o dia 11 de Dezembro (prazo enorme para entrega, mas o funcionário me alertou que não tinha o material no estoque, por isso demoraria um pouco mais de tempo na entrega), uma segunda feira.
Na quinta-feira, dia 14/12, com a entrega dos materiais atrasada 4 dias, entrei em contato com a loja, foi quando percebi o erro do vendedor. Tive que ir até a loja e refazer meu pedido, cancelar o pedido anterior e refazer a compra, já que não ia pagar por um segundo frete. A entrega foi agendada para sábado, dia 16/12.
Passei o sábado inteiro na obra esperando pelo material que não foi entregue.
Na segunda feira, dia 18, entrei novamente em contato com a loja para saber do material. Mais uma vez o pedreiro chegava para trabalhar sem material.
A Leroy Merlin atrasou em 9 dias a entrega do material que comprei. Isso é inadmissível numa loja deste porte. É uma falta de respeito com profissionais da construção e com qualquer cliente.
Estamos em época de Natal e final de ano, quando o décimo terceiro salário permite que as famílias façam pequenas melhorias em suas residências. É também uma época em que o tempo para a construção é curto por conta das chuvas, das festas e da mão de obra que precisa se desdobrar para dar conta de todos os serviços solicitados. Não podemos parar obras para esperar por 9 dias um material comprado.
Se a previsão de entrega é essa de 9 a 10 dias, o cliente deve ser informado no ato da compra, para poder decidir se pode esperar todo esse tempo ou se prefere fazer suas compras em outro lugar.
Eu teria escolhido outro fornecedor para minha cliente e não teria perdido 3 diárias dos pedreiros na obra.
A Leroy Merlin deve entender que se não terá condições de efetuar todas as entregas de mercadorias no prazo estipulado no relatório gerencial com o pessoal contratado da loja, talvez devesse fazer contratos temporários com transportadoras e vendedores para solucionar o problema, se é que é de interesse da loja solucionar o problema.
Se houve algum imprevisto na entrega, o mínimo que esperava da loja seria que ligasse para um dos 3 telefones de contato que forneci para ser informada de atrasos e poder me programar de outra maneira na obra.
Estou terrivelmente insatisfeita e decepcionada com o tratamento recebido na Leroy Merlin e a partir de hoje, estou desaconselhando meus clientes a fazerem compras nessa loja.
Att
L.R.
Arquiteta e Urbanista"
...quase calma agora...
Dec 19, 2006
AAAARGH!!!
AH PRA *@%& QUE PARIU!!!
É ISSO MESMO!!!
Emputecida!!! Só sai palavrão da minha boca hoje!
Não é possível um negócio desses! 9 dias de atraso em entrega de material de construção!!!
*@%& #$*%¨!!!
Duas diárias de pedreiro perdidas por incompetência da entregadora e da loja.
Perderam cliente!!! E perderam minha vó de cliente também, e ela é gastadeira quando se fala de material de construção... sempre tem uma obrinha nova pra fazer...
Vou escrever uma cartinha pra ouvidoria da loja enquanto o sangue tá quente e mando amanhã quando o sangue estiver mais friozinho...
AAAAAARRRRRRRRRGH!!!!
£¢+)&%#$*@§@#%&*)*#!¨&*§*&%¢*@£
...palavrão de história em quadrinhos...
Dec 18, 2006
pros amigos visitantes indignados:
http://www.petitiononline.com/oeleitor/petition.html
entrem, assinem e mandem o link pra outros amigos, inimigos também...
E amanhã, meio dia, apitaço, buzinaço, panelaço, grito, xingo... fazer barulho contra essa palhaçada, né? afhe! 90% de aumento do próprio salário! Ah, baixaria, né?!
Dec 16, 2006
Continuo na vida de pintora de paredes de final de semana.
Não pude fazer nada durante a semana por causa das alergias respiratórias da irmãzinha, agora que ela não tá aqui posso continuar...
Mas tá muito quente, pressão baixou e achei que ia cair da escada. Melhor parar um pouco e esperar passar o calor enquanto a massa corrida dos remendos seca.
Dec 15, 2006
... essa que saiu da década de 70 e tá refletida onde deveria estar meu reflexo...
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Sempre fui tachada de nerd nas escolas que estudei. Era conhecida como a melhor aluna da classe, ou pelo menos entre os melhores...
Um professor de história dizia que meu boletim era monótono, uma gagalhada (AAAAAAAAAA)! Vivo em dúvida se isso é uma lembrança tão legal assim.
Tá, os professores, pelo menos os do ensino fundamental e médio, têm boas lembranças minhas, sabem meu nome, me reconhecem na rua e tudo, mesmo depois de 10 anos... com os da faculdade a história é outra (pra outro post)...
Não que eu fosse daquelas que só estudavam, eu fazia o mínimo. Chegava em casa depois da escola, almoçava e fazia a lição, depois saía pra brincar, andar de bicicleta, jogar volei (tive uma fase esportista...). Mas divertia-me com os desafios propostos nas aulas.
Até porque, filha de professores, né? Imagina se não fizesse? Chantagem emocional mesmo, nada de bronca, aqui em casa o negócio era mais profundo... hahahaha
Bem, também ajuda ter estudado em escolas divertidas, construtivistas, segundo minha mãe.
Por um tempo estudava dobrado. O namorado não gostava muito de estudar, e pra garantir que ele não ficasse de exame no final do ano e minhas férias atrasassem, eu estudava com ele também. Fazia a minha lição e depois ajudava com a dele.
Não, eu não fazia a dele! Ajudava mesmo, preparava exercícios novos, diferentes daqueles dos livros e apostilas, até ele conseguir fazer sozinho. Como ele estava uma série abaixo da minha, eu já tinha visto toda a matéria e isso me ajudava bastante a não esquecer as coisas.
Só uma matéria eu estudava muito, mas muito mesmo. Ficava horas, às vezes dias, batendo a cabeça até resolver os problemas... só pra depois pedir problemas mais difíceis pra resolver... o professor chegou a ficar devendo nota pro ano seguinte, de tanto ponto extra!
Louca! Doida varrida! Desmiolada!
O namorado até ficou enciumado na época... era muito tempo estudando...
hehehe e eu jurando de pé junto que era só pelo desafio matemático, não pelo olhos claros do professor... hehehe
O problema de ser lembrada por ser tão estudiosa e ser levada muito à sério... não, não é bem isso, é acharem que eu sou mais séria do que realmente sou.
Tá, sou perfeccionista, fico chateada se as coisas ficarem fora de esquadro ou de prumo, mas isso é trabalho, mas não sou tão rigorosa assim na vida... vivo de falar bobagem. Muita bobagem, por sinal... Comportamento que só revelo depois conhecer bem. Caramba! Eu sou tatuada, tomo cachaça e cerveja, cuido de obra, falo bobagem e palavrão... nem sou tão nerd assim...
... mas que é gosotoso ser aluna preferida do professor preferido é...
Dec 13, 2006
Minha mãe adorava, achava meiguinha, bonitinha, combinava com o rosto de boneca que ela tanto caprichou na mistura genética...
Tive todos os tipos de franja quando pequena... algumas bem que poderiam ser retocadas com um photoshop pras gerações futuras não rirem tanto da minha cara.
Algumas vezes arrisquei cortar sozinha. Decididamente não foi uma boa idéia. Não recomendo esse tipo de corte, a não ser que você seja um desses tipos excêntricos, que não se importam com simetria.
A diagonal que cortava minha testa desde a sobrancelha até a raiz do cabelo do outro lado do rosto não era passível de reparo nem pelo melhor cabelereiro de Sampa.
Minha mãe morria de vergonha nessas horas. Coitada...
Eu, me rebelando desde cedo!!!
Tive também daquelas repicadas até a costeleta (ai, credo...) que estão na moda novamente. Espetadinha no topo da cabeça, batidinha na lateral, que a gente chamava de Chitãozinho & Xororó, e agora é retrô, super anos 80. Continua horrível!!! Vi umas meninas em Milão assim ano passado. Demorei pra me recuperar do choque.
Essa eu tive que brigar com a mãe quando vi a foto. Eu e minha irmã com o mesmo penteado esdrúxulo!
Ela se defendeu dizendo que a gente que pedia essas coisas, que ai dela se tentasse impedir.
Ah, não, não pode. Pra que mãe se não pra nos proteger de micos desse tipo: "filha querida, é feio, e quando você vir uma foto daqui a 15 anos vai brigar comigo..."
A maior parte do tempo meu cabelo teve corte reto. Franja reta, bem reta, pra combinar com o cabelo liso, bem liso. Corte na altura do ombro ou do queixo, sem grandes variações.
Chanel!
Corta Chanelzinho pra mim...
Quando mudei pra Campinas resolvi abraçar meu lado mais rural, mais selvagem.
Deixei os cabelos crescerem sem dó. Ficava muito tempo sem chegar perto de tesoura. Queria cabelos longos, sem franja, despontados. Acho que estava passando Vamp na época e eu queria aqeles cabelos vampirescos.
Foi quando abandonei a franja.
O cabelo desgrenhado não durou muito não, ainda bem!!!
Começei uma pesquisa das propriedades embelezadoras capilares das frutas do quintal. Fazia uma meleca danada, cada semana testava uma mistura diferente.
Entrando na adolescência, os cabelos já estavam longos, caramelados e volumosos. Dia desse minha irmã disse que eu parecia uma daquelas meninas dum seriado que passou há alguns anos, "Popular" se não me engano, de meninas super-populares, com cabelos esvoaçantes... eu não achava isso não, mas ela disse que era...
Aí comecei a namorar um roqueiro cabeludo e cortei meus cabelos bem curtinhos e arrepiados. Só pra fazer graça: o cabeludo e a careca.
Uma vez cogitei raspar, queria ficar como a Dolores O'Connor do Cranberries. Quando falei pra minha mãe, ela pedagogicamente vasculhou os álbuns da família, pegou uma foto do meu avô paterno e uma de mim bebezinha: "tua cabeça é chata como a de teu avô!"
Mudei de idéia.
Variei um pouco entre os curtos, muito curtos e menos curtos, voltei pro corte reto na altura dos ombros, corte curto de volta no fim dum namoro (duas ótimas escolhas!) e deixei crescer... Há uns 3 anos que o cabelo é mais ou menos o mesmo, vai crescendo, mas nada de novo e revolucionário no corte.
Até com a tinta eu parei no ano passado.
Hoje cheguei pro Edi: "quero franja!"
Tá ótima. No meio do olho, bem pouquinha, porque se ele cortasse mais um pouco de cabelo ficaria com um volume enorme na testa.
Mas tá ótima!!!
O cabelo curtinho, só quando conseguir me manter com 54kg por mais de um ano...
Dec 10, 2006
Ontem foi a festa de Natal do escritório. Nossa tradicional pizzada.
Depois que descobrimos que pizza faz muito menos sujeira do que churrasco (ainda bem, pq construir o forninho não foi tão fácil assim...), que todo mundo participa, e que fica mais barato, fomos muito mais felizes.
Delícia de festa!!! Só faltou a Di, mas ligamos bêbadas pra ela no meio da noite só pra dizer que estava fazendo falta. E tiramos foto com ela sem ela, depois resolveremos o problema no photoshop.
Sabe festa tranquilinha, clima caseiro, turmas misturadas, amigos que voltaram a se falar, noite bonita. Tudo gostoso... Pizzaiolo novo, cheio de dicas anotadíssimas pras próximas festas.
Ah, previsão de chuva, claro, como em todas as nossas festas!
Sabadão amanheceu caindo o mundo. Daquelas chuvas que parecem que não vão parar antes de três meses, clima de monções total... mas nada que umas velas e uns ovos no muro para Santa Clara não resolvessem.
Por via das dúvidas montamos as duas lonas.
Voltando pra parte da bebedeira... (não conte pro meu médico que eu bebi, ele disse que sem cortar o álcool não ia eliminar os tais 4 quilos que não gosto que me acompanhem)
Foi só uma cachacinha, nada de mais, umas doses (é, plural mesmo!). Aquela tal da Erva Doce, cachaça de Salinas envelhecida por 3 anos em tonél de peroba rosa, desce tranquiiiila, quando vai ver, já foi...
Aí fiquei meio "bebinha", nada de mais, não tinha que dirigir depois mesmo, se caísse no quintal as cachorras iam lá deitar comigo, nem ia passar frio.
Mas eu já estava elétrica demais. Ligada em 220v. Correndo feito uma louca desde as 9 da manhã arrumando a casa, terminando a pintura da sala, varrendo o quintal, esticando a lona. Enlouquecida.
Nem vi o tempo passar. Ainda bem que a gente marca a pizza pras 6 e o pessoal só chega 7:30, senão tava ferrada, ia receber todo mundo de toalha.
Me disseram que tava frio ontem, mas demorei pra perceber isso... nem foi culpa da Erva Doce não... culpa do sangue bombeado muito rápido pelo corpo mesmo.
Fantasias antigas... muito antigas... e não ser mais menor de idade intensifica o grau da fantasia... humm, melhor não falar disso ainda. Senão vou viajar como no post do Chico.
Vou continuar fantasiando enquanto não tomar coragem de concretizar nada...
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Ressaquinha hoje me deixou no sofá, que é mais perto do banheiro do que a cama... Alguém me conta como é que essas meninas conseguem provocar vômito pra emagrecer? Não consigo vomitar com o dedo na goela nem com o estômago zuado desse jeito. Precisava tanto... a ressaca ia passar tão mais rápido...
E a louça ainda não foi toda lavada, mas beleza...
Dec 8, 2006
Há duas semanas fiz um desenho para a pintura nova da sala daqui de casa. Aprovadíssimo pelas moradoras. Comprei a tinta e "bum" começaram as chuvas!!!
2 semanas de chuva sem pausa. Quer dizer, até teve pausa, no horário comercial que eu não posso ficar pintando parede de casa.
Sem contar que, com a quantidade de goteiras que estávamos nem ia adiantar pintar.
"Bonita essa textura aquarelada que você conseguiu, como fez isso?"
"É só ter telha quebrada, folhas entupindo a calha e pintar meia hora antes da chuva..."
Anteontem arrumamos o telhado. 2 chuvas sem goteiras. Já posso guardar os baldes de plantão.
Ontem não choveu e hoje fez sol.
Aproveitei o sol e o feriado (feriado da padroeira da cidade, N. Sra. da Conceição, pra quem ainda não sabe) pra iniciar minha vida de pintora de paredes.
Quem é teve a idéia desse forro acompanhar o madeiramento do telhado mesmo???
E não dava pra comprar uma escada maiorzinha?
Ainda não consegui pintar atrás da estante de livros da Lu, é muito pesada pra brincar de empurrar sozinha...
Estou esperando secar a primeira demão, daqui a pouco eu volto pra lá.
Dec 7, 2006
... mas ela não está aqui... pra variar...
minha mãe nunca está.
Esse ano então ela se superou, se fizer as contas, deve ter passado mais tempo fora do que aqui...
Tudo bem que uma das vezes ela foi pra Malásia e trouxe um marionete maravilhoso pra mim... mas não foi o suficiente pra se desculpar por passar mais de uma semana sem dar notícias do outro lado do mundo... hãn hãn (ficou boa essa acentuação né?)
Luluzinha, feliz aniversário!!!
Já comprei o anti-rugas pra você, ok?!
Já que fez pouco caso do meu presente anterior... hunf!
Dec 5, 2006
Não das pessoas presentes, das coisas que presenteamos os amigos.
Eu adoro comprar presentes... só não compro mais porque me falta dinheiro, senão não regularia nada. (todos torcendo para que eu ganhe rios de dinheiro, ok?!)
Presentes muito bons são comprados/feitos/roubados(só no caso de flores de jardins alheios, mas cuidado, vocês se lembram da história da Bela e a Fera...) por impulso: "puta merda isso é a cara de fulano, ele vai amar(ou morrer de rir, que também vale)!!!" e aí você tem que dar pra pessoa, senão vai ficar com idéia na cabeça, não vai mais conseguir dormir, comer nem nada.
Como virginiana planejadora e controladora que sou, impulsos são meio raros. Eu provavelmente já estava com uma idéia na cabeça antes de gastar.
Fico imaginando um presente pra uma ocasião especial, analiso todos os aspectos do presenteado(a) e monto um presente ideal na minha cabeça. O que se transforma num problema muito sério quando nenhuma loja tem a tal coisa com as exatas características que eu fantasiei.
Sempre acontece!!!
Sei como vou embrulhar, o que escrever no cartão pra arrancar uma gargalhada (não gosto de choro...), se precisa de acompanhamentos ou éuma coisa só... Adoro essas elaborações.
Entrei numa discussão com a Mila sobre os presentes.
O cara que me atendeu na loja (que por sinal tá péssima no quiosque, a Lush precisa de loja completa, com água e geladeiras, senão não dá pra experimentar nada...) sábado não conseguia entender meu desespero.
Cheguei pra comprar 3 barras de massagem (http://www.lush.com.br/detalhar.asp?id_categoria=22) para meu amigos. Já tava com isso na cabeça havia dias, fui para Sampa mais cedo só pra passar lá pra comprar as barras. Não tinha!!!
"Tá em falta. Mas dia 8 chega, junto com um monte de produtos novos!"
"Não adianta, preciso disso pra amanhã! Tem em alguma das outras lojas?"
Nada!!!
"e que alternativas você tem?"
"tem os sabonetes..."
Cortei o cara. Fiquei brava... Primeiro porque ele não conseguia distinguir um produto que eu pudesse dar para garotos de um que não poderia, não era capaz de diferenciar os produtos masculinos e feminos, ele não sabia nada dos produtos que estava vendendo. Ofereceu uma barra de óleo de banho com chocolate na fórmula sem perguntar o tipo de pele. Imagina só dar um presente que vai causar espinhas e sebos? Hirg!
Acabei comprando só uma barrinha cheia de gliter para mulheres poderosas para minha amiga e um sabonete que eu tava namorando. Mas fiquei com o negócio na cabeça. Saí de lá falando que tava com a idéia fixa na barra de massagem e que ia pensar mais um pouco.
A discussão com a Mila depois foi sobre os sabonetes para presentes. Ela, como eu, é uma apaixonada por aqueles produtos. Ficaríamos felicíssimas de ganhar qualquer um deles (lembrando que não tenho banheira, então esqueçam as lindas bolas de sais de banho ;-)). Nós já elegemos um para cada humor, ficamos tristes e nos sentimos órfãs quando eles saem de linha (só porque a pele inglesa não aguenta eles param de produzir???), shampoo, condicionador de cabelo, esfoliante, hidratante de pele, sabonete para o rosto, sabonete para o corpo, barras de massagem... conhecemos todos. Mas nem todo mundo é assim como nós... E o cheiro do sabonete que vai nos acompanhar pelo resto do dia ou noite adentro é muito pessoal, não dá pra comprar de presente sem pensar por dias, é um risco muito grande.
A barra de massagem não, ela até é perfumada, mas não será usada todo dia; precisa de um grau de intimidade entre as pessoas (presenteador e presenteado), mas, pressupõe-se que será usada em dupla (pelo menos), ou seja, é um desejo de que a outra pessoa tenha bons momentos. Pode ser acompanhada de piadas ou de segundas intenções... é muito mais versátil que um sabonete, ou um óleo de banho, uma espuma de banho...
Acabei desistindo dos presentes...
Mas estou escrevendo pra loja, não dá pra ficar assim sem nada no estoque perto do Natal.
É estranha essa idade que nada se encaixa... talvez não seja a idade, seja a fase, que é muito diferente e que independe do ano de nascimento.
As amigas planejam casamentos, iniciam famílias. Eu, se conseguir manter um relacionamento por 5 encontros tô no lucro.
Mas não é só isso...
Na festa do domingo o limbo era claro.
A turma dos pais agora estava preocupada com os avós. O assunto principal eram as caduquices, as manias, as chantagens emocionais...
A segunda geração (os filhos) é dividida em 2 etapas " the 80's" (que na verdade começa em 78) e "the 90's"... é só fazer as contas.
Uma turma iniciando vida profissional, saindo da faculdade, com uns anseios diferentes, umas crises novas que envolvem dinheiro, ética, profissão, arte, política, amores, sexo...
A outra turma no meio da adolescência... um barato... é bom ver depois que isso já passou...
Pena que um pedaço da primeira turma faltou, e eu fiquei perdidona depois que minha amiga e o namorado foram embora...
Minhas irmãs tem uma capacidade enorme de se enturmar com adolescentes, acho que as duas levam o maior jeito para licenciatura e entretenimento, eu não! Gostam de jogos, video game, falam bobagem sem dó... entram no rítmo da meninada.
Eu não! Definitivamente não levo jeito...
Aí fiquei no limbo, entre as duas turmas, totalmente deslocada.
Começou! Agora é uma atrás da outra... difícil manter o regime...
Pra falar a verdade, eu adoro! A-D-O-R-O!!! Mesmo!
Tem um monte de gente que eu gosto muito que só consigo encontrar nessas festas, porque o resto do ano tá todo mundo muito ocupado e cheio de coisas pra fazer. Mas nas festas de Natal o pessoal rebola, aperta, e sempre dá um jeito de aparecer.
No domingo foi festa da turma da minha mãe, que também é a minha turma... quer dizer, os filhos da turma que nasceram todos muito pertinho uns dos outros agora são parte dela também.
É o pessoal do coral, Associação Coral Cantum Nobile, que era regido pelo Samuel Kerr.
Lembro das apresentações deles, eu era pequena, mas lembro (minha mãe saiu do coral quando mudamos para Campinas, eu ainda não tinha completado 10 anos). Me divertia muito com eles...
Eu era doida pra entrar pro coral, até fui ver de fazer parte do coral juvenil, na época que eu ainda achava que sabia cantar... ahahaha! Hoje não sou capaz de cantar uma estofe inteira no tom que começei, um desastre acústico. (a falta de rítmo nem importa...)
Eles fizeram um programa só sobre Adoniran Basbosa uma vez. Daquele eu decorei todas as músicas, decorei até as encenações. Na hora da apresentação, o "Adoniran" que descia pela chaminé na "Véspera de Natal" despencou. Caiu Adoniran, caiu chaminé... e o pessoal tentando segurar o riso e continuar cantando.
O "Adoniran" era uma espécie de caricatura do homem, uma cabeça pintada em compensado, não lembro direito do corpo, mas tenho uma imagem de uma roupa de Papai Noel tipo boneco mamulengo gigantesco. A chaminé ficava presa num tripé que parecia estrutura para antena de TV... Claro que ia cair!!! Óbvio!
O "Adoniran" estava guardado aqui em casa até o ano passado, quando tive que arrumar o galpão pra iniciar a vida profissional... Não lembro se ele foi doado junto comum monte de brinquedos ou se ainda está guardado por aqui.
Toda festa de Natal do Cantun Nobile o pessoal começa a cantar, tentam relembrar as músicas, as coreografias, é um barato.
Há uns anos eles levaram até as partituras que usavam nas apresentações, pra tentar refrescar a memória... não vou comentar que estão ficando velhos e esquecidos, né?
heheh, sacanagem!
É sempre gostoso encontrar com eles... tudo bem que a maioria não sabe diferenciar Laura, Mila e Alice, e a ordem de nascimento também não importa mais, mas beleza...
Dec 3, 2006
Como assim? O ponto alto da semana, do mês, do ano talvez, e eu não escrevi logo que cheguei? Que absurdo!!!
É que dividir o computador à noite dá nisso, a postagem atrasa.
E depois, não dava pra escrever à luz do dia porque ele atrapalhava as lembranças.
Mas mesmo assim não deveria ter esperado tanto. Deveria ter escrito enquanto minha pele ainda estava arrepiada, enquanto todas as terminações nervosas de meu corpo ainda transmitiam impulsos daquele show...
Vou tentar voltar no tempo, já liguei o Media Player, coloquei a lista enorme de Chico que baixei da internet pra começar a entrar no clima...
Vou fingir que é ele aqui do lado, cantando no meu ouvido só pra mim...
As luzes se apagaram e as duas mil pessoas no salão começaram a aplaudir... um arrepio correu meu corpo, todos os pelos do corpo ficaram eriçados.
Era difícil respirar...
Ele cantando lá na frente, de carne e osso, pela primeira vez respirávamos o mesmo ar...
Eu respirei ar do mesmo lugar que o Chico!!!
Ele cantando e eu cada vez mais arrepiada.
Tímido no palco, quase imóvel tentando se camuflar entre o cenário e a banda. Sem conversas, sem papo com a gente que estava lá pra vê-lo cantar (é, vê-lo mesmo, pra ouvir eu pego um cd e não tenho que aguentar gente chata e tagarela na mesa ao lado!)... "será que se eu fingir que eles não estão aqui essa gente desaparece da minha frente?"
Ele até deu uma ensaiada de que ia sambar, parou no primeiro passo pra frente e deixou o suspense no ar... desistiu da dança... "dançar em público? aqui no alto? eu não... tenho vergonha"
Aquela cara de envergonhado, ai que lindo o Chico envergonhado no palco... (suspiro)
Confesso que pensamentos impuros passaram pela minha cabeça...
Impuros nada! Eles eram bem puros! Puro sexo!!! Puro tesão!!!
"ah, eu vou até aquele palco e agarrá-lo! Isso, na frente de todo mundo! não tem problema!"
Os suspiros eram cada vez mais profundos.
Como pode ser poeta tão genial? Como ele encontrou aquelas rimas, de onde elas surgiram? Esse domínio da língua portuguesa, de quem faz amor com ela, joga na parede, chama de lagartixa, puxa o cabelo e faz dela o que quiser...
ai... (suspiro)
Não era possível desviar o olhar dele.
A mulher na minha frente virava pra conversar com o marido e eu desviava da cabeçona dela que se instalava entre eu e ele. Os abestados da mesa ao lado que ganharam o ingresso e nem sabiam quem era o ser alí no palco, eu tentava ignorar, concentrava para só ouvir o que viesse do palco...
parênteses: ohw, nem todo mundo é Ivete Sangalo, tem gente especial que tem que ser assistida sentadinha, quietinha, sem fazer barulho pra respirar... não precisa ficar pulando que nem pulga em dia de banho lá na frente... o prazer é ouvi-lo cantar...
voltando:
Os trava-línguas do Carioca eu ainda não sabia de cor, eu e a torcida da Macaca, mas quando ele tirava as músicas do baú e todos cantavam junto, e a gente se conectava através da melodia tão familiar.
Pena que ele resolveu que o show tinha que acabar... será que não dava pra cantar a noite toda?
Na primeira despedida nós gritamos muito, todos nós. Batemos palmas bem alto, com os braços estendidos sobre nossas cabeças (a força das palmas é maior só pq a gente levanta os braços?)
Nos levantamos e pedimos que ele voltasse.
E ele voltou!
Voltou logo e cantou canções antigas, conhecidas do público que estava mais animado em pé.
Estávamos também desesperados, melhor agitar bastante, mostrar todo nosso amor por ele pra ver se ele fica mais um pouquinho... cachorrinhos abanando o rabo pro dono na hora de sair pro trabalho (fica!!! fica!!! não vá embora não... fica mais aqui comigo, eu gosto de você).
Mas ele achou que já estava bom, que já tinha feito agrados demais...
"Chico! Volta! Chico! Volta! Chico, Chico, Chico!!!"
Dessa vez ele demorou mais... e nós lá no salão implorando por sua presença... implorando por mais um pouquinho de sua voz cantando em nossos ouvidos...
..."Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim"
e ele se foi... e eu voltei pra casa e sonhei com ele a noite toda...
